Avatar é um filme de aventura/ficção científica que contou com a direção e roteiro de James Cameron. O filme recebeu 9 indicações ao Oscar de 2010 e venceu as 3 primeiras categorias mencionadas: melhor fotografia, melhores efeitos visuais, melhor direção de arte, melhor filme, melhor diretor, melhor edição, melhor trilha sonora original, melhor edição de som e melhor mixagem de som. Na trama, acompanhamos os cientistas que desenvolveram corpos híbridos de alienígenas conhecidos como Na'vi e vivem no planeta Pandora. A ideia é que os seres humanos possam usar esses corpos chamados de Avatar para poder ter contato com esses seres. Nesse contexto, Jack Sully (Sam Worthington), um ex fuzileiro naval paralítico consegue voltar a andar graças ao seu avatar e é enviado ao planeta com a ajuda da Dra. Grace (Sigourney Weaver). Nao tem como nao categorizar Cameron como un cineasta que entrega belíssimas obras cinematográficas, daquelas que se constrói do zero e ainda foge dos padrões burocráticos de Hollywood. Avatar é mais um prova disso. Lógico que Avatar não escapa dos ritos Hollywoodianos, como frases prontas e efeitos visuais belíssimos, mas Cameron consegue encaixar isso no time certo. Em resumo, o cinema espetáculo para Cameron se encaixa na arte. Prova que nao demorou muito para desbancar Titanic em bilheteria, sendo a maior bilheteriada história do cinema. É fato que isso se deu não apenas pelo vislumbre da arte e efeitos, mas por conta do uso revolucionário do 3D. Com uma metaliguistica muito boa que nos coloca na pele do seu protagonista Jack que rapidamente começa a preferir está no corpo do Avatar do que no seu, por conta das suas limitações do corpo físico e de sua vida sem sal enquanto humano. E esse encatamento tbm pode ser passado para o público, afinal Pandora é um mundo a ser desbravado. Esse encanamento foi muito bem construído pelo seu roteiro, mostrando sua antropologia e mitologia de conectar aquele povo a natureza e sua ancestralidade. O segundo ato foi praticamente todo para essa profundidade. Por outro lado, vemos a ganância dos seres humanos de querer um mineral valiosíssimo encontrado no coração daquela civilização. Era preciso expulsar ou fazer o que fosse preciso para retirar aquele povo dali. Lógico que podemos fazer as comparações diante da ganância capitalista desenfreada, de nao se importar com o território dos Na'vi e ainda condiciona-los a um povo primitivo. O filme evoca isso ao mostrar todo o arsenal tecnológico de armas nos ataques dos humanos em Pandora. Mas o terceiro ato subverte essa lógica ao mostrar que aquele povo tem muito mais do que isso e eles que sao os mais "evoluídos " dos que nos, seres humanos. Temos entao uma obra irreal para nos mostrar o real. No mais, temos boas interrupções, em espacial da carismática Sigourney Weaver e da Zoë Saldaña que apenas apareceu no formato de Na'vi. Aqui temos um grandioso filme que resiste ainda ao tempo e coloca como um grande marco no cinema de ficção e dos efeitos visuais do século XXI. É aqui o início de uma franquia muito boa.