Uma pérola. No inicio eu não estava achando grande coisa, mas ao passar do tempo eu reconheci perfeitamente a assinatura do Tarrantino. O filme tem uma assinatura visual surreal. Do nada aquela cena do porão....
Filme totalmente maluco e aleatório, mas que você vai amar. Primeiro seu elenco recheado de grandes estrelas e que fornecem personagens incríveis. Filme extremamente dinâmico, com boa ação e com vários acontecimentos aleatórios. Trilha sonora maravilhosa, uma das melhores trilhas sonoras do cinema de todos os tempos. E cheio de humor ácido e que funciona muito bem. Pulp Fiction é uma lenda do cinema, que todos deveriam assistir no mínimo uma vez na vida. Nota 10 para o Diretor.
spoiler: Um bom filme, porém fragmentado na qual vc vai interligando ao decorrer do filme. Sem final. Apenas demonstra crimes e violencia rodeados pelos principais do filme. Otima ambientação e ótima atuação, apesar das pontas soltas não saciarem a quem deseja um final.
*Pulp Fiction* não é um filme sobre crime. É um filme sobre **escolhas**, **acaso** e **consequências**, contado da forma mais anti-convencional possível. Quentin Tarantino desmonta a narrativa tradicional e reconstrói a história como um mosaico de episódios que só fazem sentido completo quando o espectador aceita jogar o jogo proposto.
Desde a cena inicial no restaurante, o filme já deixa claro seu tom: diálogos longos, aparentemente triviais, carregados de personalidade e tensão latente. Conversas sobre hambúrgueres, gorjetas ou massagens nos pés coexistem com assassinatos, overdoses e decisões morais irreversíveis. Essa banalização do cotidiano em meio à violência é um dos pilares do filme.
Vincent Vega é o personagem que melhor representa esse universo. John Travolta entrega um criminoso despreocupado, quase infantil, cuja postura relaxada contrasta com o caos que o cerca. Ele não é exatamente inteligente, nem cruel — apenas irresponsável. Sua morte repentina, fora de ordem cronológica, reforça uma das mensagens centrais do filme: no mundo de *Pulp Fiction*, não existe proteção narrativa. Erros banais custam caro.
Jules Winnfield, por outro lado, é o eixo filosófico do filme. A famosa citação de Ezequiel 25:17 funciona como um símbolo em transformação. No início, é apenas um discurso estiloso para justificar a violência. No final, após sobreviver a algo que ele interpreta como um milagre, a mesma passagem passa a representar redenção e mudança. Jules não se torna um herói — ele apenas decide sair do ciclo.
A história de Butch Coolidge amplia ainda mais essa lógica moral. Ao quebrar o acordo com o chefe do crime, ele entra em rota de colisão com o destino. Ainda assim, quando confrontado com uma violência ainda mais degradante, faz uma escolha inesperada: retorna para salvar quem deveria odiar. Essa decisão não o redime completamente, mas o diferencia. Em *Pulp Fiction*, sobreviver não depende apenas de força ou sorte, mas de escolhas pontuais feitas sob pressão extrema.
A estrutura fragmentada do filme não é mero exibicionismo. Ela reforça a ideia de que o tempo é relativo e que o significado dos eventos muda conforme o contexto. Um mesmo personagem pode parecer banal em um segmento e trágico em outro. A experiência do espectador é ativa: é preciso conectar peças, reinterpretar cenas e rever julgamentos.
Apesar da violência gráfica e do humor ácido, o filme é surpreendentemente reflexivo. Tarantino cria um universo onde criminosos discutem moral, destino e arrependimento sem nunca se tornarem exemplos positivos. O charme está justamente nessa contradição.
*Pulp Fiction* é um clássico não apenas por sua estética, trilha sonora icônica ou diálogos memoráveis, mas porque redefiniu o que um filme independente podia ser. Ele influenciou uma geração inteira de cineastas e mostrou que narrativas quebradas, personagens ambíguos e violência estilizada podiam coexistir com profundidade temática.
Pulp Fiction foi dirigido por Quentin Tarantino que também participou do roteiro ao lado de Roger Avary. O filme recebeu 7 indicações ao oscar de 1995:Melhor roteiro original, melhor filme, melhor ator (John Travolta), melhor ator coadjuvante ( Samuel L Jackson), melhor atriz coadjuvante (Uma Thurman), melhor diretor e melhor montagem, venceu apenas a primeira categoria mencionada. Na trama, acompanhamos Vincent (John Travolta) e Jules ( Samuel L Jackson) que são 2 assassinos profissionais que fazem cobranças para um poderoso gângster. Vincent é chamado para sair com a namorada do seu chefe Mia (Uma Thurman) e se apaixonar. Enquanto que paralelamente, Butch (Bruce Willis) é um pugilista que vence uma luta que deveria ter perdido. Podemos dizer que esse foi o filme que abriu as portas para Tarantino e influenciou uma série de filmes que vieram mais tarde. A descontraída com o roteiro foi escrito ( com 3 histórias) que parecem soltas, pois não são linear, mas acabam em algum momento se conectando. A forma como o filme trabalha as suas montagens é algo impecável. Talvez para os mais novos seja algo simples, mas para época foi grande demais. A forma cuidadosa como os diálogos acontecem (quase sempre em duplas) é um outro ponto alto do filme. Sem conta nos elenco vasto e de qualidade que temos na trama e na discreta participação do próprio Tarantino no filme. Não da pra negar que o filme foi um fenômeno pop.
Um filme atemporal que fica cada vez melhor quando se vê novamente. Com um roteiro, na minha opinião, perfeito, Pulp Fiction se destaca como a maior obra de Quentin Tarantino e um dos melhores filmes já feitos.
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