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    Diversidade em baixa: 80% dos showrunners das novas séries americanas continuam sendo homens brancos
    Por Laysa Zanetti — 11 de jun. de 2016 às 15:11
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    Nada de novo sob o sol.

    A temporada 2015-16 de séries de TV chegou ao fim com um único pedido que se sobressaiu ao longo dos meses: melhor representação para personagens que estão incluídos em minorias – leia-se personagens LGBT, não-caucasianos e mulheres no geral. À medida que a próxima Fall Season se aproxima, e o público passa a conhecer as novas séries que vão estrear dentro dos próximos meses, se chega à triste conclusão que, embora fãs, mídia e produtores estejam cientes da falta de diversidade, nada está perto de mudar.

    A Revista Variety executou uma pesquisa baseada em informações fornecidas ao veículo pelas cinco principais emissoras de canal aberto dos Estados Unidos (ABC, CBS, NBC, CW e FOX) e constatou que para a próxima temporada de séries, a grande maioria dos showrunners (ou seja, os condutores principais) são parte de uma hegemonia dominante. De um total de 50 showrunners para as 38 novas séries, 90% são brancos e 78% são homens. No quadro geral, isso significa que 76% são homens brancos, enquanto a porcentagem de mulheres não-caucasianas no comando de uma série fica restrita a 4%.

    Variety Magazine

    Os números denunciam novamente a falta de equivalência com a realidade. Enquanto as mulheres constituem 51% da população norte-americana, apenas 22% estarão à frente de uma das novas produções. Os números são consideravelmente baixos e não muito diferentes do que eram na temporada 1997-98, que segundo a reportagem eram 18%.

    Essas constatações refletem diretamente no que se vê no resultado final, isto é, o produto que é apresentado ao público. Vale destacar, aqui, que boa parte das decisões, direções de roteiro e destino dos personagens é conduzida ou executada na sala dos roteiristas, e que a diversidade entre eles é tão importante, ou por vezes até mais importante, que os showrunners em si. Para Glenn Mazzara, ex-showrunner de The Walking Dead e veterano em séries de TV há 14 anos, a solução está justamente ali. Mazzara criou recentemente a série Damien, do canal A&E, e utilizou sua sala de roteiristas como estudo de caso.

    “Diversidade normalmente acaba se limitando a uma pessoa representando todas as perspectivas diversificadas. Paridade de gênero é extremamente importante, para roteiristas homens entenderem que não é a tradicional visão masculina, e para roteiristas mulheres terem outras mulheres por perto para que se sintam confortáveis ao falar. Às vezes uma mulher pode não querer desafiar uma sala cheia de homens. Dessa forma, as conversas são muito mais vívidas e criativas", declarou em entrevista.

    Mazzara esclareceu que, em Damien, ele tentou mudar a sua forma de escrever os personagens. "O melhor amigo de Damien é libanês; eu escrevi o personagem libanês. Quando alguém é afrodescendente, eu especifiquei isso. Eu não escrevo o personagem e escolhi um ator às cegas. Isso é porcaria. Não posso criar um personagem sem pensar em raça, gênero,idade, classe, onde cresceram - uma pessoa completa. Escolher às cegas deixa implícito que o modo padrão é uma pessoa branca, mas que você está disposto a escalar uma pessoa de cor. Mas todo personagem precisa de uma voz específica."

    Segundo a Variety, representantes das cinco emissoras afirmaram que estão trabalhando para criar melhores oportunidades para mulheres e pessoas de cor, mas não disseram nada em específico a respeito das estatísticas encontradas.


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    Comentários
    • Fernando Mendes
      Não há nenhuma lei proibindo mulheres de serem showrunners. Acho que as feminazis botaram muita merda na tua cabeça...
    • Fernando Mendes
      Me parecem que mulheres quando assumem o cargo que antes era de um homem tentam provar que são superiores aos homens. Só podem fazer isso mudando o jeito que está (se não mudarem nada, ou pouco, só poderiam provar que são iguais). E acabam mudando muita coisa que estava dando certo. As mulheres, para usarem todo o seu potencial, precisam esquecer esse orgulho feminista pateta e confiarem mais em si mesmas; aí mudarão as coisas só aonde pode melhorar, com a intenção de melhorar e não de mostrar superioridade.
    • Fernando Mendes
      Esses super heróis existe a décadas e sempre fizeram muito sucesso nos quadrinho. O mérito é da construção dos personagens e não da mera cor da pele deles.
    • Fernando Mendes
      João Gabriel. Analise bem esse seu discurso azedo, e pense se alguém quer ouvir essas merdas na televisão. Aí vc vai saber porque brancos são tão populares.
    • Fernando Mendes
      Prove que negros gays ou mulher são rejeitados pelas emissoras. Prove que eles tentam esse tipo de carreira e são rejeitados. Aí, e só aí você provará que é preconceito. Sem isso é apenas pseudo-ciência socio-política.
    • Fernando Mendes
      Concordo. Eu, que adoro mulher, prefiro elas do que esses caras.
    • Fernando Mendes
      Ninguém luta à toa, mas uma luta pode ser ineficaz e auto-destrutiva. Ninguém gosta de reclamões. Reclamar não é lutar. Você dizer que o fato de existir uma luta prova que há um inimigo é um péssimo argumento. Quem vai assistir essas séries? Metade são de homens que não gostam de ser tratados como se fossem inimigos, opressores, patriarcais; da outra metade 70% são de mulheres brancas que não gostam de ser acusadas de racistas só por serem brancas. Os héteros não gostam de ser acusado de serem homofóbicos... por isso séries com homens brancos são tão populares; todo mundo assiste eles sem se sentirem acusados de nada. O fato é que ninguém aguenta feministas, negristas ou LGTBS, porque são gente chata, vitimista e reclamona. Já viu alguma séire de sucesso contando a história de uma feminista? Parem de ser assim, e o mundo do show business se abrirá para vocês...
    • Fernando Mendes
      São de homens brancos porque eles são mais objetivos, não ficam se fazendo de vítima nem choramingando que é oprimido, eu sou uma vítima. Tinha que ter 50% negro, 50% mulher, 50% gays, mimimi. Toda a série tem que ter, obrigatoriamente, um personagem gay, uma mulher, um japonês, um negro.. todas as séries ficariam iguais, não acham? Sério, essas doutrinas de oprimidinhos transformou todo não-caucasiano-não-hétero-não-mulher em uma turminha azeda e enjoada... ninguém quer ver gente azeda na TV! Por isso essa turminha de auto-vitimas perdem popularidade. A turminha dos oprimidos estão sem popularidade, mas reclamando que não são populares conseguirão menos popularidade ainda. É correndo atrás que se consegue popularidade. Dessa matemática de quinta categoria dessa revistinha aí, quantas mulheres, negros e gays TENTAM a carreira de showrunner? É preciso querer em primeiro lugar; ... esqueceram de adicionar essa variável na equação né; como se toda a população da terra quisesse ser showrunner, (somente nesse caso, o cálculo teria sentido)... Querem provar mesmo que essa turminha azeda é oprimidinha? Rejeitados nas séries... Pesquisem quantos deles PROCURAM essa atividade primeiro? Aí vcs terão uma base matemática para medir o grau de rejeição por cor da pele, por vagina ou boiolice. Peçam ajuda profissional para fazer cálculos... ou voltem pra escola.
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