A brutal e espetacular, porém divertida, caçada nazista é um dos destaques do cinema de guerra desde a virada do milênio. Uma pesquisa recente com mais de dez mil críticos também mostra que Bastardos Inglórios é, na verdade, um dos melhores filmes dos últimos 25 anos! Na pesquisa, conduzida pelo Rotten Tomatoes, o longa ficou em 21º lugar.
Há um consenso de que Quentin Tarantino mais uma vez entregou um ótimo filme que vale a pena conferir – e que você deveria riscar da sua lista agora, no máximo. Inglourious Basterds, no original, está disponível para compra e aluguel no Prime Video, Apple TV e Youtube.
Lançado há 16 anos, este filme estrelado por Brad Pitt contém "a melhor cena já escrita" por TarantinoSórdido e brutal, divertido e único
Tarantino é um mestre em reescrever a história – ele demonstrou isso não apenas em Era Uma Vez em... Hollywood, mas também anos antes com Bastardos Inglórios. Tendo como pano de fundo a terrível Segunda Guerra Mundial, o diretor de Pulp Fiction – Tempo de Violência encenou um thriller de exploração inspirado em Assalto ao Trem Blindado, de Enzo G. Castellari, que caminha em um equilíbrio único entre o espetáculo humorístico e uma angustiante lição de história.
Universal Pictures
No centro do filme está a trupe dos Bastardos, liderada pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), que caça nazistas. Sua história se cruza com a da judia francesa Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), que escapou do sádico SS Standartenführer Hans Landa (Christoph Waltz) e agora administra um cinema em Paris – onde eles eventualmente se reencontram, com graves consequências.
Mas Bastardos Inglórios não é apenas um drama de guerra, nem apenas um thriller de assassinato ou apenas um clássico de Tarantino – a interminável cena de abertura com Landa e um fazendeiro acusado de esconder judeus é algo que nenhum outro cineasta conseguiria fazer – mas também uma declaração de amor pelo próprio cinema. Ele não apenas nos lembra da beleza da produção cinematográfica, mas de seu poder desenfreado (por exemplo, como ferramenta de propaganda) – e, assim, celebra o fascínio único que tornou esse meio tão especial por mais de 100 anos.