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    A Dama do Lotação
    A Dama do Lotação
    17 de abril de 1978 / 1h 30min / Drama
    Direção: Neville D'Almeida
    Elenco: Sônia Braga, Jorge Dória, Cláudio Marzo
    Nacionalidade Brasil
    Usuários
    3,5 33 notas e 12 críticas
    Avaliar :
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    Vou ver

    Sinopse e detalhes

    Carlos (Nuno Leal Maia) e Solange (Sônia Braga) se amam desde jovens e, após um casto namoro, se casaram. Na noite de núpcias, Solange se recusa a fazer amor com ele. O marido implora e sem sucesso, em um acesso de raiva, estupra a esposa. Solange afirma que o adora, mas nos meses que se seguiram ao casamento ela não pode ser tocada por Carlos. Para provar a si mesma que não é frígida, começa uma rotina diária de seduzir homens que ela nunca viu nem verá novamente e nem mesmo sabe seus nomes. Além disto, ela tem relações com o melhor amigo de Carlos e até mesmo com seu sogro (Jorge Dória). Carlos entende que ela é infiel e, armado, confronta Solange. Enquanto isso, ela busca ajuda psiquiátrica, pois não sente nenhum remorso.

    Distribuidor -
    Ver detalhes técnicos
    Ano de produção 1978
    Tipo de filme longa-metragem
    Curiosidades 3 curiosidades
    Orçamento -
    Idiomas Português
    Formato de produção -
    Cor Colorido
    Formato de áudio -
    Formato de projeção -
    Número Visa -
    Pela web

    Elenco

    Sônia Braga
    Personagem : Solange
    Jorge Dória
    Personagem : Pai de Carlos
    Ficha completa

    Comentários do leitor

    Priscila F.
    Priscila F.

    Segui-los 27 seguidores Ler as 3 críticas deles

    3,5
    Enviada em 18 de fevereiro de 2015
    O filme retrata bem o universo da literatura de Nelson Rodrigues fazendo crítica à moral a sociedade burguesa da época, atuações maravilhosas com destaque para Sônia Braga que nesse filme atinge o auge de sua sensualidade, além disso aborda questões psicológicas e de comportamentos de uma maneira muito inteligente. Gostei e recomendo.
    Leo2903
    Leo2903

    Segui-los Ler as 20 críticas deles

    0,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    Péssimo roteiro e diálogos fraquissimos. O pior é que o filme não tem uma conclusão ou moral da história, pois depois dos 30 minutos iniciais só acontece uma coisa: A Sonia Braga atacando todo homem que ela acha pela frente (gordo, velho, careca, cara pedindo dinheiro, etc), e isso vai repetitivamente até acabar o filme. O sucesso do filme é facilmente explicado pelo excesso de nudez e sacanagem. Como a pornografia não era ...
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    alex
    alex

    Segui-los Ler as 28 críticas deles

    2,0
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    Uma especie de Belle de Jour tropical, sem a genialidade de Bunuel mas com muito mais sal e erotismo que Deneuve, Dama do Lotação transformou Sonia Braga na bombshell brasileiro nos anos 70 e mostra, realisticamente, o universo urbano carioca habitado pelas observações e imaginação do grande Nelson Rodrigues. Alem disso, o filme levou milhões ao cinema, consolidando um boom do cinema nacional no final dos anos 70 e começo dos ...
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    Algum Alguém
    Algum Alguém

    Segui-los Ler a crítica deles

    5,0
    Enviada em 13 de junho de 2020
    Cheio de pornografia, me aliviei! Puxa vida, eles tiveram que gastar muita grana pra alugar esses busões!
    12 Comentários do leitor

    Fotos

    Curiosidades das filmagens

    1 milhão de espectadores

    Foi o primeiro filme a, no Brasil, alcançar a marca de um milhão de espectadores em apenas uma semana.

    Grande público

    É o 3º maior público do cinema brasileiro, com 6,5 milhões de espectadores. Acima dele estão apenas Tropa de Elite 2 (2010) e Dona Flor e seus Dois Maridos (1976).

    Censura

    Teve uma cena cortada pela Censura, na qual personagens fumavam um cigarrinho "que não é o convencional", diz o parecer.

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    Comentários

    • Andries Viljoen
      Contudo, com relação a Dama do Lotação, já te passou a ideia de que, na verdade, ela sonhava com as transas, não realizando-as? Se você prestar atenção, antes de cada transa aparecia uma cena com o casal dormindo no quarto. O final do filme, com o psicanalista dizendo que aquilo era 'normal', pra mim, deixa isso bem claro.Abs.
    • Andries Viljoen
      Mas parece que o Neville aproveitou a coincidência do texto do Nelson com A BELA DA TARDE do Buñuel e chamou a Sônia pra estrelar o filme. Ela foi realmente muito corajosa, em fazer um filme como esse quando era muito famosa e no auge da beleza. Mas o Nelson ajudou no roteiro também, pelo que sei em uma entrevista que o Neville deu ao Canal Brasil no Tarja Preta. O Doria, está perfeito. O elenco é realmente genial, uma geração extraordinária que o cinema brasileiro produziu. Quando o cara entra no cemitério com ela e ela diz adoro o cemitério, ás vezes leio as lápides, procurando a minha é genial !!A maior prova era a quantidade de reprises na net, o tempo todo.O bom das adaptações da obra do Nelson dos anos 70 é que a produção podia contar com os pitacos do mestre em pessoa. E quando acabava o enredo do texto que ele tinha escrito, já ia acrescentando essas tiradas geniais. É por essas outras que foi uma maravilha de geração mesmo, as coisas não pareciam requentadas, superficiais.Porém, acerca do Neville penso que ele cometeu atentados sérios a cabeça dos jovens que assistiam seus belos filmes como meros filmes eróticos, porque ele conseguiu ir muito fundo nas paranoias que o Nelson criou ao relatar, as coisas que atravessam o cotidiano dos homens e mulheres médios, fazendo passar coisas capazes de destruir os mais belos modelos de conduta....Assim como Os Sete Gatinhos, foi um filme ousado para a época. Só a atuação do Lima Duarte no Os Sete Gatinhos, por exemplo, diz tudo! Embora não seja um filme de autor, pois Sônia Braga no auge da beleza e da fama herdada de Dona Flor domina a cena - e entrando nua na piscina do motel, então hein? -e faz desse filme um sucesso, inclusive de bilheteria.
    • Andries Viljoen
      Ao contrário de Arnaldo Jabor, que partiu da experiência de condensar “O Casamento” – romance de mais de 200 páginas –, Neville D’Almeida teve que expandir o enredo de “A Dama do Lotação” (1978) – pequeno conto originalmente publicado em “A Vida Como Ela É...”, coluna assinada por Nelson Rodrigues em “A Última Hora” entre 1951 e 1961.Antes de virar série de televisão nos anos 90, “A Vida Como Ela É...” aproximou o escritor de um publico heterogêneo, acostumado tanto a Dostoievski quanto a embrulhar peixe no jornal da véspera.Essa frugalidade do material jornalístico – assumida sem traumas por outro mestre da literatura, Rubem Braga – não impediu o refinamento cada vez maior dos textos de Nelson, um jovem senhor àquela época, no auge dos seus quarenta e tantos anos de idade, acostumado a teclar na máquina Remington com os dois dedos indicadores.Em “A Dama do Lotação” Solange e Carlinhos, namorados de infância, casam-se e o marido começa a suspeitar da esposa. Ficamos sabendo detalhes das famílias, do melhor amigo de Carlos, Assunção, e das rotinas de Solange, interessada a entregar-se todos os dias ao primeiro homem que visse no “lotação” – sinônimo antigo para os ônibus do perímetro urbano da antiga capital federal.Frágil e recatada com Carlos, Solange recusa-se a deitar com ele. Acreditando-se pura, sem qualquer indício de culpa, preserva o amor de Carlos acima de todas as coisas, deixando a parte “suja” aos homens quaisquer.Na versão adaptada e dirigida por Neville D’Almeida, há a intenção clara de dar caras e corpos aos conflitos subentendidos por Nelson, narrados no tempo em que não havia motéis, pílulas anticoncepcionais e o máximo de bestialidade que chegava ao público eram as curras de jovens consumidores de lança-perfume.Assim, a atmosfera ultra-naturalista do filme, de suor, calor e sexo, está refletida em muitas criações do diretor. O episódio em que Assunção (Paulo César Peréio) e Solange (Sônia Braga) flertam com os pés debaixo da mesa do jantar, é ambientado no show das mulatas de Sargentelli, o “Oba-Oba”. Na crônica, o momento servia de mero gancho, no qual Carlos (Nuno Leal Maia) percebia o algo mais entre os dois.Idem a clássica cena do banho de cachoeira com o motorista de ônibus, Bacalhau (Roberto Bonfim) – amigo do trocador Mosquito (o impagável e saudoso Ivan Setta) –; o psicanalista entediado (Cláudio Marzo) –; o affair com pai de Carlos (Jorge Dória), chicoteado pelas roupas da nora; os coitos no meio do cemitério – enquanto passa o cortejo de sepultamento –, na praia, com um vadio (Paulo Villaça) ou no mato, com um ex-funcionário do marido.O caso entre a falecida mãe de Carlos e uma amiga de colégio (Yara Amaral), merece consideração especial. No filme a carta bombástica, escrita pela última e entregue ao viúvo, parece ter saído das páginas de “Suzana Flag” – pseudônimo de Nelson, nos tempos de conselheiro sentimental –, apesar de não existir no conto original de “A Dama do Lotação”.Mas quando Carlos descobre as aventuras de Solange e declara-se morto para o mundo, trajado de cadáver sobre a cama, as mãos fixas, entrelaçadas sobre o peito, voltamos às sensações do texto em estado bruto. O fim revela o realismo quase-fantástico de Nelson, na imagem da morte imponderável, carregada nas tintas até para o próprio recreamento do escritor.Na ocasião do filme, a estrela Sônia Braga estampava as telenovelas, as revistas “Amiga”, e os produtos de exportação internacional, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Encarou o desafio de encarnar a neurótica com grande talento, a ser considerado sem os preconceitos que rondam atrizes bem fornidas. Delicada ou fora do eixo, uivando no encontro com Dória, transtornada entre os bancos do ônibus, a Solange de Sônia Braga não é diminuída na comparação com a ficcional. Ressalte-se também a qualidade da trilha sonora de Caetano Veloso, assobiada por dez entre dez pessoas depois da projeção.Se Neville D’Almeida empenhasse uma porcentagem da energia gasta em suas produções, para a consagração como diretor “sério”, poderia se deitar em berço esplêndido, com medalhões de louvor. O trabalho em “A Dama do Lotação” deve ser visto com calma por suas referências inter e extra-textuais, além de alcançar a sexualidade feérica, objetivo óbvio.Nelson co-produziu “A Dama do Lotação” – como de praxe nas adaptações de seus filmes nos anos 70, levando consigo a família Rodrigues, irmã e filho, para participar da equipe técnica. Nas entrevistas, repetia a máxima conhecidíssima, rebatendo comentários sobre o excesso de cenas picantes em adaptações para sua obra. Ouçam ao fundo aquela voz inconfundível, emitida num fiapo de força, antes de cair o pano: “Mas afinal o que vocês queriam do filme? Meu doce de coco, um filme não é um bombom de cereja!”.
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