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    Para ver no streaming: 9 animações indispensáveis com personagens LGBTQIAP+
    Diego Souza Carlos
    Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.

    De A Casa Coruja a BoJack Horseman, conheça produções animadas com boas representações queer.

    Para além do Mês do Orgulho, celebrado em junho, a vivência de pessoas LGBTQIAP+ permeia inúmeras produções da cultura pop com frequência. Cada vez mais, estúdios e serviços de streaming têm diversificado suas narrativas e, com protagonistas ou não, vem incluindo perfis variados em filmes, séries, games, entre outras peças de entretenimento.

    Apesar desta abertura para a apresentação de gays, lésbicas, pessoas trans e demais integrantes da sigla nessas produções, as animações ficaram um pouco para trás, com histórias majoritariamente protagonizadas por personagens heterossexuais. Quando acontecia, normalmente pertencia a algum subtexto da trama ou era tratado de maneira implícita, como é o caso de Sakura Card Captors, em que alguns membros da trupe são claramente queer. Nestes casos (olá, Touya e Yukito!), era comum que dublagens e adaptações para outros países retirassem essas características do material de origem.

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    Muito desse estigma mudou após a exibição do 15º capítulo da 8ª temporada de Os Simpsons, exibido em fevereiro de 1997. "A Fobia de Homer" ou “Homerfobia”, hoje disponível no Star+, causou grande repercussão na época. Com participação especial do cineasta John Waters, o episódio mostra Homer se afastando de um amigo da família após descobrir que ele é gay. Amedrontado pela possibilidade de Bart ser homossexual também, o personagem o leva para caçar veados.

    Censurado pela Fox, a princípio, o capítulo foi ao ar devido à troca na direção da emissora. Pelo menos no mainstream, aquele ato seria considerado por muitos como um divisor de águas para a existência de personagens queer em produções como essa. Posteriormente, o episódio foi vencedor do Annie Award, do Emmy e do GLAAD Media Award. Ainda foi considerado "um exemplo brilhante de como trazer representações inteligentes, honestas e engraçadas da nossa comunidade para a televisão" pela Gay and Lesbian Alliance Against Defamation.

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    Tal censura se deve a um estigma de que estes assuntos seriam considerados "adultos" para o público comum de tais projetos, fora o tabu envolta dos assuntos relacionados à sexualidade. Mesmo com estes medos da indústria, todos cresceram assistindo, desenhos infantis com princesas, heróis, cavaleiros e até mesmo alienígenas focados exaustivamente em suas vidas amorosas. Nesta ruptura aberta ao longo das últimas décadas, entende-se que é preciso desvincular a linguagem de animação de conteúdos infantis, mas que existem pessoas queer de todas as idades. Então, por que tais personagens não podiam aparecer com mais frequência?

    Nas últimas décadas, assim como os direitos de pessoas LGBTQIAP+ se expandiram, as histórias sobre as várias possibilidades narrativas destas pessoas também progrediram de forma interessante. Agora, as animações fazem parte desse caldeirão cultural com exemplos como Hora de Aventura, A Família Loud, Gravity Falls: Um Verão de Mistérios e Guardiões da Mansão do Terror.

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    Entre séries adultas, fantasias distópicas, aventuras mágicas e ficções científicas infantis, confira uma lista com 9 animações indispensáveis com personagens queer.

    Arcane | Netflix

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    Baseado no jogo League of Legends, Arcane é uma animação original da Netflix e reconta as histórias de origem dos personagens de Piltover e Zaun. A trama gira em torno de uma tecnologia mágica conhecida com hextec que dá a qualquer pessoa a habilidade de controlar energia mística e essa ferramenta acaba causando um desequilíbrio entre os reinos. Ao longo dos episódios, a série apresentará ao público os caminhos que os personagens percorreram para se tornar quem são, além de também apresentar inúmeros personagens novos. Com a segunda temporada prevista para 2024, o público poderá ver o que acontece com Vi e Piltover Caitlyn.

    A Lenda de Korra | Netflix e Paramount+

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    Destemida e rebelde, a jovem Korra embarca numa perigosa jornada para se tornar um verdadeiro Avatar. Capaz de controlar os elementos, ela agora precisa defender sua cidade das forças diabólicas que habitam os mundos físico e espiritual. Mas, enquanto tenta impedir o avanço do mal, ela luta para encontrar o equilíbrio dentro de si mesma. A série pecou em demorar um pouco para estabelecer o romance entre Korra e Asami, deixando a concretização desse amor para as últimas cenas do anime - e uma sequência em quadrinhos. No entanto, além de ser uma ótima adição ao universo de Avatar, o relacionamento entre elas foi a abertura à uma nova era nas animações.

    Tuca & Bertie | Netflix (1ª temporada) e HBO Max (2ª e 3ª temporada)

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    Tuca & Bertie gira em torno da amizade entre duas mulheres-pássaro por volta dos 30 anos de idade que moram no mesmo prédio. Enquanto Tuca é uma tucano convencida e despreocupada no geral, Bertie é uma ave canora bastante ansiosa e sonhadora. Além de Tuca ser abertamente bissexual e se relacione com diferentes pessoas ao longo das três temporadas, ainda há uma gama de personagens e discussões que mergulham em temas queer.

    She-Ra e as Princesas do Poder | Netflix

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    Em She-Ra e as Princesas do Poder, antes princesa, a corajosa Adora agora leva a vida como a superpoderosa She-Ra. Após se juntar à Rebelião, ela assume a difícil missão de proteger toda a humanidade do mal. O único problema é que sua melhor amiga ficou do lado da Horda do Mal. Reboot de uma dos desenhos animados mais amados dos anos 1980, a série apresenta uma história madura e cativante do início ao fim. Em suas cinco temporadas, é possível ver diversas representações LGBTQIAP+, incluindo uma dinâmica entre a protagonista e sua amiga de infância, Catra. Essa é para quem gosta de "enemies to lovers".

    BoJack Horseman | Netflix

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    BoJack é um decadente cavalo que trabalha na TV. Uma estrela já esquecida de um seriado da década de 1990 chamado Horsin' Around, ele disfarça sua baixa auto-estima com uísque e relações fracassadas. Com a ajuda de Todd (Aaron Paul), seu parceiro humano, e a ex-amante Princesa Caroline (Amy Sedaris), ele quer deixar novamente a sua marca no mundo do entretenimento. A narrativa apresentou uma das poucas representações concretas de uma pessoa assexual no formato. Ao longo das temporadas, Todd se descobre de maneira gradual e natural.

    Kipo e os Animonstros | Netflix

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    Em um mundo completamente distópico, onde os humanos vivem no subterrâneo após perderem uma guerra contra os Animonstros, a trama acompanha Kipo, uma jovem destemida, no momento em que ela é obrigada a deixar a toca. Com a ajuda de uma turma inusitada, ela aprende a sobreviver na busca do caminho de casa e, entre humanos e mutantes, descobre que talvez tenha a chave para salvar a Terra do completo caos. Com três temporadas, a trama apresenta Benson nos primeiros capítulos. Logo, Kipo fica interessada no garoto, que revela ser gay de forma fofa e sutil. Posteriormente, o adolescente ainda se apaixona por Troy, menino de outra tribo.

    Steven Universo | HBO Max

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    A série segue as aventuras de Steven, um garoto que herdou uma poderosa missão e, junto de seus amigos Garnet, Amethyst e Pearl, precisarão proteger o mundo de certas ameaças. Enquanto Steven tenta descobrir como usar sua herança, ele passa seus dias na Beach City se divertindo com seus amigos. Praticamente todos os personagens de Steven Universo são representações de pessoas LGBTQIAP+, com uma trama que mergulha nos diferentes tipos de afeto e amor. A existência da Garnet talvez resuma o que essa série tem de tão especial: Rubi e Safira se amam tanto que não conseguiriam ficar separadas, portanto elas se fundiram e se tornaram uma das líderes das Crystal Gems.

    A Casa da Coruja | Disney+

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    A Casa da Coruja acompanha Luz, uma adolescente que encontra, por acidente, um portal para outra dimensão, onde humanos não são bem-vindos. Lá, ela começa uma amizade com Eda, uma bruxinha rebelde, e King, um jovem guerreiro. Mesmo não tendo habilidades mágicas, ela decide estudar bruxaria e se torna aprendiz de Eda. Uma das poucas protagonistas da Disney abertamente LGBTQIAP+, Luz é bissexual e tem um namoro fofo com Amity. Juntas a um grupo de amigos, as jovens tentam lutar contra o Imperador Belos, um mago opressor que deseja acabar com a magia selvagem.

    Harley Quinn | HBO Max

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    Depois de tantas idas e vindas, Harley Quinn finalmente termina seu relacionamento com o Coringa. Agora, ela tenta trilhar seu próprio caminho no mundo do crime de Gotham City: quer se tornar membro da Legião da Perdição. Para isso, ela vai receber a ajuda de outros vilões da cidade. Esta é uma das melhores versões da Arlequina: livre do Coringa, a personagem tem uma jornada interessante e totalmente desbocada. Na trama, a vilã logo encontra sua maior paixão, a Hera Venenosa e, até o momento, as duas seguem juntas na quarta temporada da narrativa.

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