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    Dia Internacional da Mulher: 12 filmes para inspirar jovens garotas
    Por Katiúscia Vianna — 8 de mar. de 2020 às 08:47

    Quem disse que somos o sexo frágil?

    Na realidade, dia da mulher deveria ser todo dia, mas é legal ter uma data especial para celebrar a nossa importância. Afinal, falar sobre empoderamento feminino é essencial para ensinar as gerações que virão como não existe diferenças entre os gêneros. O mesmo conceito se aplica no cinema: ver uma ou mais mulheres poderosas, interessantes e complexas em filmes também são capazes de encantar jovens garotas — que aprendem como não há limites para seus sonhos e objetivos.

    Pensando nisso, as mulheres da redação do AdoroCinema reuniram vários filmes que inspiraram gerações ao redor do mundo e provaram, de uma vez por todas, que essa história de sexo frágil é besteira!

    Mulher-Maravilha

    Não é a toa que Mulher-Maravilha é a escolha óbvia para começar essa lista. Representatividade importa muito. E ver uma mulher poderosa (criada por várias outras mulheres empoderadas), inteligente e gentil, que espalha a palavra do amor para proteger os inocentes — ao mesmo tempo que joga embustes no chão — é um sentimento que não pode ser traduzido. Palavras não conseguem descrever a importância daquela cena na trincheira. Ali, Diana (Gal Gadot) não era uma única mulher lutando contra os inimigos: ela estava representando todas as mulheres, provando como são capazes e superando obstáculos, mesmo diante do machismo e outros preconceitos bobos. 
    — Katiúscia Vianna (Redatora)

    Mad Max: Estrada da Fúria



    Minha indicação é este filme de ação e ficção-científica que faz parte de uma franquia protagonizada, originalmente, por um homem. Bem, Mad Max: Estrada da Fúria ainda possui um personagem masculino na linha de frente, mas isso não quer dizer que ele chame mais atenção do que as figuras femininas que o ajudam nesta jornada super distópica. Aqui, Charlize Theron brilha tanto quanto Tom Hardy em um cenário onde a água e a gasolina são joias raras para as pessoas. Mesmo com a nostalgia contida no personagem de Hardy (que já foi de Mel Gibson), a direção de George Miller abre espaço para que Imperator Furiosa (Theron) e suas parceiras, que fogem do status de serem prisioneiras sexuais, ganhem bastante foco na narrativa. Por trás da guerra por bens naturais, em Estrada da Fúria existe uma linha bem intensa que destaca a coragem e a união feminina.
    — Barbara Demerov (Crítica/Redatora)

    Star Wars

    A cultura pop está repleta de mulheres com personalidades fortes e marcantes. Pode-se dizer que a precursora disso tudo viveu há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante. A Princesa Leia de Carrie Fisher fez sua estreia em Guerra nas Estrelas (1977) e, mais de 40 anos depois, segue inspirando meninas e mulheres a lutarem pelo que querem, não terem medo de ser a donzela que salva a si mesma, e de dizerem que amam (mesmo que recebam "eu sei" como resposta). A franquia Star Wars também foi responsável por colocar outras mulheres incríveis como protagonistas, sejam elas Rainha, Jedi ou Rebelde.
    - Vitória Pratini (Redatora)

    Estrelas Além do Tempo

    Se é para se orgulhar ainda mais do trabalho das mulheres ao longo da história da humanidade, vale assistir Estrelas Além do Tempo. A trama do longa traz as impressionantes trajetórias reais de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe). As três fortes mulheres participaram do plano do governo norte-americano para mandar o primeiro homem à lua durante a Guerra Fria. Prepare-se para se emocionar com a garra de cada uma delas enquanto conquistam os seus lugares na NASA.
    — Amanda Brandão (Repórter/Apresentadora)

    Meninas Malvadas

    Você sabe o que é sororidade? Não? Então dê play em Meninas Malvadas e espere a trama explicar por a+b o conceito para você. Em uma comédia com texto impecável de Tina Fey e uma Lindsay Lohan que dá saudades, conhecemos um grupo de garotas acostumado à competição para ascender socialmente na escola. Lançado em 2004 no Brasil, o filme se tornou um clássico e rendeu uma série de "costumes" para os fãs: comemorar o dia 3 de outubro, usar rosa às quartas-feiras e, é claro, selecionar "quem senta com a gente". E ainda tem AQUELA cena de "Jingle Bell Rock"! Impossível não amar. O longa já é um clássico e prova que unidas somos mais fortes e vamos mais longe.
    — Fernanda Pineda (Editora/Apresentadora)

    Legalmente Loira

    A prova de que as mulheres podem realmente fazer tudo, Elle Woods (Reese Witherspoon) em Legalmente Loira prova que não importa a impressão que as pessoas têm de você, se você sabe o seu valor e a sua capacidade. Depois de levar um fora do namorado por ser apenas uma menina bonita, ela entra para Harvard tentando conquistá-lo, mas não demora muito para ver que ela merece muito mais do que a atenção dele. Mesmo sabendo que a maioria de seus colegas não a leva a sério, Elle continua, sabendo que é muito mais do que a patricinha que todos enxergam. Uma mulher dedicada, inteligente, determinada e sem vergonha de ser quem é, Elle é um exemplo para todas as mulheres.
    — Caqui Bandeira (Estagiária)


    Homecoming: A Film by Beyoncé

    Em 2018, dez meses após dar à luz aos gêmeos Rumi e Sir, Beyoncé retornou aos palcos no festival de música Coachella. Já era de se esperar que o show seria grandioso, assim como tudo o que a artista se propõe a fazer. Mas o Beychella — como ficou conhecido — foi além, se tornando uma apresentação histórica. Com mais de 100 cantores e dançarinos, o espetáculo foi transformado no documentário Homecoming: A Film by Beyoncé, dirigido por Ed Burke e pela própria cantora. No longa, os bastidores mostram como a estrela fez questão que o evento homenageasse o povo negro, sua história e tradição, sobretudo a realidade e a força da mulher negra. Para isso, além do cenário, figurinos, arranjos e letras das músicas, convidou as antigas parceiras do Destiny's Child, Kelly Rowland e Michelle Williams, e a irmã, Solange, para performarem ao lado dela. É por esses e outros motivos que Homecoming é um documentário tão especial: ele inspira mulheres, celebra o poder feminino e prova, mais uma vez, que Beyoncé é sinônimo de excelência.
    — Roanna Azevedo (Estagiária)

    Histórias Cruzadas

    Estrelado por Viola DavisEmma Stone e Octavia Spencer, o filme é um olhar para a luta de mulheres negras nos anos 60. No enredo, uma escritora, consciente de sua posição de privilégio enquanto pessoa branca, decide escrever um livro sobre a realidade das empregadas de origem afro-americana nos Estados Unidos. A história se desenrola conforme as trabalhadoras se revoltam com o tratamento desumano que recebem na casa de seus patrões brancos. Abordando racismo, aborto espontâneo, dificuldades enfrentadas por mães solteiras, agressão física marital e luta de classes, Histórias Cruzadas é um exemplo do que o feminismo deveria contemplar: atenção à coletividade e as necessidades de mulheres racializadas.
    — Nathalia Jesus (Estagiária)

    Felicidade por um Fio

    Disponível na Netflix, Felicidade por um Fio cumpre todos os requisitos de filmes que deixam o coração de uma mulher quentinho, sem deixar de mostrar as dores e as delícias de uma jornada de autoaceitação e autodescoberta.
    — Luisa Rodrigues (Estagiária)

    Adoráveis Mulheres



    Não importa qual seja a versão desse clássico, a mensagem de empoderamento feminino ainda é incrível. Adoráveis Mulheres une quatro irmãs completamente diferentes, mostrando o papel dessas mulheres não só no mundo, como também todos os obstáculos que uma mulher enfrenta para ocupar seu espaço, mas principalmente como elas constroem uma relação de irmandade umas com as outras, independentemente de diferenças ou personalidade. É lindo e impossível não se identificar com pelo menos uma delas.
    — Ingred Gonçalves (Social Media)

    O Diabo Veste Prada

    Roteirizado por uma mulher, criado a partir de um livro escrito por uma outra mulher com base em suas próprias experiências, O Diabo Veste Prada é um filme sobre o poder feminino. Em diferentes esferas, tanto Miranda (Meryl Streep), quanto Andy (Anne Hathaway) e Emily (Emily Blunt) são personagens fortes e, em diferentes momentos, inspiradoras. O longa, lançado em 2006, foi ressignificado com o passar dos anos e hoje entendemos, claramente, que as mulheres podem sonhar em ter carreiras de sucesso, desafiar a sociedade e realizá-las. Se um homem achar isso ruim, ele que lute. Pondo em pauta todas as mais diversificadas facetas do comportamento feminino e como somos lidas — e interpretadas pelo social —, esse filme pode ser uma boa pedida para nos lembrar da nossa luta durante todo o ano. 
    — Juliana Amorim (Roteirista)

    Capitã Marvel

    Apesar da Viúva Negra (Scarlett Johansson) ter sido a principal referência de figura feminina no “clube do bolinha” dos Vingadores, a primeira produção cinematográfica do Universo Marvel com foco em uma mulher foi estrelada pela Capitã Marvel (Brie Larson). E não é pra menos... A história de Carol Danvers é capaz de inspirar muitas jovens mulheres ao mostrar uma personagem super poderosa que, na medida do possível, também é real. Como retratado na icônica cena do filme, a Capitã sofre com figuras que tentam conter e limitar a sua força, mas, mesmo "caindo", ela sempre consegue se reerguer ainda mais poderosa.
    — Natália Artemenko (Análista de Conteúdo)

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    Comentários
    • João
      Nunca ouviu, sei.
    • ChadGrey
      Nunca ouvi falar.... Lamento por ti e por crescer num meio fraco....P.S.: O teu presidente não é o mesmo que o meu.
    • João
      Vc só pode ser cego ou desonesto intelectual, pois o que eu vejo de conservador falando que as mulheres são frágeis e por isso não deveriam fazer tal coisa.É só ver o exemplo de seu querido presidente, pois o mesmo disse que quando teve uma menina ele deu uma fraquejada.
    • ChadGrey
      Quem disse que somos o sexo frágil?Rigorosamente ninguém!!!Apenas algumas de vocês (felizmente muito poucas, lá está, a minoria) é que insiste que alguém considera o sexo feminino como o sexo frágil ou fraco... Ou seja, é sempre uma autodenominação porque realmente ninguém acha isso... A não ser algumas de vocês sobre vocês próprias. Mais ninguém!
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