Alegrifes e Rabujos, Pigmalião 70, Kubanacan e mais: Confira a lista dos nomes de novelas mais estranhos de todos os tempos
Luiz Eugênio de Castro
Luiz Eugênio de Castro
-Redator
Um jornalista apaixonado por novelas e TV desde muito pequenininho. Fã de carteirinha de realities e vilãs icônicas!

Os novelistas e até as próprias emissoras estavam inspirados quando nomearam essas obras. Algumas têm uma explicação clara, outras nem tanto.

Divulgação/SBT/Televisa

Pícara Sonhadora, Pão-Pão, Beijo-Beijo, 2-5499 Ocupado. Não, não se trata de palavras aleatórias e desconexas, caro leitor. Acredite se quiser, esses termos curiosos deram título a novelas de sucesso em diversas emissoras. Surpreso? Então calma, pois ainda tem mais. O AdoroCinema reuniu abaixo os 13 nomes mais inusitados da teledramaturgia. Confira a lista!

2-5499 Ocupado (1963)

Divulgação/TV Globo

Parece o nome de um filme de ficção científica, mas não é! A primeira telenovela diária da televisão brasileira, transmitida em 1986 pela TV Excelsior, tinha esse título estranhíssimo e foi estrelada pelo casal Glória Menezes e Tarcísio Meira. Ela interpretava uma detenta que trabalhava como telefonista na prisão, e 2-5499 era simplesmente o número do xilindró!

Electra, Júpiter, Adisabeba... As novelas brasileiras têm uma coleção de personagens com nomes bizarros e você provavelmente não lembra de todos

Pícara Sonhadora (2001)

Divulgação/SBT

A versão brasileira da novela mexicana La Pícara Soñadora, exibida pelo SBT em 2001, ganhou tradução literal. Pícara significa “esperta” em espanhol, mas Silvio Santos fez questão de manter o termo no título. Na trama de Pícara Sonhadora, Mila (Bianca Rinaldi) e Alfredo (Petrônio Gontijo) recriam o clássico romance entre uma moça pobre e um homem rico.

Pigmalião 70 (1970)

Divulgação/TV Globo

A novela Pigmalião 70, da Globo, é uma adaptação da peça Pigmalião, de George Bernard Shaw, que, por sua vez, é baseada no mito no Pigmaleão. No teatro, um professor tenta transformar uma humilde vendedora de flores em uma dama da sociedade. Já na TV é uma mulher, Cristina (Tonia Carreiro), que se propõe a mudar a vida de um vendedor de frutas.

Kubanacan (2003)

Divulgação/TV Globo

Exibida pela Globo, Kubanacan (2003) se passa em um país caribenho fictício que dá nome à novela e enfrenta uma crise econômica e política. O enredo acompanha Esteban (Marcos Pasquim), um pescador misterioso que surge do mar sem lembrar do passado. Enquanto tenta descobrir quem é, assume várias identidades e vive entre brigas e romances conturbados.

Kubanacan
Kubanacan
Data de lançamento 2003-05-05
Séries : Kubanacan
Com Marcos Pasquim, Adriana Esteves, Danielle Winits
Usuários
3,3
Assista agora em Globoplay

Alegrifes e Rabujos (2004)

Divulgação/Televisa

Exibida pelo SBT entre 2004 e 2005, a novela mexicana Alegrifes e Rabujos conta a história de um grupo de crianças curiosas que entram às escondidas em uma mansão, supostamente mal-assombrada. Lá, elas conhecem o milionário Aurélio (Héctor Ortega), dado como morto, mas que na verdade finge ser um fantasma para assustar a vizinhança. "Alegrifes" e "rabujos" são termos inventados pelo personagem e não constam em nenhum dicionário!

Pão-Pão, Beijo-Beijo (1983)

Divulgação/TV Globo

Pão-Pão, Beijo-Beijo foi exibida pela Globo nos anos 80 e você deve estar se perguntando: "Tá, mas o que esse nome tem a ver?". Pois bem, o título é uma variação da expressão pão, pão, queijo, queijo, que atualmente está em desuso na língua falada do Brasil. A frase se referia a algo que estivesse ou deveria estar bem esclarecido, com franqueza, em pratos limpos.

A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990)

Reprodução/X

O título parece mais o álbum de uma dupla sertaneja do que qualquer outra coisa... Mas trata-se de uma obra televisiva! Sucesso da década de 1990, A História de Ana Raio e Zé Trovão foi produzida pela extinta Rede Manchete, sendo a segunda telenovela mais longa da emissora. O nome já é autoexplicativo, mas, caso precise saber, a trama conta a história de amor de Ana Raio (Ingra Liberato) e Zé Trovão (Almir Sater), dois peões do interior.

Os Ossos do Barão (1973)

Divulgação/TV Globo

Em Os Ossos do Barão, da TV Globo, Egisto Ghirotto (Lima Duarte), descendente de italianos, começa como empregado na fazenda do Barão de Jaraguá e faz fortuna na Revolução Industrial em São Paulo. Ele possui tudo que o barão tinha, inclusive os ossos do nobre, comprados junto com urna câmara mortuária. Em 1997, a obra ganhou um remake no SBT.

Café com Aroma de Mulher (1994)

Divulgação/Televisa

Esta novela colombiana já foi reprisada inúmeras vezes e até ganhou um remake em 2021, mas o título Café com Aroma de Mulher ainda soa estranho aos ouvidos. Na história, Gaivota (Margarita Rosa de Francisco), uma colhedora de café - sim, por isso o nome! -, e Sebastião (Guy Ecker), um herdeiro rico, têm uma história de encontros e desencontros.

Pedro, o Escamoso (2003)

Divulgação/Televisa

Já esta outra trama colombiana gira em torno de um homem brega - tal como o título! - chamado Pedro Coral Tavera (Miguel Varoni), que se muda de uma cidade pequena para a capital do país, Bogotá. Lá, ele é contratado como motorista da viúva Paula Dávila (Sandra Reyes), por quem é platonicamente apaixonado. A produção está disponível na Netflix.

Poucas, Poucas Pulgas (2003)

Divulgação/SBT

Telenovela infantil produzida pela Televisa e transmitida pelo SBT entre 2003 e 2004, a obra gira em torno da amizade de Julián Montes (Ignacio López Tarso), um senhor reclamão, mas bondoso, com duas crianças, Danilo (Santiago Mirabent) e Alexandra (Natasha Dupeyrón). O nome é uma referência a Tomás, cão inseparável do menino!

As Tontas Não Vão ao Céu (2010)

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Também foi produzida pela Televisa, As Tontas Não Vão ao Céu conta a história de Cady (Jacqueline Bracamontes), que foi abandonada pelo noivo no dia do casamento. Indignada e humilhada, ela decide recomeçar sua vida, fingindo estar morta, mudando-se para outra cidade e assumindo uma nova identidade. Sozinha sim, mas tonta? Jamais!

Boogie Oogie (2014)

Divulgação/TV Globo

Encerrada há uma década na faixa das 18h da Globo, Boogie Oogie acompanha a trajetória de duas meninas, Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que são trocadas ao nascer por uma enfermeira vingativa e crescem com personalidades opostas. E o que significa o título? Boogie Oogie era o nome da discoteca da novela, que remete ao boogie-woogie, estilo musical e de dança que influenciou a cena musical e dançante dos anos 1970.

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