"Pequena Miss Sunshine" nada mais é do que um filme desenvolvido para os mais variados tipos de público, desde aqueles que gostam de comédia, até aqueles que preferem uma história de superação.
A primeira análise que temos desse filme é que ele vai ser um daqueles filmes americanos clichês com um família simples e normal, mas não é bem assim. Ao longo da trama os personagens são bem desenvolvidos, uns mais que outros, é claro, mas nada que impessa de torna-los brilhantes a cada cena.
Fazendo uma análise breve de cada personagem, Olive (Abigail Breslin) é a protagonista principal, e é ela que mesmo com seus nove anos de idade, me fez se perder em sua tamanha desenvoltura. É tanto, que ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz no ano do filme (2006).
Dentre os outros personagens interessantes, está o avô da menina. Quem poderia achar que um simples velhinho fosse tornar a história toda bem mais engraçada? E sim, ele torna. Os outros personagens são o irmão da menina, seu pai, sua mãe, e seu tio, que vem morar com a família por conta de um acontecimento delicado envolvendo-o. Nunca tinha assistido um filme com um personagem tão incrível como irmão de Olive, Dwayne (Paul Dano) ele me fez querer fazer um voto de silêncio, assim como fez no filme.
Dentre as várias temáticas do filme estão a homossexualidade, o suicídio, uso de drogas, a influência que a mídia tem sobre as pessoas, e os padrões que a mesma impõe. Vale ressaltar que esses temas não são tratados de forma chata como somos acostumados a ver nos filmes, e sim de forma leve, sem enfatizar com tanta clareza, mas que ainda assim produz uma certa reflexão sobre cada um.
Como em todos os filmes a gente espera um final bem feliz, depois de tanta luta, que nos faça chorar, etc. Mas será que para um filme ser bom ele necessita disso? Óbvio que não.
A prova disso está nesse filme, quando envolve pessoas "normais", que têm muitos problemas no seu dia-a-dia e que estão tentando resolve-los como qualquer ser humano. Particularmente, eu gosto de melosidade, então, eu gostaria que todos assitissem, se encantassem, e ficassem alegremente surpresos como eu fiquei em cada cena, com cada momento engraçado que a gente nem espera. Cada momento de união da família que é indispensável, assim como na vida real.