Na quarta-feira, 14 de outubro, Roger Moore completaria 99 anos. Nascido em Stockwell, Londres, em 1927, ele faleceu em 2017, aos 89 anos, e deixou para trás uma carreira brilhante. Por mais que tenha estrelado projetos famosos como The Saint, Selvagens Cães de Guerra e Quem Não Corre, Voa, foi na pele do agente 007 que ele de fato ficou conhecido.
No total, Moore viveu James Bond em sete filmes. Sua entrada na franquia se deu em 1973, em Com 007 Viva e Deixe Morrer - e após isso, ele protagonizou: 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (1974), 007 - O Espião que Me Amava (1977), 007 Contra o Foguete da Morte (1979 - James Bond no espaço!), 007 - Somente para Seus Olhos (1981), 007 Contra Octopussy (1983) e 007 - Na Mira dos Assassinos (1985). O único que chegou perto de Moore no papel do espião foi Sean Connery, que estrelou seis longas-metragens oficiais e uma produção independente (007 - Nunca Mais Outra Vez).
"Não vejo nenhum dos dois como James Bond": Diretora de elenco que escolheu Pierce Brosnan e Daniel Craig estabelece uma condição essencial para o novo 007O filme favorito de Roger Moore não era 007
Warner-Pathé
Apesar de ter vivido James Bond, o papel que mais orgulhou Roger Moore foi em O Homem Que Não Era (1970). Nele, Moore interpretou Harold Pelham, um executivo bem-sucedido que, após sofrer um grave acidente de carro e ser declarado clinicamente morto, percebe que alguém idêntico a ele assumiu sua identidade. Pelham permitiu que o astro explorasse um lado mais sombrio e dramático de sua atuação, distante da imagem de galã e herói de ação pela qual ficou conhecido.
“Quando me perguntam sobre o filme [O Homem que Não Era] hoje em dia, sempre reflito que foi uma das poucas vezes em que me permitiram atuar”, escreveu Moore em sua autobiografia, My Word is My Bond: A Memoir (via FarOut Magazine).
“É uma admissão terrível vinda de alguém que fez da atuação a sua profissão. Embora, em minha defesa, eu já tivesse sido escalado para papéis relativamente simples em termos do que me era exigido, felizmente. Nunca tinha sido 'dramaticamente desafiado', como se costuma dizer”, acrescentou.
No fim das contas, O Homem Que Não Era não foi um sucesso de crítica, nem de público, mas Moore não pareceu se importar. Ele aproveitou a rara oportunidade de se aprofundar em um personagem complexo, e é por isso que descreveu o projeto como "aquele que sempre acreditei ser o meu melhor filme".