Ao longo de suas décadas como diretor, Clint Eastwood teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos melhores atores de Hollywood e pretende continuar fazendo isso. Tendo lançado Jurado Nº 2 em 2024 e tendo acabado de completar 95 anos, o veterano cineasta confirmou recentemente sua intenção de continuar fazendo filmes.
"Não há razão para que um homem não possa melhorar com a idade. E eu tenho muito mais experiência hoje. É claro que há diretores que perdem o jeito com uma certa idade, mas eu não sou um deles", disse ele em uma entrevista em maio à revista austríaca Kurier (via SensaCine).
Assim como outros grandes cineastas, como Martin Scorsese, Quentin Tarantino e Robert Zemeckis, o diretor não hesita em se reunir com profissionais com quem teve uma boa experiência no passado. Eastwood costuma se cercar de pessoas de sua confiança nas diversas equipes técnicas necessárias para realizar qualquer produção, mas também há alguns atores e atrizes que tiveram a oportunidade de trabalhar com ele em diversas ocasiões.
"O cinema foi inventado para ele": Clint Eastwood elogia o único ator de quem sempre foi fãEnquanto Meryl Streep, Morgan Freeman, Gene Hackman, Tommy Lee Jones e Kevin Costner já colaboraram com Eastwood diversas vezes, outros atores, como Tom Hanks, só tiveram a oportunidade de fazê-lo uma vez na vida, mas foi o suficiente para conhecer seus métodos únicos.
"Ele trata seus atores como cavalos, porque quando ele fez a série Rawhide, dos anos 60, o diretor gritava 'Ação!' e todos os cavalos disparavam", lembrou Hanks sobre a abordagem descontraída do cineasta quando trabalharam juntos em Sully - O Herói do Rio Hudson.
Assim como Hanks, outro grande astro de Hollywood que só teve a oportunidade de trabalhar com Clint Eastwood uma vez foi Leonardo DiCaprio, que estrelou o filme biográfico J. Edgar, de 2011, no papel de J. Edgar Hoover, o primeiro diretor do FBI a permanecer no cargo por quase 50 anos.
Embora J. Edgar não seja o melhor filme nem para DiCaprio como ator, nem para Eastwood como diretor, o vencedor do Oscar por O Regresso foi muito elogiado por seu trabalho no papel do investigador histórico.
Ele não recebeu uma indicação ao Oscar por seu papel, mas conquistou o respeito de Eastwood, que disse ao The Hollywood Reporter na época que gostou da abordagem do ator ao aceitar o papel. De acordo com relatos da época, Leonardo DiCaprio concordou em aceitar um corte de 90% no salário para fazer o filme.
Embora seu cachê na época fosse de cerca de 20 milhões de dólares por filme, DiCaprio concordou em receber "apenas" 2 milhões por J. Edgar. Um gesto que Eastwood logo elogiou:
Ele poderia ter ganhado muito dinheiro simplesmente fazendo blockbusters cheios de efeitos especiais. Mas ele é alguém que quer diversificar sua carreira, assim como eu sempre quis diversificar a minha como diretor.
O que não se sabe ao certo é qual a impressão que DiCaprio tirou de seu trabalho com Eastwood. Segundo rumores da época, os dois tiveram suas divergências no set, mas nenhum deles admitiu nada formalmente. De fato, logo depois, o diretor quis trabalhar com o ator novamente, embora DiCaprio tenha optado por um filme de Quentin Tarantino, Django Livre.