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    Quem é Linn da Quebrada do BBB 22? Cantora já fez filmes e série da Globo; conheça sua carreira
    17 de jan. de 2022 às 21:50
    Lucas Leone
    Lucas Leone
    -Redator
    Lucas só continua nesta dimensão porque Hogwarts ainda não aceita alunos brasileiros. Ele até tentou ir para Westeros ou o Condado, mas perdeu a hora do Expresso do Oriente. Hoje, pode ser visto escrevendo no Central Perk mais próximo.

    Além de dois álbuns, o currículo da artista inclui o documentário Bixa Travesty e as séries Segunda Chamada e Manhãs de Setembro.

    O Big Brother Brasil 2022 nem começou e o hype em torno dos novos participantes já é imenso. Com estreia marcada para esta segunda-feira (20), o reality show se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais desde a última sexta-feira (14), quando foram divulgados os integrantes dos grupos camarote e pipoca. Entre os brothers e sisters que conseguiram uma vaga na casa mais vigiada do país, está ninguém menos que Linn da Quebrada.

    Atriz, cantora, compositora e ativista social, ela desponta como uma das favoritas do público e um dos nomes mais buscados na internet após o anúncio oficial. As pesquisas sobre ela chegaram a aumentar mais de 3000%, como aponta um recente estudo do Semrush.

    Se você é daqueles que gostam de se inteirar sobre a vida dos participantes antes da estreia do BBB, você veio ao lugar certo! O AdoroCinema também não se aguentou de ansiedade e foi conhecer mais sobre a carreira de Linn da Quebrada. Confira a seguir:

    COMO TUDO COMEÇOU: MÚSICA PARA PENSAR E DANÇAR

    Nascida em 18 de julho de 1990, na cidade de São Paulo, Linn deu seus primeiros passos no ramo musical em 2016, com a faixa autoral “Enviadescer”. No mesmo ano, lançou as canções "Talento", "Bixa Preta" e "Mulher", que também foram ovacionadas pela crítica e pelo público. O sucesso fez com que a artista embarcasse na turnê nacional entre 2016 e 2017, intitulada "Bixarya".

    De lá para cá, Linn desenvolveu seu processo criativo musical em diferentes etapas, explorando seu corpo por meio da palavra e, a partir desta última, produzindo som e barulho. Seu disco inaugural, "Pajubá" (2018), trouxe uma linguagem própria e uma estética sonora de difícil classificação. O objetivo, porém, sempre foi simples: fazer música para pensar e dançar.

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    Em 2021, Linn lançou seu segundo álbum, "Trava Línguas", que conta com faixas como "amor amor", "cobra rasteira" e "medrosa". Rompendo com os timbres produzidos até então, a artista decide experimentar novas referências, frequências sonoras e usos da palavra.

    Hoje um dos nomes mais relevantes do cenário musical brasileiro, Linn ganhou status justamente por evocar um atrito entre verdades, tocando em tabus e desconstruindo estereótipos com seu estilo assertivo e sarcástico. Suas letras falam não apenas sobre o universo das mulheres trans e travestis da periferia, como também sobre identidade, sexualidade, preconceito, machismo, assédio e abuso sexual.

    NOVOS DESAFIOS COMO ATRIZ: DOCUMENTÁRIOS E SÉRIES DE TEMÁTICA LGBT

    Ainda em 2017, Linn participou do documentário Meu Corpo é Político, dirigido por Alice Riff, que acompanha a vida de quatro militantes LGBTQIAP+. No ano seguinte, protagonizou outro longa documental: Bixa Travesty, dirigido por Claudia Priscilla e Kiko Goifman. O projeto revisita a trajetória pessoal e profissional de Linn, que, desde cedo, enfrentou discriminação dentro da própria família e da comunidade religiosa que frequentava – Testemunhas de Jeová.

    Bixa Travesty estreou no Festival Internacional de Cinema de Berlim e, inclusive, ganhou o Teddy Award de Melhor Documentário LGBT. O prêmio foi somente um dos vários que a obra faturou em mostras nacionais e internacionais, servindo para impulsionar a carreira de sua protagonista e também roteirista.

    Das telonas, Linn passou para as telinhas em 2019, como apresentadora do programa TransMissão, ao lado de sua companheira Jup do Bairro. Exibido pelo Canal Brasil, o talk show se tornou o primeiro comandado por uma pessoa trans no Brasil, tendo como objetivo abordar, de forma mais descontraída, questões de gênero, sexo e raça.

    No mesmo ano, Linn debutou como atriz na série Segunda Chamada, da TV Globo. Na produção estrelada por Débora Bloch, ela interpretou a travesti Natasha, uma das alunas do Colégio Estadual Carolina Maria de Jesus. Sua personagem suscitou debates importantíssimos sobre transfobia, pressão social e, principalmente, sobre disputa de território – quer dizer, ter o direito de estudar e de ocupar espaços dentro do mercado de trabalho, dos ambientes religiosos e das próprias casas.

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    Em 2021, a artista conseguiu um papel em outro seriado brasileiro: Manhãs de Setembro, estrelado por sua amiga de longa data Liniker – as duas estudaram na mesma escola em Santo André e ainda moraram juntas. Linn deu vida a Pedrita, uma mulher trans que faz parte da rede de apoio da protagonista.

    Depois de tudo isso, fica fácil entender por que Linn da Quebra é uma das favoritas ao prêmio de R$ 1,5 milhão. Sua participação no BBB promete – então não perca a estreia hoje, às 22h15.

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