Pulp Fiction - Tempo de Violência
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4,6
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190 Críticas do usuário

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Jerffson B.
Jerffson B.

8 seguidores 80 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de outubro de 2020
Clássico. Pra quem gosta de cinema, este está na coleção dos 20 melhores de todos os tempos, com toda certeza..
Brilhante papel dos atores, e cenas memoráveis..
Marcelo Marques
Marcelo Marques

67 seguidores 194 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de outubro de 2020
Bom filme, um filme aclamado por público e crítica, enfim um filme que trabalha em diferentes linhas do tempo, e histórias, sendo necessário prestar atenção pra não se perder, tem uma boa dose de violência, algumas cenas engraçadas, e personagens memoráveis, filme bom.
Murilo De Moraes Franco
Murilo De Moraes Franco

7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de outubro de 2020
o grande destaque da obra é a forma como Tarantino, que escreveu o roteiro com base em histórias criadas por ele e por Roger Avary, conta três histórias – quatro, se contarmos com a do casal que tenta roubar um diner que abre e fecha a projeção – substancialmente independentes inspiradas no tipo de literatura que o título escancara, em uma complexa estrutura de narrativa não-linear, cada uma com seu próprio começo, meio e fim, mas que dialogam entre si dentro da temática geral do submundo de bandidos em Los Angeles e arredores. Mais uma vez, o cineasta refaz, à sua imagem, o referido recurso da montagem não-linear, algo que ele já havia esboçado em seu primeiro filme, mas que, aqui, faz parte dos alicerces estruturais da progressão narrativa. Vemos um pouco de grandes clássicos inquestionáveis como Cidadão Kane, Rashomon e Annie Hall que se aventuraram por esse caminho, com sucesso indiscutível, mas com uma pegada muito própria, muito pessoal do diretor – talvez possamos chamá-la de “toque Tarantino”, mas que só foi realmente possível graças, novamente, ao trabalho irretocável de sua saudosa parceira de longa data Sally Menke na ilha de edição.

Se alguma coisa, Tarantino resgatou essa técnica, reempacotou-a e reapresentou-a a uma audiência que a recebeu maravilhada, mesmo críticos à época já veteranos. E é perfeitamente possível perceber o quanto isso é verdade ao pararmos para mentalmente enumerar a quantidade de filmes pós-Pulp Fiction que, em maior ou menor grau, fizeram abertamente o uso da mesma técnica, alguns com resultados espetaculares como Amnésia e Cidade de Deus. A transformação – ou, talvez, apropriação – da narrativa não-linear como algo próprio, diria que essa é uma das características mais incompreendidas de Tarantino. O diretor é acusado de copiador, plagiador e todo tipo de sinônimo disso, como se nenhum outro diretor fizesse o mesmo ou como se o próprio Tarantino já não tivesse afirmado que referencia sim obras que gosta em maior ou menor grau. Mas o que o diretor sabe fazer é transformar tudo que copia ou pega emprestado em algo que é facilmente identificável como sendo dele. Sabemos que estamos diante de um filme de Tarantino mesmo que sejamos apresentados à obra lá pela metade. O mesmo se pode dizer de diretores como Woody Allen e Steven Spielberg. Se isso é algo bom ou ruim, não cabe aqui julgar. O que fica evidente é que Tarantino sabe converter o que aparentemente é lugar-comum em sua assinatura e foi isso que ele fez com a narrativa não-linear em Pulp Fiction: transformou o básico em uma estrutura que se desdobra em diversas histórias paralelas e, às vezes, tangenciais, que, ao final, deixam evidente o domínio que o diretor tem sobre a câmera e sobre a montagem, além da sempre presente e sempre perfeita trilha sonora, outro divisor de águas cinematográfico, aliás.

Vejam, por exemplo, o pulo temporal que Tarantino faz no meio do filme, quando vemos o pequeno Butch (como adulto, o personagem vivido por Bruce Willis) recebendo a visita do Capitão Koons (Christopher Walken), que convivera com seu pai quando os dois foram prisioneiros de guerra. Toda essa cena, que conta uma história só com um longo monólogo de Koons em um plano-sequência único, que não se desvia do personagem, tem como objetivo demonstrar para nós a importância do relógio do pai de Butch. Isso acontece já no meio da entrecortada narrativa que Tarantino nos impõe, mas, quando o flashback acontece, nós o aceitamos naturalmente, sem estranheza ou sem nem por um momento deixar de entender o que está acontecendo. Hoje, podemos achar isso algo óbvio e pouco imaginativo, mas tentem transportar-se para 1994, quando Tarantino lançou Pulp Fiction em Cannes quase que como uma obra experimental e recebeu aplausos de pé por longos minutos saindo com a Palma de Ouro. A “identidade tarantinesca” que nascera em Cães de Aluguel, amadureceu talvez até prematuramente aqui, tomando o mundo de assalto.

E não é só isso.

Cada uma das linhas narrativas que populam esse filme em episódios de Tarantino é crivada de diálogos que funcionam como uma expansão do que vimos em sua primeira obra. Enquanto seu primeiro filme tinha diálogos que ficavam circunscritos a um mesmo círculo de pessoas composto por gangsteres ou assaltantes de banco de origem caucasiana, em Pulp Fiction vemos uma profusão de personagens diferentes em dinâmica de dupla (ou quase): o casal de assaltantes amadores que abre e fecha o filme (Tim Roth e Amanda Plummer); a dupla de assassinos Vincent Vega (John Travolta, revivido por Tarantino) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson, revelado para o mundo aqui) em uma missão; o chefão do crime Marsellus Wallace (Ving Rhames) e o lutador de boxe no crepúsculo de sua carreira Butch (Willis) deparando-se com os estupradores Zed (Peter Greene) e Maynard (Duane Whitaker); Vincent Vega e Mia Wallace (Uma Thurman) às voltas com uma overdose de heroína e com o fornecedor de droga Lance (Eric Stoltz) e sua esposa Jody (Rosanna Arquette) e Vincent, Jules, Jimmie (o próprio Tarantino) e o “resolvedor de problemas” Mr. Wolf (Harvey Keitel) lidando com uma desagradável situação envolvendo sangue e pedaços de cérebro espalhados em um carro. Histórias estanques ou semi-estanques costuradas por uma temática única em um filme que as conta fora de ordem, mas as conecta brilhantemente.

Cada diálogo é cuidadosamente talhado para funcionar com seu personagem e a respectiva interação com o outro personagem. Há de tudo um pouco, além da incrível capacidade de Tarantino de inserir menções à cultura pop a todo momento. As frases sobre as pequenas diferenças entre Europa e Estados Unidos, sobre os “atos medievais” de Marsellus em cima de Zed, sobre a citação da Bíblia que Jules usa antes de matar e diversas outras são, se quisermos, tão vazias de conteúdo quanto repletas de ritmo; ou tão cheias de críticas sociais quanto escolhermos imaginar, mas sem esquecer que diversas delas são retiradas – algumas palavra por palavra – de obras anteriores em mais uma demonstração da capacidade de Tarantino de remixar o que já existe e transformar em algo seu. O resultado é a entrada de todas elas e muito mais na cultura geral de cinéfilos (que muitas vezes nem mesmo sabem que são citações de citações) e, também, de espectadores casuais. E tudo isso casado com uma escolha cirúrgica de canções para cada momento, cada situação, em uma trilha sonora antológica, talvez a melhor do gênero, em mais uma demonstração assombrosa de curadoria musical por parte de Tarantino.

E não podemos esquecer do vasto elenco citado acima. São, em linhas gerais, papeis verborrágicos e com pouca ação – mais uma marca de Tarantino – que exige que algum tipo de conexão imediata seja criada entre o personagem e o espectador, sob o risco de afastamento ou de desinteresse por cada uma das historietas entrecortadas. Não só os diálogos brilhantes dão esse suporte necessário, criando muitas vezes essa ponte entre ficção e realidade (afinal, quem é que coloca maionese em batata frita, não é mesmo?), como cada um do elenco consegue suprir esse espaço com velocidade meteórica, até mesmo Roth e Plummer que talvez tenham a menor – mas não menos significativa – participação em toda a obra.

Não é todo filme que consegue esse tipo de façanha: ser um fenômeno pop em sua própria época e, ao mesmo tempo, ser uma obra que demonstra o mais absoluto controle de câmera e de montagem. Pulp Fiction, com toda sua extrema violência (tem pedaços de cérebro no cabelo de Vince e Jules!), é um deleite para os olhos e para os ouvidos, além de ser instrutivo. Afinal de contas, onde mais você poderia saber que, em Amsterdam, eles servem cerveja em copos de vidro no cinema ou que massagem nos pés sempre tem conotação sexual?
Diogo
Diogo

1 seguidor 7 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 7 de outubro de 2020
Todo mundo fala bem desse filme então resolvi assistir.. Mas o filme é fraquíssimo, da sono e tem diálogos longos e cansativos.. Cenas totalmente desconexas uma das outras e muita violência sem sentido.. Se esse filme fosse brasileiro, estaria no limbo, ninguém saberia da existência dele.. Mas como tem a "grife" Tarantino, o filme ficou bastante superestimado.
Rigoletto
Rigoletto

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de agosto de 2020
É um filme bom, mas diferente, o que nos faz tomar julgamentos equivocados sobre ele, se você julga o filme ser ruim porque te fez sentir algo, na verdade ele é bom, porque se você sentiu aquilo foi porque o diretor quis, isso quando se trata de algo proposital e não de sensações ruins vindas das falhas. Confesso que logo após assistir não pude digerir bem o que vi, o que não torna o filme menos merecedor da fama que tem, os personagens rasos e suas atitudes desprezíveis são propositais,fazendo apologia às revistas pulp que tomam parte do título do filme, temos um dossiê de cenas diversas e cada uma é bem executada, cenas de ação, suspense, tensão, pânico, violência brutal, depravassão moral, não é um filme qualquer e merece ser tratado com a devida maturidade.
Luana O.
Luana O.

764 seguidores 557 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de julho de 2020
O melhor do filme, com certeza, é a trilha sonora. Mas o enredo e as atuações são boas. Detalhista, com longos diálogos e sangrento. Um classico.
Carlos Pereira
Carlos Pereira

8 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de julho de 2020
Filme incrível, bem desenvolvido, possui diversos Ester eggs, atores renomados e grandes atuações , enfim está no meu top 10 com certeza
Andréa Silva
Andréa Silva

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 5 de julho de 2020
Não gostei mesmo..... Filme fraco, horrível mesmo. Tanto holofote e não conseguir enxergar metade do que foi sinalizado. Decepção é a palavra.
Luis Felipe Santos Clarke
Luis Felipe Santos Clarke

3 seguidores 13 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 2 de julho de 2020
Que filme horrível. Se for pelas cenas que são interligadas, parabéns!, mas isso não acrescenta muito. Esse filme é super modesto em tudo, não tem um roteiro bem definido e as cenas de ação são poucas. É igual O PODEROSO CHEFÃO, 3 horas de puro enchimento de linguiça com umas ceninhas de ação aqui e outra aculá, mas os dois são horríveis.
Rodrigo o que?
Rodrigo o que?

118 seguidores 211 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de junho de 2020
Confesso que a primeira vez que eu vi não gostei, a dublagem me incomodou bastante.
Mas aí depois de quase um mês fui assisti sem ser dublado e acabei ficando encantado e impressionado♥️
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