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    Disney: Obras de Leonardo da Vinci, Vincent van Gogh e outros pintores que aparecem nos filmes do estúdio
    Por Lucas Leone — 25 de set. de 2022 às 03:00

    Você sabia que quadros como “Mona Lisa” e “A Noite Estrelada” podem ser vistos nas animações da Casa do Mickey?

    Através de muitos altos e baixos, de Branca de Neve e os Sete Anões (1937) a O Rei Leão (1994), a Disney continua sendo um dos estúdios mais influentes do mundo. E, claro, quando se trata dos fatores que fizeram da empresa um sucesso, não podemos esquecer a criatividade e o cuidado de seus diretores e suas respectivas equipes de produção – até com os mínimos detalhes.

    A maioria das animações da Casa do Mickey é baseada em períodos reais da História humana, como a reconstrução da Inglaterra medieval em A Espada Era a Lei (1963). Para dar autenticidade e precisão a esse gigantesco universo fictício, seus criadores costumam incluir referências à História da Arte. Mas, por vezes, as inserções são tão sutis que podem passar despercebidas à primeira vista.

    É exatamente por isso que reunimos aqui algumas das obras e pintores que aparecem nos filmes da Disney. Confira:

    “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci (1503) Também conhecida como “La Gioconda”, trata-se de um retrato da esposa de Francesco del Giocondo. Mostra uma mulher vestida à moda florentina de seu tempo e com uma paisagem montanhosa ao fundo. A expressão enigmática de Mona Lisa, parecendo sedutora e distante, deu ao quadro fama universal. A obra de Leonardo da Vinci aparece em Pinóquio (1940). Após direcionar o protagonista para a Ilha dos Prazeres – onde fumam, consomem álcool e cometem atos de rebeldia –, o jovem Mariposa desenha uma espécie de boneco de palito em cima de Mona Lisa.

    “Madalena penitente”, de Georges de La Tour (1640) Quando a protagonista de A Pequena Sereia (1989) canta sobre sua vontade de se tornar humana e caminhar ao sol, ela acende a chama de uma pintura que faz parte de sua coleção particular. A tela em questão, de Georges de la Tour, retrata Maria Madalena, arrependida e devota a Cristo. Ela está sentada e iluminada pela flâmula para questionar os temas da santidade, vaidade, feminilidade e preocupação com o Juízo Final. Assim, a pintura serve para reforçar o fato de que Ariel é a nova Maria Madalena (daí o cabelo ruivo), presa por um patriarcado restritivo e punida por seus desejos.

    “O Balanço”, de Jean-Honoré Fragonard (1767) Os quadros usados em Frozen (2013) são engraçados por um motivo: Anna entra em sua galeria, para na frente deles e decide imitar suas ações, com destaque para “O Balanço”, de Jean-Honoré Fragonard. Aparentemente, ao recuperar uma pintura rococó (de estilo leve e lúdico), a ideia era dotar um filme infantil dessa energia vital. No entanto, o significado original da obra era muito diferente: foi encomendada pelo dramaturgo francês Charles Collé, que queria um retrato de sua amante.

    “A Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh (1889) Inspirado no conto dos Irmãos Grimm, Enrolados (2010) dá um novo tratamento a Rapunzel, a garota cujos longos cabelos dourados servem como escada para subir e descer da torre. No início da animação, a protagonista é vista praticando milhões de atividades diferentes para passar o tempo – e uma delas é justamente pintar. Uma das telas que ela cria lembra bastante “A Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh. Isso faz ainda mais sentido se considerado que, assim como o pintor queria capturar a imensidão da natureza, Rapunzel também quer estender seus desejos para além das paredes que a cercam.

    "Destino", o curta-metragem de Salvador Dalí e Walt Disney (1945-2003) O pintor surrealista Salvador Dalí não só colaborou com Luis Buñuel e Alfred Hitchcock no cinema, como também desenvolveu um projeto com Walt Disney, intitulado “Destino”. A parceria começou em 1945 e durou cerca de um ano, com esboços assinados pelo artista da Disney John Hench e pelo próprio Dalí. Hench conseguiu realizar um longo teste de 18 segundos, mas os esforços foram em vão, pois o estúdio teve que abandonar a empreitada devido à grave crise econômica que atingiu a empresa durante a Segunda Guerra Mundial. Só em 2003 o artista Dominique Monfréy recuperou os rascunhos para completá-los e lançá-los no curta-metragem que contém toda a poesia visual característica de Dalí.

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