Apenas uma semana separa o público nostálgico de mais uma aventura dos brinquedos favoritos da ficção. Toy Story 5 estreia no dia 18 de junho já repleto de expectativa, com as primeiras reações da crítica antecipando mais um clássico que vai tocar fundo no coração. Nesse quinto filme, uma preocupação do mundo contemporâneo, o vício das crianças em telas, serve de conceito e tema para a nova história. A trama acompanha Jessie, Buzz e toda a gangue numa corrida contra o tempo para fugir do esquecimento e da obsolescência agora que Bonnie, com 8 anos de idade, ganhou um tablet chamado Lillypad, dispositivo que toma toda a sua atenção.
Diante dessa discussão tão relevante na frente das telonas, por trás delas, os diretores e roteiristas do filme não escaparam de outro debate quente e tecnológico que tem tomado conta não só do universo do cinema, mas do mercado de trabalho criativo como um todo. O uso de inteligência artificial na produção audiovisual vem dividindo opiniões de maneira fervorosa. Do lado dos que desaprovam a substituição de trabalhadores humanos pelos algoritmos está o roteirista, animador e criador de Toy Story, Andrew Stanton.
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Walt Disney Company
Numa entrevista para a Variety, ele comentou que Toy Story 5 foi um trabalho feito inteiramente por artistas e não inteligência artificial. “Desde o início da Pixar, já utilizamos o aprendizado de máquinas para, de vez em quando, resolver algumas coisas por você, mas sempre com o objetivo de melhorar o funcionamento das ferramentas. Não tenho interesse em fazer nada além de trabalhar de forma mais inteligente e rápida em conjunto com outro artista.”, explicou Stanton.
A co-diretora McKenna Harris compartilha dos mesmos sentimentos. “A Pixar é, antes de tudo, uma empresa de tecnologia, e por isso as coisas estão mudando. Ela [A Pixar] está descobrindo como se adaptar a essas mudanças. Mas, no que diz respeito ao nosso processo de produção de Toy Story 5, tivemos que descobrir sozinhos, principalmente porque, no fim das contas, o que você vê na tela é o trabalho de muitos artistas incríveis.”, declarou.
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A fala de Harris tanto é verdade que, para criar e animar a nova personagem Lillypad, foram necessários dois processos diferentes de animação e o esforço artesanal dos animadores responsáveis pela tarefa. Se para animar os olhos, rosto, mãos e membros do brinquedo exigiu um tipo mais tradicional de animação, já para criar a tela do tablet pediu-se um processo separado bem mais elaborado.
O verdadeiro vilão de Toy Story 5 não é quem você imagina e Pixar tem explicação perfeita para isso“Os animadores não têm controle sobre o que aparece na tela dela, então, quando estão animando-a, a tela fica preta. Por isso, eles precisam representar com gestos o que acham que pode estar lá.”, comentou o supervisor de VFX Thomas Jordan. Mesmo assim, declarou o designer de produçao Bob Pauley para a Variety, isso não foi o suficiente e, para resolver o impasse, a equipe de design forneceu aos animadores um lápis virtual com o qual podiam fazer esboços na tela, sugerindo ideias sobre o que Lily poderia estar fazendo naquele momento.
“Depois que a animação fica pronta, uma equipe diferente entra em cena e cria os gráficos para o que você vê, seja o lago, a versão dela de um sistema operacional, todos os diferentes aplicativos que estão lá, ou talvez ela esteja trocando mensagens com amigos.”, esclareceu.
Toy Story 5 estreia dia 18 de junho nos cinemas.