Demolição
Média
3,5
212 notas

33 Críticas do usuário

5
5 críticas
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11 críticas
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6 críticas
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4 críticas
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Lídia Alves
Lídia Alves

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
Um filme que realmente fala de um luto que inicialmente parece não elaborado. Mas será que existem formas idealizadas de elaborar o luto?
Elaborar luto exige que a pessoa beba de quem se foi. E para Davis, como para a maioria das pessoas que perdem alguém, beber de quem se foi nem sempre tem um gosto só doce. É encarar tudo o que aquela pessoa foi. Ele amava Julie e ela o amava. Não era um conto de fadas. Era uma vida que ele não queria ter perdido.

Em algum momento do filme pensei que Kate e o filho fossem uma criação da mente de Davis. Seria ele na infância com sua própria mãe? Em algum momento ele cita a saudade que tinha de deitar no colo da mãe e ela lhe beijar as pálpebras. Apesar de eles não serem uma criação da mente de Davis ele de certa forma se vê naquele menino. Meio quebrado, mas se encontrando.

Em algum momento falta algo no filme? Um fio meio que moral que justifique a relação dele com a família de Kate? Sim e não. Afinal nem sempre a cura vem do controle. As vezes é a aceitação do próprio caos e da contraditoriedade que torna os lutos da vida possíveis de serem elaborados.
Igor C.
Igor C.

17 seguidores 426 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de janeiro de 2026
Trata-se de um filme que aborda o drama da perda de forma sensível e impactante. A condução da narrativa é deliberadamente lenta, mas coerente com a proposta, criando um ritmo contido e promissor que favorece a imersão emocional. O filme trabalha muito bem os sentimentos dos personagens, explorando o luto com delicadeza e profundidade, resultando em uma experiência tocante e bem construída.
Guilherme Nunes
Guilherme Nunes

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 8 de janeiro de 2026
Filme horrível. Não passa uma mensagem central realmente impactante, dando ênfase nela, a ponto de podermos aplica-la a nossa vida e sermos pessoas melhores. Pelo contrário, o foco do filme e sua mensagem está no óbvio e de forma nada construtiva ou consoladora, mas apresentando somente o caos: viver o luto de um ente querido é terrível.

Há mais uma evolução para pior na personagem principal do que para melhor, indo de:
 *Cenário inicial:* um marido, bem sucedido profissionalmente, com uma vida financeira muito confortável, ainda que não conserte a geladeira para a esposa.

 *Cenário final:* spoiler: Um viúvo, que desmonta, quebra ou destrói tudo o que vê, se envolve com uma mulher que é maconheira, problemática e que tem um caso com o próprio chefe de trabalho, mas que o ilude e não quer ter relações com ele. A única coisa boa que ele faz é ajudar a autoestima do filho dessa mulher.


Sua evolução para melhor se restringe principalmente ao seguinte:
spoiler: 1- Atenção aos detalhes da vida 2- Querer descobrir a razão das coisas e como elas funcionam 3- Se permite viver coisas novas Conhecer ambientes novos, pessoas novas, lugares novos, novas relações Se desfaz de coisas antigas, hábitos antigos, pessoas antigas. 4- Se permite ser transparente e falar a verdade para um homem do trem. 5- Realiza seu sonho de criança correr mais rápido que as crianças na rua.
Marcus Pereira
Marcus Pereira

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de dezembro de 2025
O filme mostra a perspectiva de um homem traído e que aparentemente a esposa não sente absolutamente nada por ele, a ponto de estar grávida de outro. O estranho no filme é realmente o fato do filme abordar apenas o lado do luto de Davis, não mostra uma raiva dele por ela ao descobrir a traição, apenas mostra que mesmo que ela tenha feito oque fez com ele, a dor continuaria ali até ele superar.
Elli Gabriel
Elli Gabriel

12 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de novembro de 2025
Um filme com um drama muito bom, desenvolvido em cima de uma pessoa que acabou de perder alguém muito especial na vida, depois disso ela começa a procurar respostas, desvendar problemas e ter curiosidades sobre coisas que nunca antes havia se importado, a partir disso surge algo muito bonito… ótimo filme, como sempre Jake Gyllenhaal entregou uma ótima atuação, fiel ao estado emocional que uma pessoa nessa situação passaria.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

23 seguidores 434 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de junho de 2025
Com uma trama profunda e introspectiva, o drama “Demolição” mergulha nas reflexões por trás de uma pessoa enlutada e presa à monotonia da rotina. Ótima atuação de Jake Gyllenhaal na construção de um personagem complexo e curioso.
Gabriel B.
Gabriel B.

18 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de maio de 2025
Demolição é um filme surpreendente e profundamente humano, que desmonta as estruturas tradicionais do luto e reconstrói, peça por peça, uma jornada de autoconhecimento. Com uma narrativa sensível e fora do convencional, ele nos mostra que, às vezes, é preciso deixar tudo ruir para enfim enxergar o que importa. Jake Gyllenhaal entrega uma atuação crua e honesta, conduzindo o espectador por uma montanha-russa emocional que nunca apela ao clichê. A beleza do filme está nas entrelinhas — nas pequenas conexões, nos silêncios, na dor que transforma. É uma obra que provoca, toca e surpreende com suas verdades escondidas sob os escombros da rotina.
Tales Lima
Tales Lima

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de maio de 2025
Demolição (2015):

Luto e Desconstrução Emocional

Demolição, dirigido por Jean-Marc Vallée, é um mergulho íntimo nas sombras do luto e me tocou profundamente desde as primeiras cenas. O protagonista Davis (interpretado por Jake Gyllenhaal) acorda do impacto da perda trágica da esposa e entra numa rotina entorpecida. Sua dor não se traduz em gritos ou lamentações abertas: é carregada silenciosamente em cada gesto do cotidiano. A forma como o filme desliza entre a banalidade da vida diária e o vazio profundo da tristeza me envolveu como um sussurro triste, revelando a força que reside no silêncio.

Para sobreviver ao luto, Davis começa a desmantelar sua vida de maneira quase literal. Em cena, ele volta para casa e destrói paredes com um martelo, como se cada golpe pudesse libertá-lo da dor alojada em cada cômodo. Simultaneamente, ele começa a escrever cartas mordazes a uma empresa de máquinas de venda automática, expressando o desespero contido que não consegue falar em voz alta. Essa desconstrução – física e emocional – retrata de forma pungente a angústia de um homem que, para encontrar respostas, parece precisar demolir antes as estruturas seguras que construiu ao longo da vida.

Renascimento Pessoal e Autoconhecimento

No coração de Demolição há também um renascimento pessoal que surge dos próprios escombros do passado. Aos poucos, Davis reaprende a entender seus sentimentos: escreve e fala sobre o que sente, e até em pequenos silêncios começa a ouvir suas próprias emoções. A amizade delicada que nasce entre ele e Karen (Naomi Watts) exemplifica esse processo de cura compartilhada. Ambos dividem medos e mágoas sem julgamento, e ao descobrirem que não estão sozinhos encontram, aos poucos, alívio e força. Ao final dessa trajetória, Davis emerge transformado – as ruínas de sua velha existência dando lugar a novos significados e a um entendimento mais profundo de si mesmo.

Atuação e Direção Comoventes

O elenco de Demolição dá vida às nuances sutis dessa jornada de dor e redenção. Jake Gyllenhaal entrega uma atuação contida e visceral: cada olhar distante de Davis e cada suspiro silencioso transbordam a tristeza que ele não consegue verbalizar; sua interpretação me fez sentir na pele a dor silenciosa do personagem. Naomi Watts, como Karen, equilibra fragilidade e força; sua voz suave e presença tranquila oferecem a Davis um porto seguro para expor suas mágoas. Chris Cooper, no papel do pai de Davis, acrescenta camadas de culpa e perdão às tensas relações familiares. Sob a direção sensível de Jean-Marc Vallée, o filme se desenrola em ritmo contemplativo, privilegiando silêncios e olhares, deixando que os momentos cotidianos falem por si só.

Reflexões Finais: Esperança e Renovação

Saí de Demolição com o coração pesado, mas também esperançoso. Esse filme me lembrou que o luto não segue caminhos lineares: ao deixar nossas emoções aflorarem, podemos encontrar novas razões para recomeçar. A trajetória de Davis emocionou-me pela honestidade brutal de cada momento sofrido, mostrando que, dos escombros do sofrimento, podem brotar aprendizado e até certo alívio. No silêncio comovente das últimas cenas, fica a certeza de uma renovação suave — a ideia de que, mesmo quando tudo parece perdido, ainda podemos florescer de formas inesperadas. Demolição permanecerá em mim como um lembrete gentil de que, às vezes, precisamos derrubar as antigas paredes de nossa alma para, então, reconstruirmos a versão mais verdadeira de nós mesmos.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 879 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de março de 2025
Demolição é um filme de drama que teve como diretor Jean-Marc Vallée e roteiro de Bryan Sipe. O filme conta a história de Davis (Jake Gyllenhaal), um banqueiro bem-sucedido que trabalha com o seu sogro, Phil (Chris Cooper). Davis entra em litígio após perder a sua esposa em um trágico acidente de carro. Em uma certa noite Davis recebe ligação de uma atendente (Naomi Watts) que trabalha prestando serviço em um setor de reclamação na qual Davis havia acionado. A partir daí a vida de Davis começa a mudar. O filme procura tratar sobre o desenvolvimento de um término repentino e que aparentemente ficou por isso mesmo, sem mágoas, sem saudades, sem nada. E isso nos gera um incomodo pelo fato da grande atuação de Jake Gyllenhaal. O colapso que Davis sente é algo premeditado, pois algo repentino o fez mudar, se antes era um preguiçoso que não sabia se consertar os seus problemas, agora destrói tudo para aprender como funciona e talvez consertar com suas ferramentas. Logo, as coisas que não podemos mais consertar, devem ser destruídas. Essa foi a metáfora mais forte do filme e que foi deixado de forma clara e com atuação perfeita do nosso protagonista. Não dava mais para Davis consertar o seu relacionamento, então o melhor a fazer foi destruir de vez. O grande pecado do filme foi não saber administrar o arco com a personagem de Naomi Watts, a sua figura foi importante para Davis, pois inseriu o seu filho adolescentes que estava em duvidas sobre a sua sexualidade, um interessante parceiro nas desventuras do filme. Mas não tive um final de arco satisfatório.
Jailton Bastos
Jailton Bastos

4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de março de 2025
Um filme para assistir sozinho. Faz lembrar a infância, a fadonha rotina e a perda de alguém que talvez já havia se perdido. Um bom filme...
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