Scott Eastwood, ator e filho de Clint Eastwood: "Não sei se ter esse sobrenome tornou tudo mais fácil; muito pelo contrário"
Diego Souza Carlos
Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.

A estrela de cinema de 40 anos falou sobre seu pai, que se aposentou recentemente da indústria cinematográfica, em uma entrevista na Itália.

No início do mês, a notícia foi divulgada: após seis décadas de carreira e tendo acabado de completar 96 anos, Clint Eastwood anunciou sua aposentadoria. Sua despedida marca o fim de uma era de verdadeiro esplendor em Hollywood, mas não significa que o nome Eastwood desaparecerá da indústria. Seu filho de 40 anos, Scott Eastwood, vem trilhando seu próprio caminho há anos, e tudo indica que será ele quem manterá vivo o legado da família. Mas como é para ele viver sob a pressão de carregar esse nome?

Filho de Clint Eastwood, Scott, reflete sobre sua carreira diante da magnitude do pai

20th century Fox / Warner Bros. Pictures

Em uma entrevista recente na Itália, o ator foi questionado sobre isso e deixou claro que nunca teve a intenção de chamar a atenção para si por causa do seu sobrenome. Mas vamos ouvir o que ele disse:

"Quando comecei, queria saber se eu era realmente capaz de fazer isso. Nunca quis ser conhecido pelo meu sobrenome. Claro, as pessoas tendem a pensar que ter um certo nome facilita tudo, mas não sei se é bem assim. Pelo contrário. O que eu sei é que a indústria cinematográfica é muito meritocrática: se você é bom, o público te aprecia e você continua atuando; se não, você não continua. No fim das contas, o que importa são os resultados."

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Naturalmente, ser filho de quem ele é lhe incutiu um certo gosto pelo cinema. Aliás, Scott reconhece que cresceu assistindo aos filmes do pai: "Eram histórias simples e elegantes que conseguiam despertar paixões profundas. Quando criança, os que mais me impactaram foram Os Imperdoáveis e As Pontes de Madison, filmes que giram em torno de personagens reais, mas também complexos", diz ele, acrescentando o quanto gostava de dramas do início dos anos 1990, mencionando Forrest Gump e Um Sonho de Liberdade, um tipo de filme que, na sua opinião, não se faz mais porque os hábitos de consumo mudaram: "tudo ficou muito rápido".

Ele não só aprendeu a apreciar um bom cinema, como também aprendeu valores

Lionsgate

Mas o amor pelo cinema não é a única coisa que Clint e sua família lhe transmitiram: também lhe passaram um forte senso de responsabilidade. "Quando você diz que vai fazer algo, você faz; se você declara que vai a algum lugar, você vai; se você chega a um acordo com alguém, você o honra, e em suas relações com os outros você é sempre gentil. Esses valores são muito mais importantes do que qualquer carreira. Não nos importamos com o que você faz para viver, o importante é fazer bem feito", podemos ler em sua entrevista ao jornal La Stampa.

Como já mencionamos, Scott está construindo uma carreira prolífica em Hollywood. Ele pode ter estreado em um filme de Clint Eastwood, A Conquista da Honra, e aparecido em outras obras-primas do diretor. Mas ele também trabalhou com Guy Ritchie e David Ayer, e participou de grandes franquias como a DC da Warner Bros. e Velozes e Furiosos.

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Em breve, ele lançará Lucky Strike, que conta a história de um soldado americano ferido e preso atrás das linhas alemãs durante a Batalha das Ardenas.

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