"Todas as suas histórias são mentiras": Novo filme de Robin Hood, estrelado por Hugh Jackman, pretende contar a versão mais realista do mito
Amante dos filmes de fantasia e da Beyonce. Está sempre disposta a trocar tudo por uma sitcom ou uma maratona de Game Of Thrones.

O longa estrelado por Hugh Jackman abandona o conto clássico para explorar as versões mais brutais da lenda e questionar quem foi, de fato, o famoso fora da lei.

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Por muito tempo, Robin Hood sempre foi associado à figura de um herói que roubava dos ricos para dar aos pobres. No entanto, A Morte de Robin Hood, o novo filme da A24, que estreia em 3 de julho e é estrelado por Hugh Jackman e dirigido por Michael Sarnoski, propõe algo diferente.

Seu objetivo não é apenas desmantelar esse mito, mas apresentar uma versão muito mais violenta e ambígua, mais próxima da origem da lenda, embora seu diretor reconheça que nunca existiu um Robin Hood real.

Mais perto da realidade

Já pelo trailer, o filme deixa claras suas intenções. "As pessoas falam de Robin Hood, contam suas histórias, mas são todas mentiras", afirma o vídeo, desafiando essa imagem do nobre herói popularizada pelo cinema, pois Sarnoski apresenta uma história muito mais sombria, na qual o famoso fora da lei carrega um passado sangrento.

Como explicou o cineasta , essa reinterpretação parte de uma ideia muito simples: a de que provavelmente nunca existiu apenas um Robin Hood. Para ele, a figura é uma composição de vários foras da lei medievais cujas histórias se transformaram ao longo dos séculos até se tornarem a lenda que todos conhecemos.

Na verdade, essa busca por autenticidade também moldou o cenário do filme. Sarnoski situou a história em 1274 e documentou meticulosamente como era a vida na Inglaterra medieval, afastando-se da visão romantizada usual. Seu objetivo era retratar um mundo onde a violência era comum e a sobrevivência dependia muito mais da força do que do heroísmo.

Uma versão mais sombria e humana da lenda de Robin Hood

O diretor também observou que as primeiras baladas sobre Robin Hood já incluíam episódios particularmente brutais. Nelas, o personagem decapitava inimigos ou recorria a truques extremamente violentos, comportamentos que foram posteriormente suavizados pelas versões mais populares da história.

Além disso, outra grande mudança envolve a prioresa, interpretada por Jodie Comer. Em vez de retratá-la como a clássica vilã das lendas, Sarnoski inspirou-se na figura histórica de Hildegarda de Bingen para criar uma mulher dedicada ao cuidado dos doentes e marginalizados, conferindo-lhe um papel muito mais humano na história. O resultado é um filme que não só visa desmistificar a figura de Robin Hood, mas também questionar quem realmente poderia estar se escondendo por trás dessa lenda.

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