Título original: (Mallrats)
Lançamento: 1995 (EUA)
Direção: Kevin Smith
Atores: Shannen Doherty, Jeremy London, Jason Lee, Claire Forlani.
Duração: 94 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Dois estudantes muito amigos ficam chateados, pois suas respectivas namoradas rompem com eles no mesmo dia. Assim, eles vão ao shopping local para arejar a cabeça e, se possível, encontrar um meio de recuperarem suas namoradas. Mas esta simples ida ao shopping acaba se transformando em uma sucessão de confusões.
O diretor Kevin Smith (foto) ficou conhecido pelo seu humor cheio de referências à cultura pop, c...
por Roberto Cunha A notícia não é bem sobre cinema, mas diz respeito a um cineasta cultuado mundo afora ...
João Paulo em 05/01/2001Nota: 4
Este é meu filme preferido. Não que seja o melhor filme do mundo, mas é o que eu mais gosto. Há cenas como a do chocolate que dá piriri, o diálogo irreal com Stan Lee e a leitura da carta de abandono que o "sega boy" ganha da namorada. Henrique V ainda é muito melhor, mas eu prefiro Barrados para ver com meus amigos.
Nano Souza em 02/01/2001Nota: 3.5
Segundo filme de Kevin Smith após o elogiado "O Balconista", "Mallrats" foi subestimado por crítica e público em parte devido ao título idiota dado por aqui, "Barrados no Shopping" (referencia à atriz Shannen Doherty, da série "Barrados no Baile"). O filme é explicitamente inspirado nas produção de John Hughes, uma das fixações de Smith. Tal como no universo adolescente de Hughes, Smith tenta trazer filosofia de almanaque às situações mais banais, típicas do cotidiano de jovens de classe média americanos. Faz isso através de diálogos bem "sacados" e descontraídos, sem tornar o filme maçante, ou seja, película típica daquelas "sessões da tarde", bem ao estilo de Hughes. Para fazer usos desses diálogos e dessas "lições de vida" Smith apresenta outra de suas fixações: as histórias em quadrinhos, na pessoa de Stan Lee, o criador de personagens famosos como Homem-Aranha, Hulk e X-Men e também autor de HQs aparentemente descartaveis e divertidas, mas que sem cair no pieguismo também tratavam de questões filosoficas e sociais. Foi graças em grande parte às suas histórias que os super-heróis das HQ se humanizaram, deixando de serem seres divinos e aproximando mais de simples mortais como nós.Para quem esperava uma continuação de "O Balconista" pode ter sido uma decepção, mas Smith pretendia claramente começar a atingir um outro público e fez isso de forma humilde e cautelosa. Uma boa diversão, sem maiores prejuízos para o autor ou seus admiradores.
Henrique Miura em 04/01/2001Nota: 3.5
Após fazer um inesperado sucesso com o ótimo "O Balconista" (1994) - um filme rodado em preto e branco com uma orçamento modesto - Kevin Smith retornou em 1995 com este divertidíssimo "Barrados no Shopping". Assim como na época do lançamento, o filme é até hoje muito críticado - muitos o chamam de tosco, mal-feito e infantil. Talvez estivessem esperando um novo "O Balconista" e acabaram se decepcionando - mas ainda assim, este não dá motivos para ser alvo de críticas pesadas. Tudo bem, concordo que o filme é tosco e mal-feito (realmente tem cenas que são rodadas de forma bem podre, os erros são notáveis!), e até mesmo que ele seja infantil. No entanto, dúvido que exista alguém que não se divertiu assistindo um filme tão descompromissado, inteligênte, e que faz paródias interessantes e ainda consegue ter uma ligação de personagens muito ! envolvente. São muitos personagens, e muitos relacionamentos. Assim como em seus outros filmes, Smith passa para a tela todas suas influências da cultura pop moderna. Da música, das histórias em quadrinhos, da saga Star Wars, tudo parece figurinha carimbada nas fitas do diretor. Falando em figurinha carimbada, o elenco é cheio de nomes que aparecem com freqüencia nos filmes de Smith, nem que seja em participações minusculas. Aqui encontramos nomes como: Ben Affleck, Jason Lee, Joey Lauren Adams, além de Jason Mewes e Kevin Smith reprisando os papéis de, respectivamente, Jay e Silent Bob, a dupla que aparece em todas as fitas do diretor e que ganharam um filme próprio em 2001, intitulado "Jay and Silent Bob strike back", muito bom para quem gosta do diretor, por sinal. Além disso, aqui encontra-se também outras marcas registradas do diretor como, por exemplo, os afinados diálogos com uma carga de inteligência fora do comum, e a naturalidade incrível ao tratar os assuntos em questão. Neste segundo filme dirigido e roteirizado por Kevin Smith, Jason Lee e Jeremy London interpretam respectivamente Brodie Bruce e T.S. - Este primeiro namorava uma bela garota, que acabou abandonando-o por causa de seu vício em vídeo-game e sua obsessão por HQ's, e também pela falta de compromisso na realção entre eles (ele nem apresentou-a para sua mãe, e esse foi um dos diversos motivos para a moça abandoná-lo). Já o segundo acabou perdendo a namorada no dia em que iria partir com ela para outra cidade - porém, por uma sucessão de falhas, ela também acabou não querendo mais nada com ele. Curiosamente, os dois relacionamentos acabaram no mesmo dia. Para esfriar um pouco a cabeça, os dois amigos resolvem ir para o Shopping,- e é nesse estabelecimento que se desencadeia todas as situações do filme, onde os dois se metem em diversas confusões com muitos personagens. Dentre estes muitos personagens, temos Shannon Hamilton (Ben Affleck), um funcionário de umas das lojas do Shopping, que não vai com a cara de Bruce e acaba tentando um envolvimento com a ex-namorada do rapaz. Claro, Bruce fará de tudo para boicotar qualquer possibilidade de relação entre eles. Enquanto isso, a dupla dinâmica Jay e Bob também estão presentes no Shopping armando - claro - uma grande confusão -, aqui Bob empolgado com "O Império Contra Ataca" e "O retorno de Jedi", tenta usar a força (!?!), eles querem impedir que um programa que une casais (programa ao molde Fica Comigo da Mtv) seja realizado no local (claro, não faltará problemas com a polícia). O produtor desse programa é Jared Svenning (Michael Rooker), o pai da ex-namorada de T.S., que também quer o boicote do programa, já que a pretendente será ninguém menos do que sua ex, por quem ele ainda é apaixonado. Espere muita confusão! O roteiro assinado por Smith é divertidíssimo. Chega em um certo momento da história, onde muitas coisas estão soltas na história e você fica imaginando o que aquilo irá influência na trama em geral. Existe, por exemplo, um cara estranho que fica olhando um quadro, onde com o jogo de imagens, se encherga um barco à vela, no entanto ele não consegue decifrar as imagens, enquanto todo mundo consegue. Mas acredite, tudo irá se ligar, ou irá ser importante para um fato futuro ser resolvido. Acredite se quiser, mas até as tentativas de Silent Bob de usar a força irá ter uma forte influência no desfecho da trama. Por termos dois protagonistas com problemas de relaciomentos parcelamente distintos (um vê sua ex com um cara, e o outro vê sua ex em jogo em um programa de Tv), facilmente pode-se dividir o filme em dois - tipo, certos personagens são para uma histórinha e outros são para a outra histórinha. Apesar disso, não atrapalha. Complementados os fatos peculiares nas fitas de Smith. Aqui encontramos seqüencias daquelas que só encontraríamos em uma fita do diretor. Em uma cena, por exemplo, os personagens em busca de saber o futuro, vão à uma vidente que faz topless em suas consultas, e na verdade, ao invés de bola de cristal, sua visão é absorvida de seus seios, que curiosamente tem uma certa, digamos, diferença dos normais. A aposta de Smith não é tirar risos especificamente da mulher (o que, por sinal, muitos fariam), mas sim das reações extremamente distintas e reversas dos personagens. As gags tradicionais também marcam presença aqui, portanto as gargalhadas também aparecem conforme cada gag é inserida. Temos ainda aqueles diálogos de sentido duplo como, por exemplo, quando a ex de Bruce sai com ele do elevador e diz para o Hamilton, que simplesmente deu para ele "algo que queria dar faz tempo". Mal imagina ele o que era esse algo. Podem dizer o que for de Kevin Smith, mas que seus filmes são especiais, isso são. Tem até alguns apreciadores do diretor que dizem que "Barrados no Shopping" é uma derrapada na carreira do diretor. É compreensível, pois aqui a linguagem que Smith utiliza é mais pastelão, mais descompromissada e menos reflexiva do que em filmes como "Procura-se Amy" (1997) e "O Balconista" (1994), pois isso, podem facilmente achar que aqui Smith está preguiçoso e abusa das gags para tirar risos, chegando até a se tornar apelativo. Apelativo? Acho que não, pois ele sempre expões todas as situações com extrema naturalidade e personalidade, não deixando o espectador constrangido - o maior absurdo do filme soa com bastante naturalidade, e isso torna a fita mais próxima, mais parelha com tudo o que acontece à nossa volta. E, quando Smith quer trata de romance, amor e paixão, sempre nos faz acreditar nisso. Enfim, se você busca dar risos inteligêntes, românticos e agradáveis, este filme é uma ótima ! opção, assim como todos os outros filmes do cineasta. Se é assinado por Kevin Smith, eu recomendo.
Alexandre Cabral da Costa em 03/01/2001Nota: 5
Mesmo sem agradar a crítica, Mallrats (Barrados no Shopping), é o mais digno filme da contracultura dos anos de 1990's. Kevin Smith conseguiu transportar o pensamento do jovem sem compromisso com o futuro, perdendo seu tempo num shopping center. A atuação de Jason Lee como Brodie nivela com o fantástico roteiro, deixando-nos fã do personagem.
Marco Antônio em 06/01/2001Nota: 5
Esse é sem dúvida o melhor filme de Kevin Smith, pois alem de conter todos os elementos que o diretor consagrou ( principalmente os dois elementos : Jay e Silent Bob ) o filme ainda conta com uma atriz que faz a diferença: Claire Forlani!
Cada Um Tem a Gêmea que Merece
Esperava ser melhor :/
por miickaella, 13/02/2012 às 14:06
...concordo plenamente
por Diogo Timão, 13/02/2012 às 13:50
...me desculpe wesley, mas eh impressionante vc acha todo filme maravilhoso, quase todos fil...
por Diogo Timão, 13/02/2012 às 13:45
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
...O melhor HP da franquia, sem duvidas nenhuma
por Isnaildo, 13/02/2012 às 12:52