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    Produtor de Corra! e Halloween é vaiado e retirado do palco após críticas a Trump em festival de Los Angeles
    Por Renato Furtado — 7 de nov. de 2018 às 11:55
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    Jason Blum não foi bem recebido pelos espectadores da mostra, dedicada ao cinema israelense.

    Dia Dipasupil

    A noite deveria ser de celebração, mas o produtor Jason Blum (Corra!, Halloween, Infiltrado na Klan) encontrou um ambiente hostil. Convidado de honra do Festival de Cinema Israelense de Los Angeles e recipiente de um prêmio pelo conjunto de sua obra, o fundador da Blumhouse foi vaiado pelos espectadores presentes na cerimônia e fisicamente retirado do palco após fazer críticas diretas ao presidente Donald Trump em seu discurso de aceitação do troféu (via The Hollywood Reporter):

    "Jason Blum foi vaiado e fisicamente removido do palco do Festival de Cinema Israelense após fazer polêmicos comentários políticos contra Trump [em inglês no vídeo acima]"

    "A melhor coisa sobre os Estados Unidos é que você pode gostar de Trump, mas eu não sou obrigado, e posso dizer como me sinto sobre nossa situação — e não gosto nada dela! [...] Temos um presidente que declarou a imprensa como inimiga do povo. Graças ao nosso presidente, o antissemitismo voltou a crescer", disparou Blum, antes de ser violentamente abordado por um israelense apoiador do ex-apresentador de reality shows e ser convidado a se retirar do palco.

    O produtor pronunciou-se contra o mandatário-geral dos Estados Unidos na ocasião especialmente por conta das eleições para o Senado e para o Congresso, ocorridas ontem, dia 6. O republicano Trump — que tem o apoio declarado de Israel e mudou a embaixada dos EUA para Jerusalém para agradar seus correligionários no Oriente Médio — viu seu partido sair vitorioso na primeira Casa; no Congresso, por sua vez, os democratas conquistaram a maioria das cadeiras.

    "[...] Esta é a primeira vez que vemos algo assim acontecer e estou totalmente chocado, mas entendo que este é um dia muito tenso para os Estados Unidos com as eleições [...] Este não é um lugar para a político e eu permaneço apolítico", declarou Meir Fenigstein, diretor e fundador do Festival, um evento patrocinado por uma das companhias do bilionário Sheldon Adelson, apoiador confesso de Trump.

    Relembre a seguir a entrevista do AdoroCinema com Blum:

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    Comentários
    • Frango de Satanás.
      Da mesma forma que ele não gosta do trump ou do governo dele tem quem goste ele tem todo direito de subir no palco e dar o show dele dizendo o que ele pensa , da mesma forma que vai ter gente na plateia que vai discordar e vaiar , se vc quer falar sobre politica e religião vc ta sujeito a passar por isso, é o que dizem: politica e religião não se discutem , a menos que vc esteja disposto a ouvir os prós e contras porque nem todo mundo vai concorda com vc
    • Jonathan Kennedy
      Estados Unidos é um país Livre e o cidadão tem todo direito de falar sua opinião seja público ou qualquer lugar que seja.
    • Jc V.
      Essa é a diferença básica entre o espírito democrático e as ideologia fascistas aflorecentes. Se um cara sobe num palco e fala mal Temer, o cara até pode ser vaiado, mas vai ter o direito de terminar o discurso. Já os fanáticos de Trump acham legal retirar um cara do palco por que o cara simplesmente disse que não gosta de um governo que ele próprio custeia com seus impostos...Obviamente existe toda uma tensão política e o cara ainda bota o semitismo no meio em plena Israel. Mas o cara foi corajoso, fez o que achou que devia ser feito mesmo sabendo que ia dar m&rda
    • Vidamell Vida R.
      ixe!!!!
    • Danilo
      O cara que quer lacrar tem que estar disposto a ser vaiado. Simples assim!!!
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