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    É briga! 20 filmes com tensão nos bastidores
    Por Bruno Carmelo — 14/08/2015 às 06:00
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    O produtor não gostava do diretor que não gostava da atriz que não gostava do ator que não gostava de ninguém.

    5. Dançando no Escuro (2000)

    Emily Watson foi levada ao limite por Lars von Trier em Ondas do Destino. Kirsten Dunst se disse envergonhada pelo cineasta em Melancolia. Nicole Kidman tinha "sessões de gritos que duravam três horas" (segundo o Telegraph) com ele em Dogville. Trier possui um histórico complicado com mulheres, admitindo sentir atração por várias de suas atrizes, e recebendo diversas acusações de machismo.

    O pior caso foi com Björk em Dançando no Escuro. A cantora aceitou atuar porque apreciava muito o trabalho do dinamarquês, mas a experiência durante a filmagem foi péssima. Enquanto ela escrevia num site pessoal para compartilhar seu sofrimento diário ("Ele odeia mulheres", afirmou), o cineasta disse que aceitar os pedidos de Björk seria como "negociar com terroristas".

    Resultado: Björk cuspiu na cara de Trier, fugiu do set durante vários dias e rasgou seu figurino - de acordo com algumas fontes, ela comeu partes da roupa de sua personagem. A atriz teria exigido controle total da trilha sonora, mas ofereceu uma música "composta em homenagem a Trier".

    O filme foi prejudicado pelas brigas? Mais ou menos. A Palma de Ouro no festival de Cannes foi a consagração de que a obra precisava, mas a imagem do cineasta foi fortemente prejudicada pelo filme, e Björk nunca voltou a atuar. 


    6. Azul é a Cor Mais Quente (2013)

    Mais uma Palma de Ouro controversa, e mais acusações de machismo e abuso de poder. Quando o filme foi consagrado em Cannes, o diretor Abdellatif Kechiche e as atrizes Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos pareciam em sintonia, mas logo começaram a surgir rumores de que as filmagens tinham se passado mal.

    As atrizes confessaram então que se sentiam traídas, que o ator havia abusado da confiança de ambas, forçando-as a trabalharem à exaustão, várias horas seguida. A cena de sexo, bastante realista, teria sido filmada no primeiro dia, para que o desconforto das atrizes fosse transmitido às personagens. Kechiche, como resposta, disse que se arrependia de ter lançado o filme, mas depois voltou atrás e atacou as atrizes pelas declarações negativas.

    O filme foi prejudicado pelas brigas? Sim, um pouco. Outros técnicos alegaram que o ritmo de trabalho era abusivo, e a reputação de Kechiche foi abalada. Quando chegou aos cinemas, a cena de sexo tinha se tornado tão popular na mídia que o debate sobre a produção foi monopolizado por este único momento.

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