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    A Face do Mal
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    A Face do Mal

    Já vi isso antes

    por Lucas Salgado

    Casa antiga mal-assombrada, crianças que veem fantasmas, incorporações, técnicas de se falar com espíritos, porões sombrios, romancezinho adolescente. A Face do Mal é um filme que já chegou aos cinemas inúmeras vezes nos últimos tempos, só que com outro nome.

    O longa começa até surpreendente do ponto de vista da fotografia, investindo em planos-detalhes e em tomadas cinzentas. O clima sombrio se mantém ao longo da produção, mas os planos são alterados para outros mais convencionais.

    A narrativa começa com uma narração que conta a história de um casal que perdeu os três filhos. Na sequência, o pai também morre, deixando a mulher sozinha para conviver com um espírito que ocupa a residência. Logo depois, somos apresentados à uma nova família, também com três filhos, que acha que é uma excelente ideia se mudar para uma casa no meio do nada com uma história sombria por trás - sim, eles têm conhecimento do histórico.

    Sem amigos na região, Evan (Harrison Gilbertson, de Need for Speed - O Filme), filho do meio do casal, é o primeiro a perceber a ocorrência de eventos misteriosos na casa. Ele fica amigo da jovem Sam (Liana Liberato), que já conhecia a casa e que demonstra uma grande curiosidade. Eles começam a desenvolver uma relação ao mesmo tempo em que passam a investigar melhor os acontecimentos. Através de um aparelho deixado pela família anterior, decidem contatar o espírito que está ali. O que, obviamente, não é uma grande ideia.

    A ótima Jacki Weaver (indicada ao Oscar por Reino Animal e O Lado Bom da Vida) surge num papel previsível e desinteressante. Ela vive a antiga moradora da casa, que desde o início parece esconder algo. Não é uma atuação ruim, mas também está longe de merecer destaque.

    Gilbertson e Liberado, no entanto, são merecedores de elogios. O romance dos dois é natural e eles realmente formam um casal bonitinho. O diretor Mac Carter percebe isso e investe até em sequências mais quentes, o que não é muito comum em filmes do tipo, ainda mais envolvendo adolescentes. Liana Liberato já havia se saído muitíssimo bem no pesado drama Confiar, de David Schwimmer. Aqui, não tem um personagem tão complexo, mas nem por isso vai mal.

    Previsível e desinteressante, Hount (no original) não é um filme que ficará na sua cabeça. Pode proporcionar alguns sustos, mas nada além disso.

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