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Minha crítica sobre Supergirl: vocês não entenderam a Kara? 隸♀️
Eu gostei muito do filme Supergirl e, principalmente, da interpretação da atriz Milly Alcock. Na minha visão, muita gente está criticando essa nova Kara por ela ser mais rebelde, fechada e diferente da Supergirl que conhecemos na série. Mas será que as pessoas estão tentando entender o que essa personagem viveu?
A Kara perdeu seu lar, sua família e praticamente tudo o que amava. Ela e seu primo Kal-El foram os sobreviventes dessa tragédia, mas seguiram caminhos muito diferentes. Enquanto ele chegou à Terra ainda bebê e teve a oportunidade de crescer naquele mundo, Kara já era mais velha quando deixou Krypton. Ela precisou atravessar o espaço, sozinha, carregando as lembranças de tudo o que perdeu, para chegar a um lugar completamente diferente daquele que conhecia.
E imaginem a dor de chegar à Terra e perceber que o tempo passou tão rápido que seu primo já cresceu, tornou-se o Superman e construiu uma vida, enquanto ela ainda está tentando lidar com a própria perda.
Para mim, essa Kara está vivendo o luto. E o luto não se manifesta da mesma maneira para todo mundo. Algumas pessoas se isolam, outras escondem os sentimentos e algumas recorrem à bebida alcoólica para tentar fugir da dor e não pensar naquilo que perderam. Vejo a Kara fazendo isso: bebendo, se jogando nas aventuras e tentando escapar dos próprios sentimentos.
Não acho que ela seja simplesmente rebelde. Acho que ela é uma pessoa ferida, que ainda não conseguiu encontrar seu lugar no mundo.
E existe um momento importante no filme: quando ela percebe que pode perder Krypto, o cachorro que ama. Para mim, esse acontecimento funciona como um despertar. Ela começa a perceber que, mesmo depois de perder tanta coisa, ainda existem pessoas e seres que ama, e que não pode continuar vivendo apenas tentando fugir da própria dor.
É como se, naquele momento, ela começasse a escolher a vida novamente.
E é aqui que faço minha ligação com a Supergirl da série, interpretada por Melissa Benoist. Quando conhecemos aquela Kara, vemos uma personagem mais madura, amável e disposta a assumir seu dever como heroína, defendendo o mundo de pessoas que querem fazer o mal. Na minha interpretação, ela encontrou uma maneira de seguir em frente e transformar parte de sua dor em propósito.
Não significa que ela tenha esquecido sua família ou superado tudo de uma hora para outra. Significa que aprendeu a continuar vivendo apesar da perda.
Por isso, acredito que estamos vendo duas fases diferentes da mesma personagem: no filme, uma Kara ainda marcada pelo luto; na série, uma Kara que já encontrou maneiras de conviver com ele e construir uma vida.
Em relação à atriz Milly Alcock, eu gosto muito dela! Acho-a linda, gosto do jeito dela e achei as cenas de luta muito legais. Para mim, sua atuação fez jus a essa versão da Kara, porque ela conseguiu transmitir uma personagem machucada, revoltada e que ainda não sabe muito bem como lidar com tudo o que viveu.
Não precisamos gostar de todas as escolhas de uma adaptação, mas acredito que precisamos tentar compreender a personagem antes de julgá-la.
A Kara do filme não precisa ser igual à Kara da série. Talvez a diferença entre elas seja justamente tudo aquilo que aconteceu entre uma fase e outra de sua vida.
Às vezes, por trás de uma pessoa que parece rebelde, existe alguém que ainda está tentando aprender a viver depois de perder tudo.
Eu gostei muito do filme Supergirl e, principalmente, da interpretação da atriz Milly Alcock. Na minha visão, muita gente está criticando essa nova Kara por ela ser mais rebelde, fechada e diferente da Supergirl que conhecemos na série. Mas será que as pessoas estão tentando entender o que essa personagem viveu?
A Kara perdeu seu lar, sua família e praticamente tudo o que amava. Ela e seu primo Kal-El foram os sobreviventes dessa tragédia, mas seguiram caminhos muito diferentes. Enquanto ele chegou à Terra ainda bebê e teve a oportunidade de crescer naquele mundo, Kara já era mais velha quando deixou Krypton. Ela precisou atravessar o espaço, sozinha, carregando as lembranças de tudo o que perdeu, para chegar a um lugar completamente diferente daquele que conhecia.
E imaginem a dor de chegar à Terra e perceber que o tempo passou tão rápido que seu primo já cresceu, tornou-se o Superman e construiu uma vida, enquanto ela ainda está tentando lidar com a própria perda.
Para mim, essa Kara está vivendo o luto. E o luto não se manifesta da mesma maneira para todo mundo. Algumas pessoas se isolam, outras escondem os sentimentos e algumas recorrem à bebida alcoólica para tentar fugir da dor e não pensar naquilo que perderam. Vejo a Kara fazendo isso: bebendo, se jogando nas aventuras e tentando escapar dos próprios sentimentos.
Não acho que ela seja simplesmente rebelde. Acho que ela é uma pessoa ferida, que ainda não conseguiu encontrar seu lugar no mundo.
E existe um momento importante no filme: quando ela percebe que pode perder Krypto, o cachorro que ama. Para mim, esse acontecimento funciona como um despertar. Ela começa a perceber que, mesmo depois de perder tanta coisa, ainda existem pessoas e seres que ama, e que não pode continuar vivendo apenas tentando fugir da própria dor.
É como se, naquele momento, ela começasse a escolher a vida novamente.
E é aqui que faço minha ligação com a Supergirl da série, interpretada por Melissa Benoist. Quando conhecemos aquela Kara, vemos uma personagem mais madura, amável e disposta a assumir seu dever como heroína, defendendo o mundo de pessoas que querem fazer o mal. Na minha interpretação, ela encontrou uma maneira de seguir em frente e transformar parte de sua dor em propósito.
Não significa que ela tenha esquecido sua família ou superado tudo de uma hora para outra. Significa que aprendeu a continuar vivendo apesar da perda.
Por isso, acredito que estamos vendo duas fases diferentes da mesma personagem: no filme, uma Kara ainda marcada pelo luto; na série, uma Kara que já encontrou maneiras de conviver com ele e construir uma vida.
Em relação à atriz Milly Alcock, eu gosto muito dela! Acho-a linda, gosto do jeito dela e achei as cenas de luta muito legais. Para mim, sua atuação fez jus a essa versão da Kara, porque ela conseguiu transmitir uma personagem machucada, revoltada e que ainda não sabe muito bem como lidar com tudo o que viveu.
Não precisamos gostar de todas as escolhas de uma adaptação, mas acredito que precisamos tentar compreender a personagem antes de julgá-la.
A Kara do filme não precisa ser igual à Kara da série. Talvez a diferença entre elas seja justamente tudo aquilo que aconteceu entre uma fase e outra de sua vida.
Às vezes, por trás de uma pessoa que parece rebelde, existe alguém que ainda está tentando aprender a viver depois de perder tudo.
Filme com ótima representatividade, não entendo o motivo das críticas, tudo de homem frustrado e machista
Filme horroroso, não esperava grande coisa, tentei mas não conseguir chegar ao final .
Ah! atriz já conhecíamos como boa atriz.
Ah! atriz já conhecíamos como boa atriz.
SUPERGIRL (2026) — UMA DECEPÇÃO NO UNIVERSO DC
Quando uma super-heroína perde sua identidade, nem milhões de dólares em efeitos especiais conseguem salvar o filme!
⭐ Gêneros: Ação, ficção científica, aventura e fantasia
⏱️ Duração: 1h48min
Direção: Craig Gillespie
✍️ Roteiro: Ana Nogueira
Principais atores e personagens:
Milly Alcock — Kara Zor-El / Supergirl
Eve Ridley — Ruthye Marye Knoll
Jason Momoa — Lobo
Matthias Schoenaerts — Krem das Colinas Amarelas
David Krumholtz — Zor-El
Emily Beecham — Alura In-Ze
David Corenswet — Clark Kent / Superman
Estória
A proposta de Supergirl era apresentar uma nova versão de Kara Zor-El, uma personagem marcada pela destruição de Krypton, pelo sofrimento e pela dificuldade de encontrar seu lugar no universo. Ao conhecer Ruthye, uma jovem que busca vingança contra Krem, responsável pela morte de seu pai, Kara acaba envolvida em uma jornada interestelar que mistura justiça, violência, perdas e a tentativa de encontrar algum sentido para a própria existência.
O problema, na minha avaliação, é que uma premissa com tanto potencial não se transforma em uma história suficientemente envolvente. Em vez de construir uma jornada emocional capaz de aprofundar a personagem, o filme parece se perder entre a rebeldia da protagonista, as situações de humor, os confrontos e uma sucessão de criaturas e ambientes espaciais.
A ideia de apresentar uma heroína traumatizada não é ruim. O cinema precisa de personagens imperfeitos, com conflitos e contradições. Porém, existe uma diferença entre humanizar uma heroína e desenvolver uma personagem de maneira que o público tenha dificuldade para reconhecer nela aquilo que deveria torná-la especial.
Uma Supergirl que não me convenceu
Um dos aspectos que mais me incomodaram foi a escolha de apresentar Kara como uma personagem alcoólatra e emocionalmente descontrolada. Não tenho problema com heróis imperfeitos, traumatizados ou que precisam enfrentar seus próprios demônios. Pelo contrário, essas características podem torná-los mais humanos e interessantes.
A questão é como tudo isso é desenvolvido. Para mim, o filme não consegue transformar essas fragilidades em uma evolução convincente. Em diversos momentos, a caracterização parece mais interessada em afastar Kara da imagem tradicional de heroína do que em construir uma personalidade verdadeiramente profunda.
Uma personagem pode ser rebelde sem perder sua dignidade; pode sofrer sem deixar de transmitir força; pode cometer erros sem parecer que o próprio roteiro está sabotando sua identidade. Eu esperava uma Supergirl com conflitos, sim, mas também com presença, grandeza e uma evolução capaz de justificar suas atitudes.
壘 Ação, poderes e inimigos: onde está o desafio?
Outro problema está na maneira como o filme trabalha os poderes da protagonista. Em determinados momentos, Kara parece vulnerável e incapaz de enfrentar ameaças que deveriam exigir mais dela. Depois, quando a influência do sol amarelo entra em cena e seus poderes voltam a ganhar destaque, a sensação é de que o equilíbrio dos confrontos desaparece.
Se a personagem recupera suas capacidades extraordinárias, onde está o verdadeiro desafio? Como criar tensão quando os inimigos deixam de parecer ameaças convincentes? Uma boa aventura de super-heróis precisa estabelecer limites, riscos e consequências. Não basta enfraquecer o protagonista em uma cena e torná-lo praticamente imbatível na seguinte.
Também esperava adversários mais interessantes, com motivações e habilidades capazes de colocar Kara diante de escolhas difíceis. Para mim, faltou justamente esse equilíbrio entre poder e perigo, essencial para que as batalhas tenham peso dramático.
A expectativa de um John Wick espacial
Confesso que a presença do cachorro despertou em mim uma expectativa diferente. Imaginei que o filme pudesse seguir uma linha de vingança mais intensa, com combates memoráveis e uma protagonista determinada a enfrentar qualquer obstáculo para fazer justiça.
A comparação com John Wick talvez tenha elevado minhas expectativas, mas o longa não conseguiu entregar a experiência que eu imaginava. A motivação da história não me pareceu suficientemente forte para sustentar toda a jornada, e a vingança, que deveria ser o motor emocional da narrativa, acabou não produzindo o impacto esperado.
O cachorro poderia ser um elo emocional poderoso entre a protagonista e o público. Entretanto, na minha avaliação, essa ideia não foi aproveitada de maneira tão marcante quanto poderia.
Os alienígenas e a identidade visual
Não considero os efeitos especiais o grande problema do filme. A produção tem recursos para construir cenários cósmicos, criaturas e confrontos em escala interplanetária. Minha crítica está muito mais ligada às escolhas criativas e ao resultado visual de alguns personagens alienígenas.
Certas criaturas me pareceram exageradas e pouco convincentes, chegando a provocar uma sensação quase caricatural. Em vez de ampliar o fascínio por esse universo, algumas dessas escolhas acabaram me afastando da narrativa.
A produção também me lembrou, em determinados momentos, a estética de Star Wars, Guardiões da Galáxia e Thor. A diferença é que, nessas franquias, o humor, o visual e o absurdo costumam fazer parte de uma identidade construída com maior clareza. Aqui, senti que a mistura nem sempre funciona e que falta unidade entre o tom dramático da protagonista e o espetáculo espacial ao seu redor.
Uma heroína não precisa ser perfeita, mas precisa convencer
Um dos pontos que mais me incomodaram foi a caracterização de Kara como uma personagem que bebe excessivamente e parece carregar sua dor sem encontrar uma direção convincente. Não considero que uma heroína precise ser moralmente impecável ou viver permanentemente em busca de salvar o mundo. Entretanto, suas fragilidades precisam contribuir para uma evolução dramática.
Na minha visão, o roteiro não consegue transformar esse comportamento em uma jornada suficientemente poderosa. A rebeldia acaba ocupando espaço demais, enquanto faltam momentos capazes de mostrar com clareza o que existe por trás daquela postura e como ela se transforma ao longo da aventura.
O resultado é uma Supergirl que, para mim, perde parte da força simbólica que deveria carregar. Ser humana não significa deixar de ser heroína. Sofrer não significa perder a capacidade de inspirar. E apresentar uma protagonista diferente não deveria ser um objetivo maior do que contar uma boa história.
壘 Os poderes de Kara e a falta de adversários convincentes
Outro problema está no equilíbrio dos confrontos. Em determinados momentos, Kara parece vulnerável e incapaz de lidar com os obstáculos que surgem em seu caminho. Quando a exposição ao sol amarelo permite que seus poderes kryptonianos se manifestem com maior força, porém, a sensação é de que a ameaça deixa de representar um desafio à altura.
É preciso construir limites, consequências e adversários capazes de exigir mais do protagonista. Caso contrário, as batalhas perdem impacto e a ação se transforma em uma sucessão de golpes sem a tensão necessária.
Não basta colocar uma personagem poderosa diante de inimigos visualmente diferentes. É preciso fazer com que cada confronto tenha importância para a história e para a evolução da protagonista. Foi justamente esse equilíbrio que senti falta.
Ruthye: uma personagem que não me conquistou
Ruthye Marye Knoll deveria funcionar como um dos pilares emocionais da narrativa. Sua busca por vingança nasce de uma tragédia pessoal, oferecendo a possibilidade de explorar o luto, a raiva e o perigo de permitir que a dor determine todas as nossas decisões.
Entretanto, a personagem não me convenceu. Na minha avaliação, sua participação muitas vezes parece mais um mecanismo para movimentar a trama do que uma presença verdadeiramente marcante. Sua relação com Kara poderia proporcionar um contraste interessante entre duas pessoas feridas, mas o desenvolvimento não alcança a profundidade que eu esperava.
É importante deixar claro: minha crítica não é à atriz Eve Ridley, mas à construção da personagem e ao espaço que o roteiro lhe oferece. Uma personagem pode ter uma motivação triste e compreensível, mas isso não significa automaticamente que ela será interessante ou que conseguirá conquistar o público.
Criaturas alienígenas: quando o visual não ajuda a narrativa
Não considero os efeitos especiais o principal defeito de Supergirl. O problema está nas escolhas criativas e na maneira como determinadas criaturas alienígenas são apresentadas. Algumas parecem exageradas, estranhas de um modo que não acrescenta à experiência e, em certos momentos, até difíceis de levar a sério.
A comparação com Star Wars, Guardiões da Galáxia e Thor é inevitável, pois essas produções também exploram mundos fantásticos e seres extraterrestres. A diferença é que, quando essa diversidade visual funciona, ela contribui para criar uma identidade própria e um universo que o público deseja explorar.
Aqui, senti que parte desse espetáculo se transforma em distração. O filme apresenta criaturas e cenários, mas nem sempre consegue fazer com que eles pareçam essenciais à história. O resultado é uma aventura espacial que, para mim, não encontra a unidade necessária entre seu visual, seu humor e seu drama.
Jason Momoa como Lobo: potencial desperdiçado
A presença de Jason Momoa como Lobo despertou curiosidade. O personagem tem potencial para acrescentar irreverência, brutalidade e uma personalidade completamente diferente à aventura. Porém, senti que sua participação não teve a relevância que poderia ter.
Em vez de parecer uma peça fundamental da narrativa, Lobo acaba dando a impressão de ter sido incluído para ampliar o espetáculo e chamar a atenção do público. Sua presença é marcante, mas, na minha opinião, faltou desenvolver melhor sua importância para o conflito central.
O problema não é o ator, mas o aproveitamento do personagem. Quando se apresenta uma figura tão conhecida dos quadrinhos, espera-se que ela tenha uma função narrativa clara, e não apenas que apareça para movimentar algumas cenas.
E o cachorro Krypto, que participa da motivação emocional da jornada, também contribui para criar a expectativa de uma aventura de vingança intensa. Confesso que imaginei algo mais próximo da energia de John Wick, com uma missão pessoal capaz de impulsionar a história. Entretanto, essa expectativa não encontrou a recompensa que eu esperava.
James Gunn e o futuro do novo universo DC
Se James Gunn e a DC Studios pretendem construir um novo universo cinematográfico, cada produção deveria contribuir para fortalecer os personagens, ampliar o interesse pelo mundo apresentado e deixar o público curioso sobre o que virá depois.
É justamente por isso que considero Supergirl uma oportunidade desperdiçada. Na minha avaliação, o filme não acrescenta o suficiente para justificar sua posição nesse novo universo e, em vez de aumentar meu entusiasmo pela personagem, diminui minhas expectativas.
Isso não significa que toda produção precise estar diretamente ligada a uma grande trama compartilhada. Um filme pode funcionar perfeitamente como uma aventura independente. Mas, mesmo nesse caso, precisa entregar uma história envolvente, personagens bem desenvolvidos e uma experiência que permaneça na memória.
Quando olho para produções como Madame Teia, Morbius e The Flash, lembro de exemplos de filmes de super-heróis que também dividiram opiniões e enfrentaram críticas. Para mim, Supergirl entra nessa mesma conversa sobre o quanto uma produção pode desperdiçar personagens conhecidos e recursos milionários quando o roteiro não sustenta suas ambições.
Vale a pena assistir?
Para quem acompanha a DC e deseja conhecer essa nova versão de Kara Zor-El, pode haver curiosidade suficiente para assistir. Entretanto, minha experiência foi de profunda decepção.
Não foi a falta de efeitos especiais, de cenários grandiosos ou de personagens conhecidos que prejudicou o filme. Foram as escolhas narrativas, a caracterização da protagonista, uma Ruthye que não me convenceu, a utilização limitada de Lobo e a dificuldade de transformar a jornada em algo emocionalmente marcante.
Minha nota: 3/10.
Na minha opinião, Supergirl é uma das grandes decepções cinematográficas de 2026. Uma produção com recursos milionários, uma personagem importante e um universo repleto de possibilidades que, infelizmente, não conseguiu transformar esse potencial em um filme satisfatório.
O cinema de super-heróis não precisa repetir fórmulas antigas, mas também não pode confundir desconstrução com falta de direção. Uma heroína pode ser imperfeita, rebelde e traumatizada, desde que sua história nos faça compreender sua dor, acompanhar sua evolução e acreditar em sua importância.
Para mim, esta Supergirl não alcança esse objetivo. E a maior frustração é justamente essa: não ver uma personagem sem potencial, mas assistir a uma produção que, na minha visão, não soube aproveitá-lo.
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Quando uma super-heroína perde sua identidade, nem milhões de dólares em efeitos especiais conseguem salvar o filme!
⭐ Gêneros: Ação, ficção científica, aventura e fantasia
⏱️ Duração: 1h48min
Direção: Craig Gillespie
✍️ Roteiro: Ana Nogueira
Principais atores e personagens:
Milly Alcock — Kara Zor-El / Supergirl
Eve Ridley — Ruthye Marye Knoll
Jason Momoa — Lobo
Matthias Schoenaerts — Krem das Colinas Amarelas
David Krumholtz — Zor-El
Emily Beecham — Alura In-Ze
David Corenswet — Clark Kent / Superman
Estória
A proposta de Supergirl era apresentar uma nova versão de Kara Zor-El, uma personagem marcada pela destruição de Krypton, pelo sofrimento e pela dificuldade de encontrar seu lugar no universo. Ao conhecer Ruthye, uma jovem que busca vingança contra Krem, responsável pela morte de seu pai, Kara acaba envolvida em uma jornada interestelar que mistura justiça, violência, perdas e a tentativa de encontrar algum sentido para a própria existência.
O problema, na minha avaliação, é que uma premissa com tanto potencial não se transforma em uma história suficientemente envolvente. Em vez de construir uma jornada emocional capaz de aprofundar a personagem, o filme parece se perder entre a rebeldia da protagonista, as situações de humor, os confrontos e uma sucessão de criaturas e ambientes espaciais.
A ideia de apresentar uma heroína traumatizada não é ruim. O cinema precisa de personagens imperfeitos, com conflitos e contradições. Porém, existe uma diferença entre humanizar uma heroína e desenvolver uma personagem de maneira que o público tenha dificuldade para reconhecer nela aquilo que deveria torná-la especial.
Uma Supergirl que não me convenceu
Um dos aspectos que mais me incomodaram foi a escolha de apresentar Kara como uma personagem alcoólatra e emocionalmente descontrolada. Não tenho problema com heróis imperfeitos, traumatizados ou que precisam enfrentar seus próprios demônios. Pelo contrário, essas características podem torná-los mais humanos e interessantes.
A questão é como tudo isso é desenvolvido. Para mim, o filme não consegue transformar essas fragilidades em uma evolução convincente. Em diversos momentos, a caracterização parece mais interessada em afastar Kara da imagem tradicional de heroína do que em construir uma personalidade verdadeiramente profunda.
Uma personagem pode ser rebelde sem perder sua dignidade; pode sofrer sem deixar de transmitir força; pode cometer erros sem parecer que o próprio roteiro está sabotando sua identidade. Eu esperava uma Supergirl com conflitos, sim, mas também com presença, grandeza e uma evolução capaz de justificar suas atitudes.
壘 Ação, poderes e inimigos: onde está o desafio?
Outro problema está na maneira como o filme trabalha os poderes da protagonista. Em determinados momentos, Kara parece vulnerável e incapaz de enfrentar ameaças que deveriam exigir mais dela. Depois, quando a influência do sol amarelo entra em cena e seus poderes voltam a ganhar destaque, a sensação é de que o equilíbrio dos confrontos desaparece.
Se a personagem recupera suas capacidades extraordinárias, onde está o verdadeiro desafio? Como criar tensão quando os inimigos deixam de parecer ameaças convincentes? Uma boa aventura de super-heróis precisa estabelecer limites, riscos e consequências. Não basta enfraquecer o protagonista em uma cena e torná-lo praticamente imbatível na seguinte.
Também esperava adversários mais interessantes, com motivações e habilidades capazes de colocar Kara diante de escolhas difíceis. Para mim, faltou justamente esse equilíbrio entre poder e perigo, essencial para que as batalhas tenham peso dramático.
A expectativa de um John Wick espacial
Confesso que a presença do cachorro despertou em mim uma expectativa diferente. Imaginei que o filme pudesse seguir uma linha de vingança mais intensa, com combates memoráveis e uma protagonista determinada a enfrentar qualquer obstáculo para fazer justiça.
A comparação com John Wick talvez tenha elevado minhas expectativas, mas o longa não conseguiu entregar a experiência que eu imaginava. A motivação da história não me pareceu suficientemente forte para sustentar toda a jornada, e a vingança, que deveria ser o motor emocional da narrativa, acabou não produzindo o impacto esperado.
O cachorro poderia ser um elo emocional poderoso entre a protagonista e o público. Entretanto, na minha avaliação, essa ideia não foi aproveitada de maneira tão marcante quanto poderia.
Os alienígenas e a identidade visual
Não considero os efeitos especiais o grande problema do filme. A produção tem recursos para construir cenários cósmicos, criaturas e confrontos em escala interplanetária. Minha crítica está muito mais ligada às escolhas criativas e ao resultado visual de alguns personagens alienígenas.
Certas criaturas me pareceram exageradas e pouco convincentes, chegando a provocar uma sensação quase caricatural. Em vez de ampliar o fascínio por esse universo, algumas dessas escolhas acabaram me afastando da narrativa.
A produção também me lembrou, em determinados momentos, a estética de Star Wars, Guardiões da Galáxia e Thor. A diferença é que, nessas franquias, o humor, o visual e o absurdo costumam fazer parte de uma identidade construída com maior clareza. Aqui, senti que a mistura nem sempre funciona e que falta unidade entre o tom dramático da protagonista e o espetáculo espacial ao seu redor.
Uma heroína não precisa ser perfeita, mas precisa convencer
Um dos pontos que mais me incomodaram foi a caracterização de Kara como uma personagem que bebe excessivamente e parece carregar sua dor sem encontrar uma direção convincente. Não considero que uma heroína precise ser moralmente impecável ou viver permanentemente em busca de salvar o mundo. Entretanto, suas fragilidades precisam contribuir para uma evolução dramática.
Na minha visão, o roteiro não consegue transformar esse comportamento em uma jornada suficientemente poderosa. A rebeldia acaba ocupando espaço demais, enquanto faltam momentos capazes de mostrar com clareza o que existe por trás daquela postura e como ela se transforma ao longo da aventura.
O resultado é uma Supergirl que, para mim, perde parte da força simbólica que deveria carregar. Ser humana não significa deixar de ser heroína. Sofrer não significa perder a capacidade de inspirar. E apresentar uma protagonista diferente não deveria ser um objetivo maior do que contar uma boa história.
壘 Os poderes de Kara e a falta de adversários convincentes
Outro problema está no equilíbrio dos confrontos. Em determinados momentos, Kara parece vulnerável e incapaz de lidar com os obstáculos que surgem em seu caminho. Quando a exposição ao sol amarelo permite que seus poderes kryptonianos se manifestem com maior força, porém, a sensação é de que a ameaça deixa de representar um desafio à altura.
É preciso construir limites, consequências e adversários capazes de exigir mais do protagonista. Caso contrário, as batalhas perdem impacto e a ação se transforma em uma sucessão de golpes sem a tensão necessária.
Não basta colocar uma personagem poderosa diante de inimigos visualmente diferentes. É preciso fazer com que cada confronto tenha importância para a história e para a evolução da protagonista. Foi justamente esse equilíbrio que senti falta.
Ruthye: uma personagem que não me conquistou
Ruthye Marye Knoll deveria funcionar como um dos pilares emocionais da narrativa. Sua busca por vingança nasce de uma tragédia pessoal, oferecendo a possibilidade de explorar o luto, a raiva e o perigo de permitir que a dor determine todas as nossas decisões.
Entretanto, a personagem não me convenceu. Na minha avaliação, sua participação muitas vezes parece mais um mecanismo para movimentar a trama do que uma presença verdadeiramente marcante. Sua relação com Kara poderia proporcionar um contraste interessante entre duas pessoas feridas, mas o desenvolvimento não alcança a profundidade que eu esperava.
É importante deixar claro: minha crítica não é à atriz Eve Ridley, mas à construção da personagem e ao espaço que o roteiro lhe oferece. Uma personagem pode ter uma motivação triste e compreensível, mas isso não significa automaticamente que ela será interessante ou que conseguirá conquistar o público.
Criaturas alienígenas: quando o visual não ajuda a narrativa
Não considero os efeitos especiais o principal defeito de Supergirl. O problema está nas escolhas criativas e na maneira como determinadas criaturas alienígenas são apresentadas. Algumas parecem exageradas, estranhas de um modo que não acrescenta à experiência e, em certos momentos, até difíceis de levar a sério.
A comparação com Star Wars, Guardiões da Galáxia e Thor é inevitável, pois essas produções também exploram mundos fantásticos e seres extraterrestres. A diferença é que, quando essa diversidade visual funciona, ela contribui para criar uma identidade própria e um universo que o público deseja explorar.
Aqui, senti que parte desse espetáculo se transforma em distração. O filme apresenta criaturas e cenários, mas nem sempre consegue fazer com que eles pareçam essenciais à história. O resultado é uma aventura espacial que, para mim, não encontra a unidade necessária entre seu visual, seu humor e seu drama.
Jason Momoa como Lobo: potencial desperdiçado
A presença de Jason Momoa como Lobo despertou curiosidade. O personagem tem potencial para acrescentar irreverência, brutalidade e uma personalidade completamente diferente à aventura. Porém, senti que sua participação não teve a relevância que poderia ter.
Em vez de parecer uma peça fundamental da narrativa, Lobo acaba dando a impressão de ter sido incluído para ampliar o espetáculo e chamar a atenção do público. Sua presença é marcante, mas, na minha opinião, faltou desenvolver melhor sua importância para o conflito central.
O problema não é o ator, mas o aproveitamento do personagem. Quando se apresenta uma figura tão conhecida dos quadrinhos, espera-se que ela tenha uma função narrativa clara, e não apenas que apareça para movimentar algumas cenas.
E o cachorro Krypto, que participa da motivação emocional da jornada, também contribui para criar a expectativa de uma aventura de vingança intensa. Confesso que imaginei algo mais próximo da energia de John Wick, com uma missão pessoal capaz de impulsionar a história. Entretanto, essa expectativa não encontrou a recompensa que eu esperava.
James Gunn e o futuro do novo universo DC
Se James Gunn e a DC Studios pretendem construir um novo universo cinematográfico, cada produção deveria contribuir para fortalecer os personagens, ampliar o interesse pelo mundo apresentado e deixar o público curioso sobre o que virá depois.
É justamente por isso que considero Supergirl uma oportunidade desperdiçada. Na minha avaliação, o filme não acrescenta o suficiente para justificar sua posição nesse novo universo e, em vez de aumentar meu entusiasmo pela personagem, diminui minhas expectativas.
Isso não significa que toda produção precise estar diretamente ligada a uma grande trama compartilhada. Um filme pode funcionar perfeitamente como uma aventura independente. Mas, mesmo nesse caso, precisa entregar uma história envolvente, personagens bem desenvolvidos e uma experiência que permaneça na memória.
Quando olho para produções como Madame Teia, Morbius e The Flash, lembro de exemplos de filmes de super-heróis que também dividiram opiniões e enfrentaram críticas. Para mim, Supergirl entra nessa mesma conversa sobre o quanto uma produção pode desperdiçar personagens conhecidos e recursos milionários quando o roteiro não sustenta suas ambições.
Vale a pena assistir?
Para quem acompanha a DC e deseja conhecer essa nova versão de Kara Zor-El, pode haver curiosidade suficiente para assistir. Entretanto, minha experiência foi de profunda decepção.
Não foi a falta de efeitos especiais, de cenários grandiosos ou de personagens conhecidos que prejudicou o filme. Foram as escolhas narrativas, a caracterização da protagonista, uma Ruthye que não me convenceu, a utilização limitada de Lobo e a dificuldade de transformar a jornada em algo emocionalmente marcante.
Minha nota: 3/10.
Na minha opinião, Supergirl é uma das grandes decepções cinematográficas de 2026. Uma produção com recursos milionários, uma personagem importante e um universo repleto de possibilidades que, infelizmente, não conseguiu transformar esse potencial em um filme satisfatório.
O cinema de super-heróis não precisa repetir fórmulas antigas, mas também não pode confundir desconstrução com falta de direção. Uma heroína pode ser imperfeita, rebelde e traumatizada, desde que sua história nos faça compreender sua dor, acompanhar sua evolução e acreditar em sua importância.
Para mim, esta Supergirl não alcança esse objetivo. E a maior frustração é justamente essa: não ver uma personagem sem potencial, mas assistir a uma produção que, na minha visão, não soube aproveitá-lo.
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Não valeu a pena. Filme tem muitos padrões repetitivos pela personagem, acabou deixando o filme cansativo e chato.
Acho que, para trazer ao público algo diferente, um título que poucos se arriscaria a adaptar para o cinema, é preciso passar por um bom roteiro. Pude notar que, neste filme, o argumento para desenvolver a história é ridículo. Não vale a pena, é um filme muito abaixo do esperado.
Horrível, não percam seu tempo assistindo. Não tenho o que falar, estou usando caracteres para poder publicar, é muito ruim, é pior que ruim.
Eu não achei tão ruim como vários disseram, mais também ficou aquém das expectativas, é só mais um filme de super heróis genérico
Esse filme foi uma decepção, esperava bem mais dele, o roteiro, direção e atuação são extremamente ruins
Filme muito medíocre em todos os sentidos possíveis, poderia ter sido muito melhor e mais bem executado
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