Os brinquedos mais amados do cinema retornam para os cinemas sete anos após a última aventura. Em Toy Story 5, Buzz, Woody, Jessie, Rex e o resto da gangue estão de volta para enfrentar agora uma nova leva de ameaças. A história da nova continuação se passa cinco anos depois dos eventos do quarto filme e encara um mundo claramente transformado pela tecnologia. Dessa vez, a franquia se introduz diretamente na era moderna e coloca no centro da trama o seguinte dilema: será que nossos brinquedos favoritos estão em risco de desaparecer agora que as crianças passam mais tempo na frente de telas do que brincando fora delas?
Ao abordar o conflito entre bonecos tradicionais e dispositivos eletrônicos, a quinta sequência insere o tablet Lillypad como a principal antagonista do filme, colocando todos para enfrentá-la, já que, grudadas nos aparelhos e nas telas, Bonnie e suas amigas agora usam apenas chats e jogos online para interagir umas com as outras.
Toy Story 5 explora os impactos da tecnologia na infância
The Walt Disney Company
Apesar desse embate, o roteirista Andrew Stanton não quer que o público ache que a tecnologia é a vilã dessa história. Pelo contrário, numa entrevista para a Variety, ele esclarece que Lillypad não é uma inimiga.
“Ela até pode ser [a vilã] para os brinquedos porque eles, compreensivelmente, ficam intimidados”, disse Stanton. “Ela é apenas a próxima fase da vida de Bonnie. Ela é como um brinquedo no sentido de que quer ajudar a criança a seguir em frente, mas tem habilidades muito diferentes e nenhuma experiência, enquanto Jessie tem apenas experiência e provavelmente não está preparada para saber o que fazer.”
Toy Story 5: Quem é Blaze? Conheça a nova personagem que tem uma conexão surpreendente com o passado da boneca JessieSegundo a co-diretora McKenna Harris, houve diferentes discussões acerca da decisão de colocar ou não Lillypad como uma verdadeira antagonista. “Muitas pessoas no estúdio queriam que ela fosse uma vilã, e foi muito difícil encontrar o equilíbrio, porque acho que todos nós chegamos com tantas emoções em relação aos dispositivos. No fim das contas, isso nunca fez sentido.”
No fim, os diretores queriam que o filme estivesse ancorado na realidade complexa que envolve o uso infantil de tecnologias como essas, não tomando uma posição extremista, mas dando importância acima de tudo para a imaginação da criança. "Não vamos nos livrar desses aparelhos, por mais que tentemos. Eu sempre vou ter meu celular. Provavelmente vou ficar meio viciado nele. Então, me pareceu certo que os brinquedos tivessem que lidar com essa nuance.”
Toy Story 5 estreia dia 18 de junho nos cinemas.