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Tales Lima
1 crítica
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5,0
Enviada em 1 de maio de 2025
Demolição (2015):
Luto e Desconstrução Emocional
Demolição, dirigido por Jean-Marc Vallée, é um mergulho íntimo nas sombras do luto e me tocou profundamente desde as primeiras cenas. O protagonista Davis (interpretado por Jake Gyllenhaal) acorda do impacto da perda trágica da esposa e entra numa rotina entorpecida. Sua dor não se traduz em gritos ou lamentações abertas: é carregada silenciosamente em cada gesto do cotidiano. A forma como o filme desliza entre a banalidade da vida diária e o vazio profundo da tristeza me envolveu como um sussurro triste, revelando a força que reside no silêncio.
Para sobreviver ao luto, Davis começa a desmantelar sua vida de maneira quase literal. Em cena, ele volta para casa e destrói paredes com um martelo, como se cada golpe pudesse libertá-lo da dor alojada em cada cômodo. Simultaneamente, ele começa a escrever cartas mordazes a uma empresa de máquinas de venda automática, expressando o desespero contido que não consegue falar em voz alta. Essa desconstrução – física e emocional – retrata de forma pungente a angústia de um homem que, para encontrar respostas, parece precisar demolir antes as estruturas seguras que construiu ao longo da vida.
Renascimento Pessoal e Autoconhecimento
No coração de Demolição há também um renascimento pessoal que surge dos próprios escombros do passado. Aos poucos, Davis reaprende a entender seus sentimentos: escreve e fala sobre o que sente, e até em pequenos silêncios começa a ouvir suas próprias emoções. A amizade delicada que nasce entre ele e Karen (Naomi Watts) exemplifica esse processo de cura compartilhada. Ambos dividem medos e mágoas sem julgamento, e ao descobrirem que não estão sozinhos encontram, aos poucos, alívio e força. Ao final dessa trajetória, Davis emerge transformado – as ruínas de sua velha existência dando lugar a novos significados e a um entendimento mais profundo de si mesmo.
Atuação e Direção Comoventes
O elenco de Demolição dá vida às nuances sutis dessa jornada de dor e redenção. Jake Gyllenhaal entrega uma atuação contida e visceral: cada olhar distante de Davis e cada suspiro silencioso transbordam a tristeza que ele não consegue verbalizar; sua interpretação me fez sentir na pele a dor silenciosa do personagem. Naomi Watts, como Karen, equilibra fragilidade e força; sua voz suave e presença tranquila oferecem a Davis um porto seguro para expor suas mágoas. Chris Cooper, no papel do pai de Davis, acrescenta camadas de culpa e perdão às tensas relações familiares. Sob a direção sensível de Jean-Marc Vallée, o filme se desenrola em ritmo contemplativo, privilegiando silêncios e olhares, deixando que os momentos cotidianos falem por si só.
Reflexões Finais: Esperança e Renovação
Saí de Demolição com o coração pesado, mas também esperançoso. Esse filme me lembrou que o luto não segue caminhos lineares: ao deixar nossas emoções aflorarem, podemos encontrar novas razões para recomeçar. A trajetória de Davis emocionou-me pela honestidade brutal de cada momento sofrido, mostrando que, dos escombros do sofrimento, podem brotar aprendizado e até certo alívio. No silêncio comovente das últimas cenas, fica a certeza de uma renovação suave — a ideia de que, mesmo quando tudo parece perdido, ainda podemos florescer de formas inesperadas. Demolição permanecerá em mim como um lembrete gentil de que, às vezes, precisamos derrubar as antigas paredes de nossa alma para, então, reconstruirmos a versão mais verdadeira de nós mesmos.
Demolição é um filme de drama que teve como diretor Jean-Marc Vallée e roteiro de Bryan Sipe. O filme conta a história de Davis (Jake Gyllenhaal), um banqueiro bem-sucedido que trabalha com o seu sogro, Phil (Chris Cooper). Davis entra em litígio após perder a sua esposa em um trágico acidente de carro. Em uma certa noite Davis recebe ligação de uma atendente (Naomi Watts) que trabalha prestando serviço em um setor de reclamação na qual Davis havia acionado. A partir daí a vida de Davis começa a mudar. O filme procura tratar sobre o desenvolvimento de um término repentino e que aparentemente ficou por isso mesmo, sem mágoas, sem saudades, sem nada. E isso nos gera um incomodo pelo fato da grande atuação de Jake Gyllenhaal. O colapso que Davis sente é algo premeditado, pois algo repentino o fez mudar, se antes era um preguiçoso que não sabia se consertar os seus problemas, agora destrói tudo para aprender como funciona e talvez consertar com suas ferramentas. Logo, as coisas que não podemos mais consertar, devem ser destruídas. Essa foi a metáfora mais forte do filme e que foi deixado de forma clara e com atuação perfeita do nosso protagonista. Não dava mais para Davis consertar o seu relacionamento, então o melhor a fazer foi destruir de vez. O grande pecado do filme foi não saber administrar o arco com a personagem de Naomi Watts, a sua figura foi importante para Davis, pois inseriu o seu filho adolescentes que estava em duvidas sobre a sua sexualidade, um interessante parceiro nas desventuras do filme. Mas não tive um final de arco satisfatório.
Um filme incrível que fala sobre se desmontar para descobrir o que está "quebrado" dentro de nós... Sabe lidar bem com momentos felizes e com os mais dramáticos e tem uma ótima fotografia, o roteiro é extremamente bem montado e super fechado em si que nos prende o tempo todo.
Um filme com temática psicológica, trabalha muito bem as emoções (ou a pretensa ausência delas) e como estas podem tomar o indivíduo que não vê outra alternativa a não ser colocá-las para fora. Por diversos momentos somos convidados a refletir sobre a normalidade da vida, sobre as rotinas, sobre seguir um roteiro pré determinado e como o não reconhecimento de uma emoção pode nos afetar. A vida devidamente organizada que se desorganiza e de repente o personagem não consegue seguir o roteiro. O protagonista perde a esposa num acidente de carro e não consegue sentir nem expressar a dor da perda. O pai da moça que sofre mas não reconhece o desejo de que o genro tivesse morrido e não a filha dele. O protagonista que vivia letargicamente e devido a viuvez é convidado a sair dessa letargia. A atendente do telemarketing que também vivia anestesiada e é tocada pelas dores do cliente. Um filme que definitivamente merece ser visto
Mostra como ser humano, somos tão frágeis aos sorrisos faceiros e a aparente sensação de segurança. gosto dos Filmes do Jack Gyllenhaal,ele evolui a cada filme.
Demolição, um filme com um elenco de primeira grandeza, com um roteiro surreal, chato, porém com final compreensivo!
O ator principal, perde a mulher em um acidente e enlouquece em um sentido "fantástico" com uma mania ou fixação de destruir coisas. Para piorar a tolice do enredo, ele conhece uma mulher de "atendimento a clientes" de uma Empresa, também desajustada, maconheira e problemática. E por fim, para piorar mais a excentricidade do enredo, um clichê: o filho da 'maconheira' é também desajustado pela obviedade da mãe louca que tem.
Um filme mediano, com um nexo discutível e uma mensagem simplória no final, que acaba agradando, evitando a classificação do filme, como um 'desastre'!
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