Quanto Vale ou é por Quilo?

Quanto Vale ou é por Quilo? 2010-05-22 Francisco

Título original: (Quanto Vale ou é por Quilo?)

Lançamento: 2005 (Brasil)

Direção: Sérgio Bianchi

Atores: Ana Carbatti, Cláudia Mello, Myriam Pires, Leona Cavalli.

Duração: 104 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 29 5

(29 votos)

                   

Sinopse

Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

 

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Comentários

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Camila em 03/05/2011

Como o Sergio Luiz escreveu os atores são coadjuvantes nesse filme o qual a grande estrela é o roteiro e o "ator" principal é o diretor Sérgio Bianchi.

Esse filme é uma grande sacada, pois, apesar de fazer uma crítica direta as ONGs, a história pode ser comparada com qualquer outro tipo de situação no Brasil, devido a abordagem ao jeitnho brasileiro de se levar vantagem em tudo.

Também é um tipo de filme - e não existem muitos - que é sempre novo. Todo vez que se vê, traz algo de diferente, pois não é um filme estático, datado, que parou no tempo. Seja em que época for pode-se comparar a história contada com o que se passa no presente e tiraremos sempre uma nova conclusão, um novo aprendizado, uma nova revolta.

Agora, quem não viu, pense bem antes de assistir, pois - apesar que eu acho que todos deveriam ver - é um filme com cenas nojentas, mas não nojento em si, mas a situação. Dá asco de pensar que vivêmos em um país assim que ganha em cima de pobres, de incapazes, que vivemos com uma pequena parcela da sociedade que produz ladrões, assassinos, corruptos... e não só vivemos com ela, como também queremos ser como ela!

É um filme que nos coloca na verdade, quebra o conta-de-fadas que vivemos. Mais-ou-menos como se descobríssemos que somos adotados (muitos até devem ser). Primeiro vem aquele choque, depois a negação, depois a revolta e por último a aceitação (essa parte é perigosa).

É lamentável que não haja mais divulgação desse filme devida a sua alta crítica à sociedade. Imagina se esse filme passasse na Globo na Tela Quente! Eu mesma, tenho certeza que, se não fosse pela minha professora ter levado esse filme para aturma assistir, jamais teria conhecimento da película.

Quando vi esse filme meu mundo caiu, sério. Descobri que estava vivendo uma mentira.

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Atena Negra em 29/04/2011Nota: 7     

Gostei desse filme. É cru e realista, mostrando as coisas exatamente como são. Uma grande denúncia.

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Rodolfo em 06/01/2005Nota: 4     

Um filme que mostra muito bem a realidade em que vivemos no brasil e no mundo pois a corrupção esta ficando cada vez mais absurda aonde iremos parar desse jeito.

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Jackson Raymundo em 19/01/2005Nota: 5     

O filme é absolutamente ousado e original em muitos aspectos. Ao desmascarar coisas tidas como consensuais hoje em dia, como o papel do chamado "Terceiro Setor", ele faz do filme denúncia social, mas não de forma panfletária, e sim sutil e fugindo do maniqueísmo "bemXmal". É um filme imperdível, que angustia e incapaz de deixar qualquer pessoa indiferente.

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Ana Karina de Carvalho Oliveiraa em 23/01/2005Nota: 5     

Extraordinario!O filme incomoda, te tira da poltrona, te doi em algum lugar...Parece que fica nos perguntando o tempo todo o que, daquilo tudo, nos ja fizemos, falamos, pensamos. Alem de tudo, eh tecnicamente muito bem realizado.

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 04/01/2005Nota: 3.5     

O diretor paranaense Sergio Luis Bianchi volta a empunhar artilharia pesada contra as instituições brasileiras que ao invés de diminuirem o hiato entre as camadas mais favorecidas e as menos favorecidas economicamente, acabam por amplificar a miséria. ONGs, políticos corruptos, pilantras de toda espécie, enfim, ninguém escapa dos tiros da metralhadora giratória sob o comando de Bianchi. De acordo com os dados da arrecadação das aproximadas 20.000 organizações não governamentais, num prazo de dois anos todos os moradores de rua poderiam receber um apartamento. A crítica corrosiva do diretor atinge as ONGs, que são caracterizadas como uma sub-espécie de serviço público, repletas de mamatas, ou seja, os mesmos vícios que o estado brasileiro carrega no seu ventre desde o início da colonização. A analogia entre a sociedade escravocrata do século XVIII e os tempos atuais é o recurso que Bianchi utiliza para evidenciar que nada mudou em termos sociais na história brasileira. A polarização entre os exploradores e explorados não se modificou no transcurso dos últimos cinco séculos. O filme é uma mistura de documentário com ficção, que faz uso de um humor negro, que, por sinal, não poupa o politicamente correto relacionado aos pobres e negros (a cena em que as crianças são escolhidas para um comercial de uma ONG, cujo percentual de 75% de meninos negros é exigida pelo diretor dessa organização). Não pensem que é uma visão leninista-trotskista. Até mesmo o pessoal da esquerda leva chumbo, fato que corrobora com o que vem acontecendo no seio de nosso poder legislativo, em Brasília. O trabalho de atores é o que menos importa. Portanto, os atores Herson Capri, Caco Ciocler, Myriam Pires, Lázaro Ramos, Joana Fomm e toda a molecada que aparece são meros coadjuvantes diante do roteiro que dinamita a hipocrisia institucionalizada em nosso país. E tudo com muito humor.

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Lisete de Sílvioa em 15/01/2005Nota: 5     

O filme é saudavelmente angustiante por defrontar-nos com a realidade do país, sem qualquer tipo de condescendência ou melodrama. Inteligente por não ser maniqueísta, o que se nota pelo jogo dosmesmos atores em vários papéis e escancarando a flacidez com que o ser humano se rende ao poder e ao dinheiro. Mais que um drama, parece um "documentário" da história do Brasil.

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Janaínaa em 14/01/2005Nota: 5     

Não mais estamos no período em que o Brasil utilizava-se da mão de obra escrava de negros,porém ainda os negros são reprimidos,ainda são (juntamente com os brancos pobres) explorados...somos escravos sim,mas não de um senhor e sim do capitalismo,do tempo,do sistema...enfim,isso é uma questão social muito gritante! Sergio transferiu isso para as telas do cinema,provando mais uma vez que o Brasil tem alguma poucas,mas excelentes produções!!!este filme não é uma analise superficial da sociedade em que vivemos,e sim uma grande reflexão que vale ser lembrada e que eu,certamente,assistirei muitas vezes!

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Márcia Matos Rodriguesa em 18/01/2005Nota: 4.5     

Este filme retrata a realidade do povo brasileiro que sempre luta para conseguir algo melhor só que nunca alcança isso porque a classe trabalhadora é sempre inferior e que é por situações iguais ás existentes no filme que hoje há tanta desigualdade social.Os mais favorecidos quando ajudam aos pobres na verdade usam de uma falsa solidariedade. É incrível a comparação na sociedade do século XVII com a atualidade e observar que continua a mesma.A situação brasileira foi muito bem apresentada nesse filme.

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Luigi Barrichello em 07/01/2005Nota: 4     

Um belo filme, de primeira. Um tapa na cara da elitezinha idiota, perdida, deslavada e "boazinha", que faz "favores" à população necessitada e chama de "emprego". Fora a questão histórica que o filme aborda, que faz toda diferença. Vale a pena!

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