“O abismo entre ricos e pobres nunca foi maior”. Um mundo mudado, tomado, devastado, onde circulam manchetes como “Os bombistas estão mortos” ou “Nossa nação se une contra o mal”, como sempre tipificando os terroristas como os grandes vilões a serem temidos e combatidos e, assim, manipulando o público e impedindo que vejam a real ameaça.
Os inimigos não são os policiais da categoria especial, os políticos ou os magistrados covardes e vendidos. Quem manda em tudo, quem comanda e controla a sociedade e decide seu destino são os “legisladores”, aliens poderosos que invadiram o planeta e que sugam sem parar nossos recursos naturais, nos deixando na miséria e sem esperança. Eles vivem protegidos na zona de exclusão (Closed Zone), onde ninguém chega, exceto alguns privilegiados. Mas um novo plano da resistência pode mudar a situação no soldier field (um imenso estádio de futebol).
A resistência planeja atacar os legisladores, explodi-los, eliminá-los, para que haja chance de uma liberdade real, para se livrarem da opressão e do ilusionismo presente nas narrativas oficiais e garantir um futuro melhor para as gerações que virão e para aqueles que estão começando agora e que logo perceberão a valor inestimável da resistência.
A Rebelião é um filme fantástico porque aborda uma situação específica, a qual o título do filme faz alusão (Estado Cativo) que tem percorrido a história das sociedades humanas. Governos totalitários não são bem uma exceção. Em Chicago, as pessoas mal podem caminhar nas ruas e viver suas vidas e trabalhar sem serem vigiadas e monitoradas por grampos orgânicos que retiram suas liberdades. Por esta razão, A Rebelião se torna um filme relevante e profundo, que destaca a natureza e a necessidade da luta contra os verdadeiros donos do poder.
Um filme cujo roteiro é minucioso e escrito com precisão, cuja direção é envolvente e impactante e cujo final (mal compreendido, como sempre) é brilhante. Afinal, nada pode nos dar mais sentido do que lutar para sermos livres, independente das consequências e das perdas. “Acenda um fósforo e incendeie uma guerra”. Às vezes, não precisa se alistar para combater por justiça. Basta adquirir percepção. Ou assistir a um filme.