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    Pesquisa do Instituto Geena Davis aponta que a maioria dos brasileiros não aprova a representação feminina no audiovisual nacional
    Por Taiani Mendes — 8 de mar. de 2016 às 18:00

    Hipersexualização incomoda.

    Sabia que a vencedora do Oscar Geena Davis tem uma ONG que pesquisa a representação feminina na indústria do entretenimento? Criado em 2007, o Geena Davis Institute on Gender in Media encomendou uma pesquisa em solo brasileiro e descobriu que 73% dos dois mil entrevistados acha a imagem da brasileira sexualizada demais na televisão e no cinema. Feita com moradores de regiões metropolitanas em dezembro do ano passado, a enquete revela que para 69% dos participantes as mulheres ocupam apenas posições tradicionais no audiovisual (meramente como esposas ou donas de casa), enquanto 51% declararam acreditar que o entretenimento reforça que não há problema algum no assédio (!). O que é muito preocupante, pois para 75% dos entrevistados, filmes, novelas e séries influenciam opiniões. Do lado positivo, 25% das mulheres disseram que histórias de personagens femininas fortes contribuíram para que saíssem de relacionamentos violentos.

    Em entrevista para a Folha de São Paulo, Geena Davis disse que o Brasil é um dos nove países acompanhados de perto pela instituição por ser um dos maiores mercados do entretenimento mundial. "A reação mais comum é as pessoas ficarem chocadas. Todo mundo inconscientemente reproduz preconceitos de gênero, parece normal até que alguém chame a atenção para isso", ela finalizou.

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