Com as primeiras reações positivas a Devoradores de Estrelas, Ryan Gosling volta ao centro das atenções em Hollywood. O momento também reacende o interesse por um projeto pouco lembrado da carreira do ator: sua estreia como diretor em Lost River.
Lançado em 2014 e exibido no Festival de Cannes, o longa-metragem não teve recepção calorosa. No agregador Rotten Tomatoes, o filme mantém 30% de aprovação da crítica. Ainda assim, com o passar dos anos, a produção começou a ganhar uma pequena base de admiradores e hoje costuma ser vista como um título cult.
Na época do lançamento, algumas avaliações foram especialmente duras. O crítico Peter Bradshaw, do The Guardian, descreveu o longa como “colossalmente indulgente, disforme, muitas vezes fantasticamente e irrefletidamente ofensivo e o tempo todo insuportavelmente pretensioso”. Mesmo assim, o próprio jornalista admitiu certa ambivalência ao comentar que o filme “às vezes não é tão ruim assim”.
Estreia de Ryan Gosling na direção mistura fantasia, estética neon e influência de Nicolas Winding Refn
Escrito, coproduzido e dirigido por Gosling, Lost River chegou logo depois de suas colaborações com Nicolas Winding Refn em Drive e Apenas Deus Perdoa, obras que ajudaram a definir a estética visual que também aparece em sua estreia atrás das câmeras.
A trama acompanha Billy, personagem de Christina Hendricks, uma mãe que vive com os filhos em um bairro decadente de Detroit. Enquanto tenta manter a família, ela aceita trabalhar em um clube noturno estranho, onde apresentações simulam atos de automutilação para entreter o público. Paralelamente, seu filho adolescente precisa buscar fios de cobre em casas abandonadas para ajudar nas despesas.
O elenco também inclui Matt Smith, que interpreta um antagonista ligado ao mercado ilegal de sucata, além de Eva Mendes, que aparece em um dos últimos papéis de sua carreira no cinema.
Com o tempo, essa estética visual, marcada por uma forte identidade visual, ajudou Lost River a encontrar um novo público, especialmente entre espectadores interessados em filmes que priorizam estilo e atmosfera tanto quanto narrativa.