Tom Cruise sobre o filme japonês que mudou sua vida: "Percebi que não era algo apenas cultural, mas universal"
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Bastaram apenas 30 segundos para ele perceber que estava diante de uma obra-prima que, de certa forma, definiria sua carreira.

Para quem nunca assistiu a Os Sete Samurais, é fácil olhar para o longa com um certo receio, imaginando um filme denso, longo e cansativo — afinal, a maior parte do que se lê sobre ele está em livros de história do cinema, acompanhado de termos pomposos. No entanto, o clássico surpreende ao se revelar uma história de aventura extremamente envolvente e divertida, sem deixar de lado a arte, a beleza e uma fotografia simplesmente perfeita.

Os Sete Samurais
Os Sete Samurais
Data de lançamento 14 de agosto de 2008 | 3h 27min
Criador(es): Akira Kurosawa
Com Toshirô Mifune, Takashi Shimura, Keiko Tsushima
Usuários
4,2

Não é de se admirar que o longa seja frequentemente citado como um dos filmes mais importantes da história do cinema, porque realmente é. E, por sorte, isso não significa que ele seja reservado apenas a um público restrito.

Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa, mudou a vida de Tom Cruise

Quase 50 anos após a estreia de uma das maiores obras-primas de Akira Kurosawa (ao lado de Viver, Céu e Inferno, Dersu Uzala, Yojimbo - O Guarda-Costas e Rashomon, entre outras), Tom Cruise, o maior astro do cinema americano moderno, quis prestar sua homenagem de alguma forma em O Último Samurai, filme que até rendeu ao ator a honra de ter um dia dedicado a ele no Japão: 10 de outubro (ou 6 de outubro, dependendo de quem você perguntar, já que a data pode ser lida como "Tom-mu"). Impossível não ter carinho por isso!

Não surpreende, portanto, que Cruise tenha ficado fascinado pela cultura japonesa, em parte graças ao filme de Kurosawa:

"Eu tinha 18 anos quando assisti a Os Sete Samurais. Em cerca de 30 segundos, percebi que não se tratava apenas de uma questão cultural, mas de algo universal. Anos mais tarde, li sobre o Bushido. O código falava de muitas coisas pelas quais busco viver na minha própria vida: lealdade, compaixão, responsabilidade e a ideia de olhar para trás e assumir a responsabilidade por tudo o que você fez. Sou fascinado pelos samurais e pelo código samurai; essa foi uma das principais razões pelas quais quis fazer 'O Último Samurai'."

Toho

A propósito, há muitas pessoas que entenderam O Último Samurai errado, mesmo depois de tantos anos: Tom Cruise não é o último samurai. Essa honra pertence ao personagem interpretado por Ken Watanabe, Moritsugu Katsumoto, que na época chegou a receber uma indicação ao Oscar pelo papel. Será que Akira Kurosawa, o verdadeiro último samurai do cinema, teria ficado orgulhoso? Infelizmente, nunca saberemos.

Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).
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