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    Toronto 2014: Diretor de Juno, Jason Reitman volta ao bom cinema
    Por Renato Hermsdorff — 7 de set. de 2014 às 08:55

    Depois do tropeço com Refém da Paixão (2013), canadense retorna à boa forma de Juno, Obrigado por Fumar e Amor sem Escalas com Men, Women and Children, drama sensível, irônico e atual sobre as relações humanas.

    Um adolescente abandonado pela mãe (Ansel Elgort); um casal em crise sexual (Adam Sandler e Rosemarie DeWitt); uma mãe superprotetora (Jennifer Garner); outra, superpermissiva (Judy Greer); uma menina bulímica que faz de tudo para conquistar o garoto mais velho (Elena Kampouris).

    É da poeira dessas estrelas (entre outras), parafraseando o cientista Carl Sagan, que é formado o universo deste belo Men, Women & Children, que teve sua estreia mundial no Festival de Toronto (A Emma Thompson cabe a narração, ironicamente conectando a história do filme ao cosmos).

    O diretor canadense Jason Reitman construiu uma carreira mostrando-se “antenado” com o mundo. Desde os lobistas dos mais variados segmentos de Obrigado por Fumar (2005), à gravidez na adolescência do casal indie de Juno (2008), passando pela análise da individualidade com Amor Sem Escalas (2009) e a relutância em amadurecer de Jovens Adultos (2012). Já a novelesca história de amor, pesada, de Refém da Paixão, bom, esse é o ponto fora da curva.

    Pois a internet (e as redes sociais) é o elemento que contextualiza este Men, Women & Children, baseado no livro homônimo do escritor Chad Kultgen, ainda sem data de lançamento no Brasil. Ela é a liga para abordar assuntos como falta de diálogo, sexo fora do casamento, pornografia e iniciação sexual, distúrbio de imagem, exposição, vigilância.

    Com sensibilidade – e o humor característico – Jason Reitman traça um panorama das relações humanas hoje em dia, sobretudo familiares, juntando no mesmo quadro núcleos variados que se cruzam, revelando afinidades, a falta delas e a hipocrisia. Neste sentido, evoca Beleza Americana, até. Ele também aprimora o recurso gráfico que David Fincher usou em A Rede Social para trazer para a tela caixas de diálogos, barras de busca e até pop up´s, imprimindo criatividade também à forma do filme.

    Corrompendo o ditado, o filho torna bom à casa.



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    Comentários
    • Barbara Martins
      Quero assistir esse logo. Assunto muito interessante para ser abordado por um diretor que já mostrou ser craque em transformar situações próximas à realidade do espectador em bons filmes.
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