No streaming: Um dos melhores filmes de guerra do século inspirou o novo Resident Evil

Estreou há sete anos, conquistou o Oscar, arrecadou 446 milhões de dólares e foi aclamado como uma façanha técnica essencial.

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Por Diego Souza Carlos

É possível ver algumas influências claras da própria filmografia de Zach Cregger em Resident Evil. Com dois filmes que brincam com as possibilidades da vida ordinária, o diretor cria um verdadeiro caos em meio ao cenário urbano. Além disso, o próprio cineasta falou sobre suas referências de dois longas icônicos: "1917. Mas com um tom completamente diferente. Estruturalmente é o que fica mais próximo. É como se Evil Dead II (ou Uma Noite Alucinante 2, no Brasil) e 1917 fossem os pais do filme", disse ele em entrevista ao Rotten Tomatoes.

Como 1917 influenciou o novo filme de Resident Evil?

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Não ficou muito claro como o sucesso de bilheteria dirigido por Sam Mendes ajudou Zach Cregger a construir sua versão de Resident Evil, mas podemos encontrar esse caminho. Por exemplo, o filme, ambientado no penúltimo ano da Primeira Guerra Mundial, chamou a atenção da crítica e do público por sua capacidade de imergir o espectador em uma corrida claustrofóbica contra o tempo em meio ao caos de uma operação sangrenta, algo semelhante ao que Bryan (Austin Abrams) vivencia em sua história sufocante de sobrevivência no limite do tempo.

E, de fato, poucas coisas são mais terríveis para a humanidade do que a brutalidade de uma guerra na qual milhões de jovens foram envolvidos há mais de 100 anos. Se a isso somarmos o virtuosismo técnico de Mendes e sua equipe em simular um único plano-sequência, com uma câmera que persegue implacavelmente os protagonistas em meio ao horror, o resultado é uma obra tão sufocante e tensa quanto qualquer outro filme de terror que você possa imaginar.

Um filme com uma fotografia nota 10

Outro ponto marcante de 1917 é sua fotografia. A contribuição de Roger Deakins com iluminação e trabalho de câmera que lhe renderam um Oscar é algo que pode ter ajudado Cregger a construir o clima de tensão de seu novo filme. A sequência noturna em uma cidade em ruínas iluminada apenas por sinalizadores consegue ser tão boa quanto a já clássica sequência em que o protagonista corre pelo campo de batalha.

Além desses pontos mais técnicos, há um elemento decisivo: nos dois filmes, os personagens precisam entregar algo (uma mensagem ou um item médico misterioso) a tempo de impedir uma grande catástrofe. Nesse ponto, as histórias se convergem com muita fluidez. Em termos de construção visual, enredo e atmosfera, o tempo deve nos ajudar a ver com mais clareza a forma como 1917 inspirou o diretor a produzir o novo Resident Evil.

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Mais à frente, quando o longa estrelado por Austin Abrams também estiver disponível em streaming, talvez possamos dissecar ambas as obras para encontrar suas semelhanças. Atualmente, enquanto a adaptação de videogames está em cartaz nos

Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.
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