Existem mais de filmes de amadurecimento do que se pode imaginar. Aos montes em catálogos de streaming e plataformas digitais, é interessante quando existe uma história que capta a essência do estilo cinematográfico com frescor. Um projeto lançado há mais de dez anos que consegue oferecer uma narrativa leve e inovadora, dentro de um gênero saturado, é Hoje Eu Quero Voltar Sozinho.
Premiado internacionalmente, com vitórias no Festival de Berlim, Festival Internacional de Cinema de Guadalajara e Honolulu Rainbow Film Festival, o longa surgiu de um curta-metragem que ganhou a internet e impulsionou a existência de uma versão estendida da história desses adolescentes.
Vitrine Filmes
Com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme teve grande impacto em uma geração de jovens que cresceu entre os anos 2000 e 2010, principalmente em um momento de mudanças sociais que trouxeram a possibilidade de que este título chegasse às telonas sem grandes represálias.
Na trama, Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.
10 anos de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho: Marco do cinema LGBTQIAP+ brasileiro, filme de Daniel Ribeiro preserva doçura da descobertaNo ano passado, após 10 anos da estreia do título, o AdoroCinema fez algumas matérias especiais sobre a narrativa LGBTQIAP+, com direito a entrevistas com parte do público que viu o filme nos cinemas em 2014 e também um saldo sobre como essa história envelheceu na indústria cinematográfica e na cultura pop.
Assim como diversos projetos que não são originais da Netflix, a produção está se despedindo do catálogo em 4 dias. Portanto, o público só tem até o final da semana para assistir ou reassistir ao romance de encher o coração.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho fica disponível no streaming até 28 de março.