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    Millennium: “É um filme para maiores por um motivo”, diz Sylvia Hoeks, intérprete da irmã de Lisbeth Salander em A Garota na Teia de Aranha (Entrevista exclusiva)
    Por Renato Hermsdorff — 10 de nov. de 2018 às 08:53
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    Para Sverrir Gudnason, o novo Mikael Blomkvist, longa representa um “sinal dos tempos”.

    Assim como nos livros, A Garota na Teia de Aranha era para ser uma espécie de continuação de Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Na transposição para o cinema, no entanto, não será bem assim.

    “Eu diria que o próximo capítulo na ‘Saga Millennium’ não é uma continuação. É um filme que você pode ver de maneira independente. É um reboot da franquia”, explica o ator sueco Sverrir Gudnason (o Björn Borg de Borg vs McEnroe) em entrevista ao AdoroCinema em junho - ocasião em que o filme não foi exibido para a imprensa.

    Reprodução
    Sverrir Gudnason.

    A nova versão é baseada no quarto livro da saga, o primeiro escrito por David Lagercrantz, depois da morte de Stieg Larsson, autor da trilogia original.

    A produção destaca o papel da irmã da hacker Lisbeth Salander, Camilla Salander, interpretada pela holandesa Sylvia Hoeks. A atriz teve cabelos e sobrancelhas descoloridos, num claro contraste com o visual “punk” de Claire Foy (The Crown) na pele da protagonista - e bem diferente da sua caracterização como a Luv de Blade Runner 2049.

    “Ela admirava a irmã e via a Lisbeth como uma versão mais durona das duas. E eu acho que ela realmente pensa muito na Lisbeth e a coloca em um pedestal. E não tinha outro jeito de voltar para a vida da Lisbeth”, acredita a atriz.

    Reprodução
    Sylvia Hoeks.

    Desta vez, de forma ainda mais destacada, a hacker assume uma postura de anti-heroína que ataca homens que agridem mulheres. “Eu diria que é bem próximo do mundo atual. Quando eu cresci, todo herói, em todos os filmes, era um homem e agora nós temos a Lisbeth Salander e acho que isso é um sinal dos tempos”, contextualiza o intérprete do novo Mikael Blomkvist - papel vivido por Daniel Craig no longa anterior, de David Fincher.

    Divulgação
    Claire Foy em cena.

    Quem assume o comando agora é o diretor uruguaio Fede Alvarez, que fez fama em Hollywood com a refilmagem do terror Evil Dead e o surpreendente suspense O Homem nas Trevas. Em comparação, Sylvia declara: “Eu acho que esse filme tem muito disso [terror/ suspense] do Fede porque eu acho que ele traz uma dureza verdadeira e o calor e emoção. E nada é aliviado para a audiência. É um filme para maiores por um motivo”, provoca.

    Millennium: A Garota na Teia de Aranha já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

    Confira abaixo nossa entrevista com Claire Foy.

     

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    Comentários
    • Jonathan Kennedy
      Assisti ao filme e devo dizer que não foi melhor que a versão do David Fincher.
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