A Netflix tem uma grande produção em suas mãos - e sabe disso. Ao convocar Marjorie Estiano, Any Gabrielly e grande elenco para a série Habeas Corpus, o serviço de streaming demonstrou sua confiança no texto e no trabalho de duas atrizes de diferentes gerações.
Com química na frente e atrás das telas, conforme visto pelo AdoroCinema tanto nos primeiros episódios quanto em entrevista realizada em São Paulo, as artistas compartilharam bastidores interessantes desse trabalho que acaba de chegar à plataforma.
Dá para passar na OAB?
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Em entrevista ao AdoroCinema, as atrizes revelaram que houve um susto, um "choque de humildade" nas palavras de Marjorie Estiano ao adentrar no universo jurídico para mergulhar nos temas da série de 8 episódios. "Foi um choque de humildade!", brincou a estrela de Ângela Diniz. "É um mundo imenso, vasto, denso e complexo. Comecei achando que eu ia entender [tudo]". Any que ouvia atentamente, concordou rindo: "Eu também! Falei: 'Nossa, vou aprender tudo, vou sair daqui advogada, fazer o exame da OAB e passar!'.
Marjorie continuou: "O máximo que eu consegui foi me aproximar. Acho que consigo distinguir um pouco os instrumentos da lei, compreender um pouco o sistema, os braços, a complexidade, as falhas, a precariedade, onde ele precisa e como precisa ser reinventado, fiscalizado, atualizado, corrigido", explica.
“Ela sentiria muito orgulho”: 20 anos depois de Malhação, Marjorie Estiano revela o que diria para sua versão mais jovem (Entrevista)"O quanto ele é importante para a gente, porque uma coisa é você entender isso na teoria e não se dar tanto conta no seu dia a dia onde é que ele está presente. Mas depois você vai na prática, na ficção, vivendo a pele dessas personagens e ouvindo histórias reais, acompanhando pessoas da vida que têm essa história atravessada pela justiça. Então é um processo contínuo, não acaba mesmo."
As inspirações para Habeas Corpus
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A estrela do ótimo Boas Maneiras comentou ter visto diversos documentários, como Juízo, de Maria Augusta Ramos, e Sem Pena, de Eugênio Puppo. Marjorie também citou o Innocence Project Brasil, organização que investiga possíveis condenações injustas e atua para revertê-las. Durante a produção, o projeto também ajudou o elenco e a equipe a entender como a revisão criminal funciona na prática
"O próprio Innocence Project, que tem as matérias e o conteúdo sobre o processo que ele fez com a revisão criminal de algumas pessoas; matérias jornalísticas, a Folha tinha um acervo de vídeos e de um especial que eles criaram falando sobre inocentes presos. Então tinha muito material, ainda bem, porque o propósito mesmo é entender quem tá mais vulnerável nisso e a importância de olhar para isso e fortalecer a instituição do Estado", descreveu a atriz.
Nova ficção científica da Netflix une Scarlett Johansson e diretor de Os Incríveis: Projeto de 30 anos promete ser o melhor de 2026"Não tem como aprender tudo, mas a gente se esforçou muito", completou Any.