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    Expectativa X Realidade: Como eram e como ficaram 20 mulheres reais retratadas pelo cinema
    Por Renato Hermsdorff — 10 de mar. de 2016 às 08:53

    “Loura, magra e muito ‘gostosa’”.

    A Rainha (2006) Elizabeth II/ Helen Mirren

    O sutil filme de Stephen Frears não é uma cinebiografia tradicional. A obra traça um honesto retrato de outra famosa governante inglesa, neste caso da monarquia, a partir de um recorte bem específico – e polêmico –: a reação do Palácio de Buckingham à midiatização da morte da princesa Diana. Pelo papel de Elizabeth II, Helen Mirren, merecidamente, ganhou o seu Oscar. Johnny & June (2005) June Carter/ Reese Witherspoon

    O cantor Johnny Cash (na adaptação para o cinema, vivido por Joaquin Phoenix) foi uma alma inquieta. Com a infância conturbada, durante praticamente toda a vida adulta buscou o caminho da autodestruição. Mas é inegável, foi, também, a personificação do estilo country. O sucesso, por outro lado, não seria possível se não fosse pelo apoio de June Carter (Reese Whiterspoon), o grande amor de sua vida, também cantora, que, no entanto, teve a carreira ofuscada pelo temperamento do marido. Ironicamente, quem levou o Oscar naquele ano foi Whiterspoon (Phoenix perdeu para Philip Seymour Hoffman, de Capote). Olga (2004) Olga Benário Prestes/ Camila Morgado

    A cinebiografia de Olga Benário Prestes, de Jayme Monjardim, entrou para história da cinematografia brasileira muito mais pela frase de impacto proferida pela intérprete da protagonista, Camila Morgado (“Eu estou grávida de Luís Carlos Prestes”), do que pela qualidade da obra propriamente dita. Bem diferente, fisicamente, da retratada, a atriz – que perdeu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para Fernanda Montenegro, por O Outro Lado da Rua – já havia trabalhado com o diretor na minissérie A Casa das Sete Mulheres e trilhou um belo caminho na sequência. Monster - Desejo Assassino (2003) Aileen Wuornos/ Charlize Theron

    Aileen Wuornos nunca foi conhecida pela beleza, daí a surpresa geral quando Charlize Theron foi escalada pelo papel. Abusada na infância, Aileen se prostituiu na adolescência e estava prestes a se matar quando conhece Selby (Christina Ricci), por quem acaba se apaixonando. O ponto de virada acontece quando, depois de agredida, Wuornos mata o agressor, desencadeando uma série de outros assassinatos que a renderam a fama de primeira mulher serial killer dos Estados Unidos. Claro, “enfeiaram” Charlize, que ganhou 13 quilos e um Oscar - prêmio justo, mais pela performance do que pela (ótima) transformação em si. As Horas (2002) Virginia Woolf/ Nicole Kidman

    Quando subiu ao palco da cerimônia do Oscar 2003 para entregar o prêmio de melhor atriz, Denzel Washington anunciou: “... e a vencedora, ‘por um nariz’, é Nicole Kidman”. Foi uma piada, claro (a expressão “by a nose”, em inglês, também quer dizer “por pouco”), mas muito se criticou a digitalização do nariz da atriz na pele da escritora Virginia Woolf. Kidman, aliás, optou por não imitar a voz da personagem, porque tinha receio de que a audiência achasse cômico. Sábia decisão que Meryl Streep poderia ter repetido em A Dama de Ferro. Frida (2002) Frida Kahlo/ Salma Hayek

    Para viver a pintora mexicana de personalidade e sobrancelhas marcantes, foi escalada a conterrânea Salma Hayek, naturalizada americana. Frida Kahlo foi um dos principais nomes da história artística do México - e do mundo. Na vida pessoal, teve uma conturbada relação aberta com o também pintor Diego Rivera (papel de Alfred Molina), um caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de outros homens e mulheres. Apesar de ter sido indicada ao Oscar de melhor atriz, Hayek perdeu a estatueta para Nicole Kidman. Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000) Erin Brockovich/ Julia Roberts

    Julia Roberts estava tão, mas tão eufórica quando subiu ao palco do Shrine Auditorium para receber seu Oscar de melhor atriz por Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento, que se esqueceu de agradecer a... a própria Erin Brockovich – “erro” devidamente reparado na entrevista coletiva que se segue à premiação. Mãe de três filhos, desempregada, Erin consegue um bico num pequeno escritório de advocacia, onde acaba por investigar – e vencer uma mega-ação contra – uma grande corporação que envenena a água de uma cidade.

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