Joaquin Phoenix relembrou um episódio marcante do início de sua carreira durante sua participação no podcast This Past Weekend, de Theo Von, enquanto divulgava o filme Eddington.
Segundo o ator, um diretor com quem trabalhou em seus primeiros anos no cinema o menosprezou ao afirmar que ele jamais seria mais do que um "ator de personagens" — termo geralmente usado para definir intérpretes talentosos, mas sem o apelo típico de astros de grandes bilheterias.
É meio que um código pra dizer: 'Você não vai chegar lá de verdade, mas vai conseguir trabalhar'. E isso me irritou pra c*ralho.
Apesar da indignação, ele reconheceu que a crítica acabou funcionando como um impulso: "No fim, eu agradeço por isso, porque me fez pensar: 'Como eu vou encontrar esse caminho? Como eu vou buscar algo mais?'".
O tempo mostrou que o ator não apenas encontrou esse caminho, como se consolidou como um dos nomes mais respeitados da indústria. Phoenix já foi indicado quatro vezes ao Oscar e venceu na categoria de melhor ator por sua atuação em Coringa.
Também levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes por Você Nunca Esteve Realmente Aqui, além de ter protagonizado tanto produções independentes aclamadas (Ela, O Mestre) quanto sucessos de estúdios como Johnny & June e Sinais.
Seu novo trabalho, Eddington, marca mais uma colaboração com o diretor Ari Aster, com quem trabalhou em Beau Tem Medo. O longa-metragem, ambientado durante a pandemia de COVID-19 e com elementos de faroeste, dividiu a opinião da crítica e teve um desempenho modesto nas bilheterias, embora já aponte para conquistar um público fiel.
No Brasil, Eddington ainda não tem data de estreia marcada.