Em 2019, Euphoria nos pegou de surpresa. Ninguém conhecia seu criador, Sam Levinson, e a maior parte de seu elenco era de rostos desconhecidos. Exceto Zendaya, que já tinha uma carreira notável, o restante dos atores estava começando. Jacob Elordi, Sydney Sweeney, Hunter Schafer, Maude Apatow, Alexa Demie... Todos esses nomes que estiveram e estão tão na moda saíram da loucura frenética da série da HBO.
Com sua segunda temporada, lançada em 2022, ela terminou de nos convencer. Eram tramas sombrias, talvez demais para um grupo de adolescentes, mas faziam sentido dentro do universo da ficção. Após essa estreia, a produção parou e os problemas começaram. Os últimos quatro anos estiveram tão cheios de controvérsias e tragédias que vale a pena fazer uma recapitulação para entender o contexto em que a 3ª temporada chegou à HBO Max.
A despedida de Barbie Ferreira
Em 2022, após a segunda temporada, Barbie Ferreira decidiu deixar o projeto para evitar se transformar em "uma personagem de fundo". Ela não queria ficar estagnada, então colocou um ponto final em sua trajetória. Inicialmente, vários rumores afirmaram que ela discutiu aos gritos com Sam Levinson no set, mas ela mesma declarou que a saída foi muito menos dramática do que a imprensa divulgou.
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As mortes de Angus Cloud e Kevin Turen
Uma das piores notícias recebidas pelo elenco de Euphoria foi a morte de Angus Cloud em 31 de julho de 2023. O ator tinha 25 anos e faleceu poucos dias após enterrar o pai na Irlanda, devido a uma overdose acidental. A equipe ficou devastada e precisou de tempo para processar o ocorrido. A terceira temporada é uma homenagem à memória de Cloud. Pouco depois, em 12 de novembro de 2023, o produtor executivo Kevin Turen faleceu aos 44 anos devido a uma disfunção cardíaca aguda. Ele era uma peça-chave na equipe de Levinson.
As reclamações de ambiente tóxico
No meio de tudo isso, surgiram queixas de membros da equipe de Levinson alegando que o ambiente de trabalho era tóxico. Figurantes e técnicos afirmavam que o caos reinava no set, sofrendo jornadas intermináveis (de até 18 horas), sem alimentação servida a tempo e restrições até para ir ao banheiro.
A saída de Labrinth pouco antes da estreia
Labrinth, o músico que compunha a trilha sonora icônica da série, abandonou o projeto com um comunicado contundente pouco antes da estreia da temporada final: "Cansei desta indústria... Que se dane Euphoria", pedindo para a HBO não usar suas novas composições por se sentir maltratado.
Controvérsias de Sydney Sweeney e o fracasso de The Idol
Fora dos sets, as polêmicas continuaram. Sydney Sweeney foi criticada por associação a movimentos políticos conservadores americanos e campanhas publicitárias controversas. Além disso, a produção da terceira temporada foi congelada porque Levinson decidiu focar sua atenção em The Idol, série estrelada por The Weeknd, que foi massacrada pela crítica pelo conteúdo sexual explícito e caos organizacional.
E tudo isso nos leva à decepção da 3ª temporada de Euphoria. A maioria das críticas sobre a nova leva de episódios é que ela perdeu toda a engenhosidade e audácia pelo caminho. Não resta nada daquela reivindicação das primeiras temporadas. Em vez disso, Levinson transformou os personagens em puro espetáculo provocador, mas vazio por dentro, resultando em uma proposta apontada por muitos como machista e sem substância.