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    15 filmes que dividiram a redação do AdoroCinema
    Por Bruno Carmelo — 15/04/2016 às 08:00
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    A gente nem sempre concorda uns com os outros quando o assunto é cinema. Conheça alguns filmes que já geraram muito debate na redação.

    "Como o AdoroCinema conseguiu gostar do filme X, mas não gostou do filme Y? Por que uma crítica foi tão positiva, e a outra foi negativa?". A resposta pode ser simples: o site tem editores e redatores com os gostos mais diversos. Mesmo.

    De vez em quando a gente briga - de mentirinha, é claro - sobre alguns filmes que uns adoram e outros detestam. Os debates na redação são longos... Abaixo, a gente decidiu listar 15 títulos que despertaram reações bem diferentes no pessoal do site, com direito às reações de cada um.

    Concorda com quem nessa história? 


    1. Interestelar (2014)

    A favor: "Interestelar é o filme mais ambicioso de Christopher Nolan. E olha que estamos falando do cara que fez a trilogia do O Cavaleiro das Trevas e A Origem. Em seu novo projeto, o diretor decidiu realizar um longa sobre o homem, abordando sua natureza devastadora, mas também exploradora e empreendedora", explica Lucas Salgado. Leia a crítica completa.

    Contra: "Christopher Nolan insistiu que os aspectos físicos desta história eram totalmente plausíveis, mas diante da construção fantasiosa do filme, quem se importa? Matthew McConaughey chora aos litros, o final conta com lições cafonas de amor familiar. Quanto às imagens do espaço, nada impressiona. Kubrick, certamente, e mesmo Alfonso Cuarón, um ano antes, já tinham produzido experiências muito melhores", diz Bruno Carmelo.


    2. O Regresso (2015)

    A favor: "Um dos longas mais belos da última década. Independente do momento em que escolher dos 156 minutos de duração, se parar o filme, tem uma grande chance de se deparar com uma bela tomada. Basicamente, cada frame é um wallpaper. E isso vale não apenas para as muitas tomadas da natureza, com rios, montanhas, florestas e neve, mas as cenas de ação também possuem uma beleza estética impressionante", escreve Lucas Salgado. Leia a crítica completa.

    Contra: "Esqueçam Leonardo DiCaprio. O verdadeiro protagonista é Alejandro González Iñárritu e seu cinema vaidoso: para mostrar o calvário do ator, ele se sente na obrigação de fazer uma história mais longa, com imagens mais abertas, planos ininterruptos, movimentos de câmera mirabolantes. Tecnicamente, isso chama a atenção, mas não esconde o fato de que o roteiro é pobre, com motivações fracas e um maniqueísmo digno das piores animações da Disney. Para o espectador, sobra um cinema esnobe e com pouco a dizer", ataca Bruno Carmelo.


    3. Missão Madrinha de Casamento (2011)

    A favor: "Uma das comédias mais importantes do século XXI. Não apenas pelos números nas bilheterias ou indicação ao Oscar, mas por apresentar para todo um público comediantes femininas de muito talento. Em um gênero dominado por homens, foi importante para mostrar ao mundo que Kristen Wiig, Rose Byrne, Maya RudolphMelissa McCarthyEllie Kemper também tinham potencial para conquistar o público. É relevante ainda por, dentro de um tema clichê de “comédias para mulherzinha”, que é o casamento, o filme consegue oferecer uma visão feminista, com mulheres complexas e repletas de personalidade. Não haveria filmes como A Espiã que Sabia de Menos e mesmo o inédito Caça-Fantasmas sem Missão Madrinha de Casamento", defende Lucas Salgado.

    Contra: "Uma comédia que não faz rir, até mesmo pelo peso depressivo da vida de Annie. Por outro lado, o longa-metragem aposta no que há de pior nas comédias americanas: a escatologia. Há situações absurdas e nojentas, como toda a sequência da escolha da roupa das madrinhas e algumas cenas já perto do final, estreladas por Megan", por Francisco Russo. Leia a crítica completa.


    4. Zoolander (2001)

    A favor: "O grande barato da zoeira de Zoolander é que, ao contrário do que possa parecer à primeira vista, ela tem limites. Com uma bem-vinda dose de nonsense, a galhofa esbarra na crítica ao efêmero mundo da moda, às vezes vazio, ora estúpido mesmo (uma parte dele, pelo menos). O humor justifica o exagero porque, por trás do texto, há um contexto – um universo que parece orbitar em torno de uma constante autoparódia. Agora: se nada disso faz sentido, Le Tigre, Blue Steel e (deus!) o inovador olhar Magnum são en-gra-ça-dís-si-mos!", diz Renato Hermsdorff.

    Contra: "Zoolander é uma enorme bobagem! Ok, dá para entender que a ideia de Ben Stiller era ridicularizar o mundo da moda, criando um modelo excessivamente ingênuo em um universo pra lá de caricato. Mas o filme inteiro depende desta mesma piada, repetida eternamente, que sequer é tão boa assim. Cansa", justifica Francisco Russo. 


    5. A Árvore da Vida (2011)

    A favor: "O estilo contemplativo e filosófico do cineasta Terrence Malick atinge o auge da força narrativa, estilística e imagética (salva de palmas para o triplamente oscarizado Emmanuel Lubezki) em A Árvore da Vida, magnum opus que conjuga o melhor da robustez visual de Terra de Ninguém e Cinzas no Paraíso com as questões existenciais de Além da Linha Vermelha. Com uma poesia etérea em cada frame, a trama explora temas como memória, luto e reconciliação com uma pujança dramática e emotiva, alcançada através das grandes atuações do elenco (Brad Pitt nunca esteve tão bem) e pelas escolhas não convencionais na forma de Malick contar sua história. A experiência cinematográfica de assistir a A Árvore da Vida pode exigir certa paciência por conta dos devaneios introspectivos do cineasta, mas faz o espectador testemunhar uma obra de arte onde a imensa ambição de seu criador é honradamente justificável num esforço bem sucedido para conciliar dramas típicos da natureza humana com os segredos e mistérios do universo", justifica João Vitor Figueira.

    Contra: "Um take em câmera lenta do cosmos. Um clipe acelerado do desabrochar de uma planta carnívora. A revelação do relevo de uma onda. Praia. Placenta. Pezinho de bebê. Pow! Frases de efeito do tipo 'um dia você vai cair e chorar... e então vai entender tudo' – ditas na contraluz por um elenco A-list que não ousa recusar um convite do todo-poderoso Terrence Malick. O fato é que o cineasta, antes bissexto (em quase quarenta anos, fez apenas cinco filmes), hoje (em que adota um modo de produção woodyalleniano, creditado no comando de cinco produções só nos últimos cinco anos) é um dos mais superestimados realizadores de Hollywood atualmente. A Árvore da Vida (e desde A Árvore da Vida?) entra para a história do cinema como o mais longo descanso de tela para Windows já produzido", explica Renato Hermsdorff. 

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