Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros: Recentes críticas
Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros
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Ravi Oliveira
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3,5
Enviada em 13 de outubro de 2025
Sinopse: O Parque dos Dinossauros está aberto para visitação, e o público tem a chance de ver de perto as mais diversas espécies. No entanto, um desses animais, resultado de experiência genética, desenvolve alta inteligência e se torna uma ameaça para todos.
Crítica: "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" traz de volta um universo que muitos consideram uma explosão de nostalgia, mas nem tudo são roses nesta nova aventura em Ilha Nublar. O filme, dirigido por Colin Trevorrow, tenta equilibrar a ação frenética com momentos de emoção, mas acaba tropeçando em algumas das suas escolhas narrativas.
Visualmente, "Jurassic World" é um espetáculo. Os efeitos especiais são deslumbrantes e a recriação dos dinossauros impressiona, tanto pelos CGI quanto pelos animatrônicos. A estética do parque temático e a sensação de um mundo onde os dinossauros coexistem com os humanos são bem construídas, capturando a essência do que fez a franquia original tão cativante. No entanto, por trás dessas imagens deslumbrantes, a trama parece se perder em meio a clichês e personagens pouco desenvolvidos.
Os protagonistas, Claire e Owen, interpretados por Bryce Dallas Howard e Chris Pratt, têm química, mas suas arcos de desenvolvimento ficam aquém das expectativas. Claire é apresentada como uma mulher de negócios poderosa, mas muitas vezes ela se torna um estereótipo de heroína que acaba sendo definida por sua relação com os outros personagens, especialmente com os meninos que estão sob sua proteção. Owen, embora carismático, não sai do molde do típico heroico destemido. Ambos os personagens oferecem pouca profundidade, fazendo com que o público se distancie emocionalmente de suas jornadas.
A trama central — um dinossauro geneticamente modificado escapando e ameaçando o parque — traz à tona questões sobre a ética da manipulação genética e a relação da humanidade com a natureza. Contudo, essas questões são apenas superficiais, não sendo exploradas de maneira que ressoe verdadeiramente com o espectador. O filme se concentra tanto nas cenas de ação e nos dinossauros que deixa de lado as reflexões mais profundas que poderiam ter enriquecido a narrativa.
Além disso, a adrenalina das sequências de ação, embora empolgante, acaba se tornando excessiva e previsível. A primeira metade do filme, com momentos de suspense e construção do mundo, dá lugar a uma clímax que se estende além do necessário, tornando-o um pouco cansativo. A falta de um ritmo equilibrado impede que o filme realmente empaque como um dos melhores da franquia.
Em suma, "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" consegue entreter, mas não sem apresentar diversas falhas que o impedem de brilhar no mesmo nível dos seus predecessores. É um filme que promete muitas emoções, mas que falha em proporcionar uma conexão emocional memorável. Para quem busca pura diversão e ação desmedida, ele entrega — mas para aqueles que esperam profundidade e inovação, a frustração pode ser palpável. Numa era de blockbusters, questiona-se se um filme tão reliantemente jugado à nostalgia pode realmente oferecer algo novo aos fãs de longa data.
Uma ideia nova, original, que é criar o parque dos dinossauros, cujo protótipo existiu na obra de estreia. Mas a obra pensou demais na animação, na invenção do superdinossauro a invenção magna do mundo dinossauro...mas faltou um casting de atores melhor. Não simpatizei com atores mirins, Nick Robinson é um ator muito fraco (20 anos de idade na epoca das filmagens), sem sal e entediante. E o garoto TY Simpkins não teve muita escolha além de seguir a sombra do seu colega de filme, sendo o menino "bullying" da história, um personagem desperdiçado. Irrfhan Khan entrou mal e saiu sem ser percebido, uma atuação lastimável. Chris Pratt e Bryce Howard, ok, boas cenas não me posicionarei até assistir a obra sequência, mas levaram bem o filme nas costas, nas cenas de fuga, da caçada. Mas uma obra que convida um cientista que apareceu so no primeiro filme (um personagem bem coadjuvante) e esquece Dr. Alan Grant e Ian Malcolm é bastante chato e triste. As grandes marcas do mundo Jurassic Park saíram da história. O negócio de inverterem o papel do Velociraptor foi bastante sem sentido, é uma grande marca da série, é um vilão detestável, e anularam a linha o climax das obras anteriores. Mas ok prontificaram-se a fazer o Jurassic World, usar boa CGI, arte gráfica, enfim quem curte isso apenas pode ter achado o filme um grande épico. Mas não me senti impelido a simpatizar com personagens e a história não passa do mediano, suspense não chega nos pés dos dois primeiros filmes, tudo muito escrachado e previsível. O encerramento da obra ajuda um pouco e o superdinossauro a um bom predador a la "Alien" foi bacana e deu a linha principal do filme.
Um bom filme, onde tem aventura, ação, suspense, bons efeitos especiais, trilha sonora. Uma criação de um dinossauro para se criar uma novidade q impulsione ainda mais os lucros da companhia, gera o caos no parque e põe todos em risco.
Jurassic World é um filme bobo e desnecessário como tantos outros, tem um roteiro superficial cheio de furos, com uma estrutura narrativa frágil e sem nexo muitas vezes(apesar de carregar, como todos os filmes da franquia, uma boa mensagem construtiva sobre respeito às leis da natureza), sem falar nas atuações automáticas...Ainda sim, é um daqueles filmes de grande escala realmente muito prazerosos de se assistir, principalmente em alta definição ou em uma grande tela. Os efeitos visuais são ótimos e a maioria das cenas de ação bem dirigidas e editadas, o que rebaixa o filme é mesmo o roteiro muito fraco, com personagens caricatos demais. Chris Pratt está carismático como sempre, mas seu personagem se resume à um mero estereótipo de muitos outros do passado, inclusive dentro da franquia Jurassic. Bryce é uma ótima atriz, com um papel bem indigno de seu talento, sempre bela e bem disposta para as cenas mais movimentadas porém. Enfim, como já era de se esperar, não tem nem metade do brilho dos filmes originais(principalmente, claro, o clássico de 1993 dirigido por Spielberg), mas se trata de mais um desses filmões pipoca de verão que garantem o entretenimento do público médio com um visual primoroso e uma boa dose de humor, a vida em si já é muito dura, é bom desligar um pouco de tudo e curtir uma aventura descompromissada. NOTA : 6.0 /10
Jurassic World tem como maior mérito a sensação de fascínio que deixa através do parque, que é sensacional. Chris Pratt esbanja carisma e deixa claro que tira de letra o desafio de ser protagonista, já os demais personagens são apenas OK sem muito destaque. A nostalgia e as homenagens são constantes e algumas são bem pontuadas, outras nem tanto. Fato é que o novo longa não funciona tanto se tirar os fatores da nostalgia e saudade ds franquia. O primeiro ato do filme estabelece toda sensação de descoberta e novidade durante o passeio que é maravilhoso, já o segundo ato carrega alguns problemas de ritmo e de algumas atitudes sem muita lógica tomada por certos personagens e fica desgastante por algum tempo, até que o terceiro ato retoma a correria e gritaria e o filme começa a tornar aos trilhos com direito a um final empolgante. Mas faltou um pouco mais de sangue novo pra franquia voltar com tudo, apesar de alguns momentos verdadeiramente memoráveis, os efeitos práticos fazem falta, a direção de Spielberg faz falta e um roteiro mais bem elaborado fez muita falta também, mas o filme proporciona diversão e escapismo de modo eficiente.
Parece com o primeiro, 2 crianças em perigo, pesquisa genicas modificadas, os dinossauros escapam por falha humana, há alguém ambicioso que quer ganhar muito dinheiro com os dinossauros, mas ele tem coisas boas, a atuação de Chris Pratt é o ponto alto do filme, a apresentação de novos dinossauros e a luta entre dinossauros é outro ponto forte do filme, mas o filme é mais nostalgia do que um filme de novidades.
Há 22 anos atrás, Steven Spielberg e sua equipe de produção mudavam a história da indústria cinematográfica lançando Jurassic Park, uma aventura de ficção que marcou toda uma geração por vários motivos mas um em particular: foi um dos pioneiros em usar a Computação Gráfica nas telas de forma convincente. O realismo das cenas dos dinossauros (em especial o assustador T-Rex) era o atrativo que ajudou o filme a se tornar uma das maiores bilheterias da história. Agora com Spielberg apenas como produtor executivo, o diretor novato Colin Trevorrow tinha a missão de retornar ao mundo dos dinossauros e continuar dando veracidade o suficiente para que o público continuasse a temer as criaturas daquele mundo. Ele teria dois inimigos de cara: o uso da computação gráfica hoje em dia (em boa parte dos filmes atuais, convenhamos, está cada vez mais surreal, muitas vezes evidenciando que o que se vê nas telas é uma figura vinda de um PC, não do mundo real) e os haters, aquela galerinha que já estaria fazendo comparações com o filme original. Trevorrow vence esses dois “inimigos”! O uso do CGI é certeiro, tentando ao máximo dar movimentos realistas aos bichos, em especial nos famosos velociraptors – embora, para mim, o filme de 1993 conseguia isso melhor (mas isso não afetará em nada o divertimento)... e os haters tem sua “tese” rebatida: o ritmo, as atuações, o desenvolvimento da ação está no nível do primeiro filme (muito superior ao segundo e terceiro filme). Este quarto filme da série tem como ponto inicial algo que realmente funciona como uma atualização dos conceitos do filme original: aqui acompanhamos o que virou o Jurassic Park original... um parque temático, ala disney world mesmo. Um empresário se apossou da ilha Nublar e desenvolve este parque para exibições ao grande público; a atualização vem do fato de que para manter o parque sempre interessante, cientistas desenvolvem experimentos para “bombar” as criaturas... criando variações dos dinossauros existentes com o intuito de assustar os espectadores do parque que, conseqüentemente, sempre se interessariam por visitar a ilha. Em meio a isso surgem nossos heróis: Owen, o personagem de Chris Pratt, um treinador dos dinos, que trabalha na ilha e já começa a notar que a nova criação dos cientistas (o temido Indonomus Rex, aparente variação do T-Rex mas com “recursos” a mais... digamos assim...) será uma ameaça para tudo na ilha; e Claire (a personagem de Bryce Dallas-Howard) é a responsável pelo funcionamento das atrações da ilha e é obrigada a lhe dar com seus 2 sobrinhos, que estão de visita na ilha e acabam se perdendo em meio a destruição causada pelo Indonomus Rex. Conflitos no meio de tudo isso ainda: as crianças estão abaladas pelo possível divórcio dos pais; um inescrupuloso empresário vê a possibilidade de usar os dinossauros como “peças de guerra”, para lucrar é claro. Os clichês acabam dando o resultado certo para o expectador se identificar com os personagens. Tudo isso bem moldado, com o diretor dando a atenção ideal na condução dos atores – algo bem bacana em especial para a atuação dos sobrinhos de Claire (os garotos Nick Robinson e Ty Simpkins), coisa tradicional do cinema de Spielberg (talvez este o maior condutor de atores mirins na história do cinema). Único ponto negativo talvez seja uma aproveitação mediana de Chris Pratt, um ótimo ator que poderia se envolver mais com humor durante a projeção – humor que nos demais momentos do filme funciona lindamente (a “auto-critica-ironica” com um dos personagens usando uma camiseta com a logo do filme original é sensacional). Embora previsível (sem querer ser aquele chato adivinhão... mas dá pra saber a solução final lá pelos 15 minutos de filme), é um filme que diverte, dá aqueles sustinhos e faz você torcer pelos personagens, enfim, dá pra se envolver e entender porque está batendo recorde de público e até batendo Os Vingadores 2 nas bilheterias. As vezes é bom desligar o cérebro e curtir algo mais descompromissado mesmo... e o diretor Colin Trevorrow cumpre bem essa promessa que Spielberg cumpriu tantas vezes tão bem na história do cinema.
"Jurassic World não decepciona nem um pouco, resgatando elementos visuais, sonoros e temáticos do primeiro filme da franquia e do próprio livro do Michael Crichton, mas com material original suficiente para não se reduzir a apenas uma homenagem, datada e saudosista. Colin Trevorrow, diretor estreante em grandes produções, apresenta competência e potencial para uma grande carreira e conduz com segurança sequências de ação, sem deixar de imprimir sua marca - o mesmo estilo e humor apresentados no seu único longa até então, o curioso e divertido Sem Segurança Nenhuma."
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