Não é segredo que Martin Scorsese é um cinéfilo apaixonado, além de um cineasta lendário! Ele costuma compilar listas de filmes essenciais, e chegou a produzir dois documentários imperdíveis nos quais discute os filmes que o marcaram e influenciaram seu trabalho: Uma Viagem Pessoal pelo Cinema Americano e Minha Viagem à Itália.
Marty, o cinéfilo
Existe também uma lista de 39 filmes estrangeiros para assistir durante a vida, que o diretor passou para um jovem cineasta, Colin Levy. Ele havia escrito para Scorsese perguntando quais filmes deveria ver para ampliar seus horizontes cinematográficos. Para sua grande surpresa, o diretor respondeu por meio de seu assistente, fornecendo-lhe uma lista de 39 filmes estrangeiros essenciais.
Como seria de esperar, a lista é bastante eclética, incluindo obras que vão desde Os Incompreendidos até Aguirre, a Cólera dos Deuses, passando por Os Sete Samurais e Roma, Cidade Aberta. Podemos também destacar que Scorsese fez questão de incluir um verdadeiro clássico de ficção científica.
Parufamet
Qual o melhor filme de ficção científica para Scorsese?
Já sabíamos que o nova-iorquino era um grande fã de 2001: Uma Odisseia no Espaço, mas tínhamos menos conhecimento de sua admiração por outra grande obra de ficção científica: Metrópolis, dirigida por Fritz Lang.
Adaptado do romance original de Thea von Harbou, o filme mudo em preto e branco mergulha o espectador em uma cidade monumental e futurista. Nela, a sociedade está dividida em duas classes radicalmente opostas: acima do solo, em jardins exuberantes e arranha-céus imponentes, vive a elite dominante liderada por Joh Fredersen, o mestre da cidade.
No subsolo, em um mundo escuro e opressivo, trabalhadores labutam incansavelmente para manter as gigantescas máquinas que fornecem energia à cidade. Freder, filho de Joh, descobre por acaso as condições de vida desumanas dos trabalhadores ao conhecer Maria, uma jovem da periferia que prega a paz e a reconciliação entre as classes.
Desesperado, Freder decide se colocar no lugar de um operário para compreender seu sofrimento. Temendo uma revolta, Joh se alia ao cientista Rotwang, inventor de um androide revolucionário. Rotwang cria uma sósia robótica de Maria com o intuito de semear o caos entre os trabalhadores e desacreditar seu movimento, desencadeando uma catástrofe que coloca em risco seus próprios filhos. Em meio ao caos, Freder tenta restabelecer o equilíbrio e reconciliar os dois mundos.
Metrópolis está na MUBI, Telecine e Prime Video.