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    Coletiva "Os Mercenários" - Sylvester Stallone
    Por Francisco Russo — 6 de abr. de 2009 às 00:00

    Passagem relâmpago de Sylvester Stallone e Giselle Itiê

    por Roberto Cunha

    Com uma entrevista coletiva marcada em cima da hora, Sylvester Stallone e Giselle Itiê atenderam a imprensa em irrisórios 25 minutos, respondendo a cerca de 15 perguntas. O evento pareceu mais um "cala a boca" por conta da proibição da presença da imprensa durante as filmagens do que - realmente - uma oportunidade de contar um pouco mais do seu futuro trabalho em terras brasileiras. América do Sul, Brasil e Rio de Janeiro Embora a assessoria tenha dito que o filme não vai identificar o país do filme como o Brasil, a questão do estereótipo errado que fazem de nosso País veio à tona. Stallone disse ter gostado daqui e que filmar aqui é financeiramente viável. Além, segundo ele, de poder contar com bons profissionais locais e as leis permitirem rodar determinadas sequências de ação (não especificou quais) que não são permitidas nos Estados Unidos. Para completar, afirmou que precisavam do visual de floresta também e que Brasil reunia todos esses quesitos. Filmes de ação dos anos 80 Sobre o retorno ao filmes de ação/guerra, Stallone foi categórico com um sonoro "sim". Mas ressaltou a inclusão de modernidades que a tecnologia permite, lembrando que farão algumas cenas de ação incríveis. E que a mocinha não será o eterno papel de mulher frágil e indefesa que precisa ser salva pelo herói. Desta vez, segundo ele, o personagem Sandra (Itié) será uma mulher forte e determinada. Ditadura: qual a inspiração? Stallone afirmou que pesquisou sobre a Coréia do Norte, El Salvador e Uganda. Falou de como os ditadores são seres fascinantes, que começam com uma grande filosofia, mas que se perdem numa loucura total. Sobre o ditador do filme, segundo o diretor, o que se verá será baseado em exemplos reais. Cinema brasileiro Stallone foi objetivo e disse conhecer os filmes de diretores que filmam fora como Fernando Meirelles, citando O Jardineiro Fiel e Cidade de Deus. A curiosidade fica por conta do fato de ter falado que viu alguns em que Sônia Braga participou sem dar nomes dos filmes. Atriz brasileira Quando perguntado sobre a escolha da atriz Gisele Itié, Stallone contou que, primeiro, pensaram numa atriz americana, mas quando estiveram para escolher as locações pensou que poderia "dar uma olhada nos talentos locais". Falou das entrevistas com vários nomes selecionados pela produção (divulgados pela imprensa na época) e que depois, já nos Estados Unidos, viu as fitas de testes. Como queria usar um novo talento brasileiro e não apenas um rostinho bonito, optou por uma atriz muita dedicada, que treina e estuda muito. O papel da brasileira O diretor, como era de se esperar, foi só elogios ao falar da sorte de contratar a atriz brasileira. E deixou claro para os presentes que o papel dela é importante. Segundo ele, "é o coração do filme, a razão pela qual os mercenários voltam, para lutar por uma causa até a morte", lembrando que o tema da redenção já foi muito usado em sua carreira. Locações Como já foi divulgado pela imprensa anteriormente, as filmagens acontecerão no Parque Lage (RJ) e depois em Mangaratiba, onde rodarão a cena do resgate de Sandra das garras do inimigo. Sobre dirigir e atuar O diretor disse que é cansativo, mas vale a pena. Dessa forma, disse ele, não se pode transferir a culpa para ninguém. A responsabilidade é toda sua. Presença de lutadores reais no filme Em "Os Mercenários", a produção contratou atores que são lutadores na vida real, como Randy Couture e Steve Austin. Stallone disse que a única razão das pessoas estarem no filme é porque preenchem os requisitos necessários. Para ele, Randy Couture é uma personalidade do esporte que tem um visual diferenciado e que lembra até um gladiador.

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