Foi uma verdadeira surpresa quando Bill Skarsgård (Nosferatu) anunciou isso no podcast Happy Sad Confused no início de 2025. Ele estava bastante otimista de que a sequência do filme satírico O Senhor das Armas seria lançada ainda naquele ano. Certamente seria oportuno, já que o filme original completava 20 anos. Apesar de não ter acontecido, ainda é certo: Bill Skarsgård interpretará o filho do traficante de armas Yuri Orlov (Nicolas Cage) na continuação — e, curiosamente, ele já aparecia ainda criança no primeiro filme.
Até hoje, O Senhor das Armas goza de imensa popularidade — e não perdeu nada da sua força. E por que perderia? Afinal, o longa continua tão relevante quanto sempre foi — e ainda ressoa com qualquer pessoa minimamente consciente.
É disso que trata O Senhor das Armas
Lions Gate Films
Yuri Orlov (Nicolas Cage) tem poucas perspectivas de uma carreira promissora. Filho de imigrantes ucranianos em Brighton Beach, Nova York, ele e seu irmão Vitaly (Jared Leto) ajudam nos negócios da família. Mas uma experiência traumática durante um tiroteio desperta nele o desejo de se tornar um traficante de armas. Junto com Vitaly, ele começa com pequenos negócios e rapidamente ascende aos escalões mais altos do comércio internacional de armas.
Yuri constrói uma extensa rede de contatos, tornando-se especialmente popular em ditaduras africanas. Seus parceiros de negócios incluem chefes de Estado, rebeldes, ativistas pela paz e governos do mundo todo. Sua esposa, Ava (Bridget Moynahan), desconfia de que o suposto trabalho de Yuri no setor de transportes não seja legítimo, mas acaba demonstrando pouca preocupação com suas frequentes viagens.
Além do desafio de levar uma vida dupla como traficante de armas e pai de família, Yuri se torna alvo de uma investigação da Interpol, liderada pelo determinado agente Jack Valentine (Ethan Hawke).
Um final realista?
Lions Gate Films
O Senhor das Armas não se esquiva de verdades incômodas. Como o diretor Andrew Niccol deixa claro no final do filme, os traficantes de armas, apesar de suas ações moralmente repreensíveis, não são o maior mal — são apenas aproveitadores desprezíveis de um mundo em ruínas. Muito mais condenáveis são os governos que apoiam esses criminosos em suas atividades ilegais — e que garantem um fluxo constante de clientes.
E assim, no fim, ficamos sentados diante da tela com um nó na garganta, diante do tom amargamente cínico, porém totalmente justificado, nos perguntando se seria mais apropriado rir ou chorar diante da loucura retratada. Pois O Senhor das Armas não oferece solução — nem esperança de melhoria — para essas injustiças.
O Senhor das Armas está disponível na Prime Video.