Whiplash - Em Busca da Perfeição: Críticas - Página 10
Whiplash - Em Busca da Perfeição
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Pedro F.
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5,0
Enviada em 13 de setembro de 2015
Quando eu fui ver esse filme, confesso que fiquei com um pé atrás, não sei algo me dizia que não seria assim tão bom. Me enganei profundamente. Um filme incrível espetacular com uma trilha sonora impecável. J.K Simons e Miles Teller estão incríveis.
Grandioso! Embora com uma receita já conhecida, a busca de um objetivo sem limites, “Whiplash – Em busca da perfeição” reina absoluto e é incontestável. E que atuação genial de J. K. Simmons, nos fazendo tensionar todos os músculos do corpo, até aqueles que nem sabíamos que existiam. Whiplash é tão audacioso justamente por ser capaz de traduzir, com qualidade e poucos recursos, emoções tão antagônicas. A ambição de Andrew Neiman (Miles Teller) ultrapassa todos os limites diante da fúria de Terence Fletcher ( J.K.Simmons). Tudo é perfeito no filme: os atores (vale investir no talento de Miles Teller), o roteiro (baseado na experiência do próprio diretor, Damien Chazelle), a música e a fotografia impecável (preste atenção aos ‘planos detalhes’, belíssimos e imprescindíveis no longa). O filme é intenso, do início ao fim, fazendo o sangue ferver nas veias. Uma obra de arte incomparável! Filmaço!
Por via de regra nunca dei crédito à filmes com história de superação, me dispus a assistir este com preconceito.... Ao terminar fiquei estasiado. Brilhante!!! Genial!! Principalmente pela atuação de J.K. Simmons.
JK Simmons se superou! Uma melhores atuações de um ator que já vi. O filme tem uma história simples de entender, e o drama te envolve muito. Um filme que serve como lição de vida pra muita gente e te dá uma vontade enorme de aprender a tocar bateria...Uma obra-prima!
Sensacional em termos de evolução de personagens e de tensão que te prende da primeira a última cena (principalmente na última), além de contar com a assustadora atuação de J.K Simmons !!
Whiplash é acima de tudo um filme sobre amor, não um genérico, mas amor pela arte, sobre a busca infinita(e insana) pela perfeição. Uma obra de arte, simples, mas atual e extremamente tocante. Com um roteiro(quase) perfeito de Damien C., gerando alta expectativa por seu próximo projeto. É uma História que não se entrega à convenções, tem soluções práticas e naturais para seus entraves, por exemplo: A relação entre o personagem de Miles Teller(em sua melhor fase) e a garota do cinema, de quem sempre gostou, percebendo que esta seria um tipo de obstáculo em suas ambições, a dispensa com uma frieza até dolorosa de se ver. O jovem ator também merece crédito pela dedicação ao personagem, um baterista habilidoso. Mas sua maior força reside na atuação ''out cast'' de J.K Simmons(mas conhecido pela trilogia Spider-Man) o magistral ator consegue transmitir as pretensões/intenções de seu personagem somente através de gestos ou na antológica cena final, onde só precisamos observar seus olhos para saber oque seu personagem está sentindo no momento. O diretor e roteirista também é particularmente habilidoso ao não deixar que o filme caia no cliche ''mestre e aluno'', cada cena com os dois sai faísca, é um embate constante. Nenhum em nenhum momento está preocupado em agradar um ao outro, muito pelo contrário, ambos estão trabalhando por objetivos pessoais. Whiplash é uma obra sobre a obsessão de um artista pela perfeição, e dissecando a alma de seus personagens e segurando o público consigo até após o fim da projeção, este é 'quase' um filme perfeito, Afinal, este mesmo nos prova que nada é. Obra-Prima!
Ao final da cena apoteótica que encerra “Whiplash: Em Busca da Perfeição”, filme dirigido e escrito por Damien Chazelle, é impossível não imaginar Andrew (Milles Teller) incorporando uma Nina (Natalie Portman, no filme “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky) e afirmando para si mesmo: “Eu senti. Perfeito. Eu fui perfeito”. As semelhanças não param por aí. Assim como Nina, Andrew é alguém que está começando na forma artística que decidiu abraçar e que está prestes a ter a sua primeira grande chance. Assim como Nina, que enfrentou o temido Thomas Leroy (Vincent Cassel), Andrew terá no mestre Terence Fletcher (J.K. Simmons, numa atuação monstruosa, merecedora do Oscar 2015 de Melhor Ator Coadjuvante), ao mesmo tempo, a pessoa que vai fazer com que ele queira ir além do que ele sempre alcançou e o seu maior carrasco.
Quando “Whiplash: Em Busca da Perfeição” começa, Andrew tem, dentro de si, muito certo aquilo que ele mais quer. Movido pelo desejo de se transformar em um grande músico e marcar seu nome na história da música norte-americana, Andrew tem plena consciência de que, para alcançar aquilo que os teóricos musicais chamam de virtuose, é preciso muita dedicação, horas exaustivas de prática musical e, principalmente, sacrifício.
De uma certa maneira, esse diferencial de Andrew é percebido por Fletcher, que o convida a fazer parte, como baterista reserva, da orquestra principal do Shaffer Conservatory of Music. É aqui que começa a transformação de Andrew. A partir do momento em que ele começa a ser confrontado com o assédio moral que Fletcher impõe aos seus músicos (que acredita, piamente, estar fazendo o bem a eles), Andrew transforma o que era dedicação em obsessão, perdendo a noção dos seus limites (físicos e emocionais) e transcendendo, transformando a si mesmo na música que ele quer dominar.
Aqui, entra, mais uma vez, a inevitável comparação entre “Cisne Negro” e “Whiplash: Em Busca da Perfeição”. Nos dois filmes, os personagens principais são artistas que tem a obsessão em dominar a técnica, mas se esquecem de algo tão importante: a emoção, se jogar por completo dentro do que eles se propõem a passar para a plateia e sentir de verdade cada passo de dança/cada toque na bateria. A jornada de Nina e de Andrew no decorrer dos dois filmes é rumo ao encontro com a arte naquilo que poucos artistas conseguem alcançar: a simbiose entre o que se vive, o que se sente e o que se quer passar.
Ótimo filme! Um roteiro com uma história bem crescente, o show a parte com certeza desse filme é a trilha sonora. Achei uma grande injustiça ele não ter ganho o Óscar de melhor filme de 2015.
Um dos melhores de 2010 pra cá. Um filme rico em performances,J.K Simmons mereceu perfeitamente a estatueta,embora Birdman levou a grande estatueta pra casa,esse que realmente merecia ganhar. Nota:10/10
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