Demolição
Média
3,5
219 notas

36 Críticas do usuário

5
5 críticas
4
13 críticas
3
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Jack Campello
Jack Campello

3 seguidores 155 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de julho de 2026
Jake Gyllenhaal realmente é um dos maiores atores da atualidade. Todo trabalho dele tem qualidade e Demolição não fica atrás. Uma história interessante e, a atuação dele é muito boa! O filme é muito bom, o roteiro idem, mas Jake é sensacional!
Marciano Flores
Marciano Flores

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de julho de 2026
Filme muito intrigante, mostra um banqueiro que vive focado no sucesso profissional e pouca importância a vida conjugal. No primeiro plano, vemos um homem que não sabe lhe dar com o luto da perda da sua esposa em um acidente, e metaforicamente quebrar as coisas é a forma de expressar como ele está por dentro. Mas vejo um pouco além, pois nesse processo de quebrar as coisas, é como se o subconsciente do protagonista, estivesse procurando algo, mas que ele não sabe o que é. Ao demolir sua casa, ele encontra um teste de gravidez, onde essa descoberta o trouxe para sanidade, é como se ele estivesse encontrado o que estava procurando. No meio disso, ele encontra uma forma bem atípica de desabafar, pois através de uma reclamação no SAC de uma empresa, ele encontra uma ouvinte que demonstra interesse em sua dor e acabam estabelecendo uma relação de amizade bem interessante.
Diogo791
Diogo791

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de julho de 2026
Uma história de luto, mas também de uma verdade difícil de admitir

Demolição apresenta o luto de uma forma muito diferente do padrão. Davis não reage à morte da esposa com o sofrimento esperado, e isso causa estranhamento tanto nas pessoas ao redor dele quanto nele próprio. A interpretação mais comum seria a de que ele a amava, mas estava emocionalmente bloqueado e só conseguiu compreender esse amor depois da perda. Minha percepção, porém, é outra: Davis realmente não amava a esposa, nem antes e nem depois de sua morte.

O que a tragédia provoca nele não é exatamente a descoberta de um amor escondido, mas o início de uma sinceridade brutal consigo mesmo. A morte da esposa interrompe uma vida que já era vazia, automática e construída mais pelas expectativas sociais do que por sentimentos verdadeiros. Davis possuía um bom emprego, uma bela casa e um casamento aparentemente estável, mas parecia apenas cumprir um papel. Ele estava presente fisicamente, porém completamente ausente emocionalmente.

Depois do acidente, essa estrutura deixa de fazer sentido. Sua necessidade de desmontar objetos e demolir ambientes funciona como uma representação daquilo que acontece dentro dele. Davis deseja descobrir como as coisas funcionam por dentro porque começa a perceber que nunca compreendeu a própria vida. Ao destruir aquilo que estava pronto e organizado, ele também destrói a imagem superficial que havia construído de si mesmo.

Nesse processo, ele começa a observar detalhes da esposa que nunca havia percebido enquanto ela estava viva. Descobre sua doçura, sua generosidade, seu envolvimento com crianças especiais e a sensibilidade que ela demonstrava longe dos olhos dele. Aos poucos, Davis entende que havia se casado com uma pessoa incrível sem jamais ter demonstrado verdadeiro interesse por quem ela era.

Isso não significa que ele passe a amá-la depois de sua morte. O que surge é uma admiração tardia, acompanhada de carinho, respeito e culpa. Ele finalmente a enxerga como um ser humano completo, com sentimentos, sonhos e necessidades próprias. A tragédia está justamente no fato de que esse reconhecimento acontece quando ela já não está mais presente para ser conhecida, valorizada ou acolhida.

A maneira como Davis reage à descoberta da traição reforça essa interpretação. Ele não demonstra a revolta ou o sentimento de posse que normalmente se esperaria de um marido traído. Em vez disso, parece compreender, com certa serenidade, que ela estava buscando fora do casamento o afeto que ele nunca conseguiu proporcionar. Isso não torna a traição correta, mas revela que Davis reconhece a solidão que existia dentro daquela relação.

Ele sabe que não foi um marido amoroso e que sua esposa viveu ao lado de alguém que nunca a enxergou verdadeiramente. Por isso, mais do que sentir-se traído, ele parece aceitar que ela desejava encontrar uma conexão emocional que não existia entre os dois.

O aspecto mais triste do filme, para mim, não é apenas a morte dela. É a percepção de que uma mulher doce, sensível e generosa passou parte de sua vida em um casamento sem amor. Ela merecia ter vivido essa história ao lado de alguém que a amasse de verdade, que tivesse curiosidade sobre sua personalidade, que valorizasse sua presença e que reconhecesse sua beleza interior enquanto ainda havia tempo.

O luto de Davis, portanto, não é somente pela pessoa que morreu. É também pelo fracasso da vida que eles construíram, pelas oportunidades desperdiçadas e pela consciência de que ele nunca foi capaz de oferecer a ela aquilo que ela merecia. Ele não descobre que sempre a amou. Ele descobre quem ela era e percebe que nunca se permitiu conhecê-la.

Talvez seja essa a maior força de Demolição: o filme não apresenta uma redenção romântica confortável. Davis não pode voltar no tempo, reconstruir o casamento ou transformar admiração em amor. O que ele pode fazer é reconhecer sua própria indiferença, abandonar a vida automática que levava e tentar se tornar uma pessoa mais verdadeira.

No final, ele não está apenas reconstruindo sua vida após a morte da esposa. Está aprendendo, talvez pela primeira vez, a enxergar as pessoas ao seu redor. E essa transformação nasce de uma constatação dolorosa: ele viveu ao lado de alguém extraordinário, mas só descobriu isso quando já era tarde demais para ela — não para amá-la, mas para tratá-la com o amor que ela sempre mereceu.

Outro ponto importante é a relação do garoto com a própria sexualidade. Ele também vive uma confusão interna e tenta descobrir se é gay ou não, mas, ao contrário de Davis, demonstra coragem para investigar aquilo que sente e compreender “como sua cabeça funciona de verdade”.

Enquanto Davis passou anos vivendo de maneira automática, sem questionar seus sentimentos, seu casamento ou a pessoa que havia se tornado, o garoto enfrenta diretamente suas dúvidas, mesmo com medo, insegurança e vergonha. Ele prefere descobrir uma verdade desconfortável sobre si mesmo a continuar representando um papel apenas para corresponder às expectativas dos outros.

Talvez seja justamente isso que aproxima os dois personagens. Ambos estão tentando entender quem realmente são, mas estão em momentos diferentes desse processo. O garoto começa essa busca ainda jovem, enquanto Davis só encontra coragem para olhar para dentro depois que sua vida já foi completamente destruída.

Assim, o garoto não está apenas descobrindo sua orientação sexual. Ele representa a coragem de se conhecer antes que seja tarde demais — exatamente a coragem que Davis não teve durante grande parte da própria vida.
Lídia Alves
Lídia Alves

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
Um filme que realmente fala de um luto que inicialmente parece não elaborado. Mas será que existem formas idealizadas de elaborar o luto?
Elaborar luto exige que a pessoa beba de quem se foi. E para Davis, como para a maioria das pessoas que perdem alguém, beber de quem se foi nem sempre tem um gosto só doce. É encarar tudo o que aquela pessoa foi. Ele amava Julie e ela o amava. Não era um conto de fadas. Era uma vida que ele não queria ter perdido.

Em algum momento do filme pensei que Kate e o filho fossem uma criação da mente de Davis. Seria ele na infância com sua própria mãe? Em algum momento ele cita a saudade que tinha de deitar no colo da mãe e ela lhe beijar as pálpebras. Apesar de eles não serem uma criação da mente de Davis ele de certa forma se vê naquele menino. Meio quebrado, mas se encontrando.

Em algum momento falta algo no filme? Um fio meio que moral que justifique a relação dele com a família de Kate? Sim e não. Afinal nem sempre a cura vem do controle. As vezes é a aceitação do próprio caos e da contraditoriedade que torna os lutos da vida possíveis de serem elaborados.
Igor C.
Igor C.

18 seguidores 451 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de janeiro de 2026
Trata-se de um filme que aborda o drama da perda de forma sensível e impactante. A condução da narrativa é deliberadamente lenta, mas coerente com a proposta, criando um ritmo contido e promissor que favorece a imersão emocional. O filme trabalha muito bem os sentimentos dos personagens, explorando o luto com delicadeza e profundidade, resultando em uma experiência tocante e bem construída.
Guilherme Nunes
Guilherme Nunes

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 8 de janeiro de 2026
Filme horrível. Não passa uma mensagem central realmente impactante, dando ênfase nela, a ponto de podermos aplica-la a nossa vida e sermos pessoas melhores. Pelo contrário, o foco do filme e sua mensagem está no óbvio e de forma nada construtiva ou consoladora, mas apresentando somente o caos: viver o luto de um ente querido é terrível.

Há mais uma evolução para pior na personagem principal do que para melhor, indo de:
 *Cenário inicial:* um marido, bem sucedido profissionalmente, com uma vida financeira muito confortável, ainda que não conserte a geladeira para a esposa.

 *Cenário final:* spoiler: Um viúvo, que desmonta, quebra ou destrói tudo o que vê, se envolve com uma mulher que é maconheira, problemática e que tem um caso com o próprio chefe de trabalho, mas que o ilude e não quer ter relações com ele. A única coisa boa que ele faz é ajudar a autoestima do filho dessa mulher.


Sua evolução para melhor se restringe principalmente ao seguinte:
spoiler: 1- Atenção aos detalhes da vida 2- Querer descobrir a razão das coisas e como elas funcionam 3- Se permite viver coisas novas Conhecer ambientes novos, pessoas novas, lugares novos, novas relações Se desfaz de coisas antigas, hábitos antigos, pessoas antigas. 4- Se permite ser transparente e falar a verdade para um homem do trem. 5- Realiza seu sonho de criança correr mais rápido que as crianças na rua.
Marcus Pereira
Marcus Pereira

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de dezembro de 2025
O filme mostra a perspectiva de um homem traído e que aparentemente a esposa não sente absolutamente nada por ele, a ponto de estar grávida de outro. O estranho no filme é realmente o fato do filme abordar apenas o lado do luto de Davis, não mostra uma raiva dele por ela ao descobrir a traição, apenas mostra que mesmo que ela tenha feito oque fez com ele, a dor continuaria ali até ele superar.
Elli Gabriel
Elli Gabriel

12 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de novembro de 2025
Um filme com um drama muito bom, desenvolvido em cima de uma pessoa que acabou de perder alguém muito especial na vida, depois disso ela começa a procurar respostas, desvendar problemas e ter curiosidades sobre coisas que nunca antes havia se importado, a partir disso surge algo muito bonito… ótimo filme, como sempre Jake Gyllenhaal entregou uma ótima atuação, fiel ao estado emocional que uma pessoa nessa situação passaria.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

24 seguidores 452 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de junho de 2025
Com uma trama profunda e introspectiva, o drama “Demolição” mergulha nas reflexões por trás de uma pessoa enlutada e presa à monotonia da rotina. Ótima atuação de Jake Gyllenhaal na construção de um personagem complexo e curioso.
Gabriel B.
Gabriel B.

18 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de maio de 2025
Demolição é um filme surpreendente e profundamente humano, que desmonta as estruturas tradicionais do luto e reconstrói, peça por peça, uma jornada de autoconhecimento. Com uma narrativa sensível e fora do convencional, ele nos mostra que, às vezes, é preciso deixar tudo ruir para enfim enxergar o que importa. Jake Gyllenhaal entrega uma atuação crua e honesta, conduzindo o espectador por uma montanha-russa emocional que nunca apela ao clichê. A beleza do filme está nas entrelinhas — nas pequenas conexões, nos silêncios, na dor que transforma. É uma obra que provoca, toca e surpreende com suas verdades escondidas sob os escombros da rotina.
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