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    Paulo Gustavo morre aos 42 anos de idade; relembre a trajetória do comediante no cinema e TV
    Por Kalel Adolfo — 4 de mai. de 2021 às 22:00

    Após piora no estado de saúde, o ator e comediante não resistiu às complicações do COVID-19 e faleceu nesta terça-feira (4).

    O ator e comediante Paulo Gustavo faleceu hoje, aos 42 anos, no Rio de Janeiro. Internado com COVID-19 desde o dia 13 de março, o protagonista da icônica franquia de filmes Minha Mãe é Uma Peça percorria uma intensa batalha para se recuperar. No último mês, chegou a respirar com a ajuda de um pulmão artificial e apresentou leves melhoras. Contudo, nesta semana, ele sofreu uma embolia gasosa, que acabou lhe causando danos cerebrais severos e um quadro irreversível.

    De acordo com boletins recentes, Paulo Gustavo chegou a interagir com a equipe médica antes de ter piora súbita e ser submetido a uma cirurgia de alto risco. O humorista deixa o marido Thales Bretas e dois filhos: Romeu e Gael, que nasceram em 2019.

    Legado de Paulo Gustavo no cinema é imensurável

    O humorista deixa um legado inesquecível para o Brasil inteiro. Todos os filmes da trilogia Minha Mãe é uma Peça alcançaram mais de um milhão de espectadores no cinema. Até mesmo os longas estrelados pelo ator atingiram a mesma marca, lucrando milhões em questão de semanas.

    Tudo isso é resultado do carisma e sagacidade do humorista, que revolucionou o cenário da comédia brasileira desde o momento que começou a carreira. Abertamente gay, ele também foi um grande aliado à comunidade LGBTQIA+, trazendo representatividade em um país que ainda sofre com a homofobia.

    No Multishow, protagonizou programas como o Vai Que Cola e 220 Volts, que arrancaram risadas de todos os tipos de públicos. Paulo Gustavo conseguiu encontrar humor nas mais variadas situações, e isso o transformou num dos maiores comediantes na história do país.

    Início da carreira

    A carreira de Paulo Gustavo começou de forma discreta no teatro, quando atuava em peças de comédia. Apesar de elogiado, ele ainda não havia explodido no cenário artístico. Porém, isso mudou quando ele levou a popular personagem Dona Hermínia aos palcos, inspirado pela própria mãe.

    A aclamação fez o comediante participar como coadjuvante em Divã, filme protagonizado por Lília Cabral. Na ocasião, interpretou o cabeleireiro Renée. O papel fez tanto sucesso, que ele reprisou o personagem em uma adaptação do longa para a televisão.

    Vai que Cola – O Filme: Paulo Gustavo fala do limite da ‘zoeira’ entre o elenco (Entrevista com AdoroCinema)

    No mesmo ano, conquistou o seu próprio programa no Multishow, chamado 220 Volts. Nele, o humorista criava histórias com personagens diferentes em vários contextos, incluindo a Dona Hermínia. E claro, quando o público viu a personagem, as coisas tomaram proporções épicas.

    Apenas dois anos depois, Hermínia já estava dominando as salas de cinema e o imaginário coletivo. Quer provas? Minha Mãe é uma Peça 3 é — até hoje — a maior bilheteria dos cinemas nacionais de todos os tempos.

    Um dos últimos trabalhos de Paulo Gustavo foi em dezembro de 2020 com o especial de fim de ano do 220 Volts na Rede Globo, quando o ator levou o programa próprio pela primeira vez para a emissora. 

    Desejamos forças aos familiares e fãs de Paulo Gustavo neste momento delicado. O legado do comediante será lembrado para sempre.

    Minha Mãe é Uma Peça e outras franquias brasileiras de maior bilheteria do século XXI

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