George Clooney completa 65 anos em 2026 e segue ativo em Hollywood, mas com mudanças claras na forma como conduz a própria carreira. Recentemente visto em Jay Kelly, drama dirigido por Noah Baumbach, o ator interpreta um astro do cinema isolado pela fama e pelo dinheiro, um papel que dialoga com sua própria percepção pública. Embora continue requisitado, Clooney tem sido criterioso ao aceitar novos projetos, especialmente aqueles ligados ao romantismo tradicional.
Em entrevista recente ao Daily Mail, o ator afirmou que não pretende mais beijar colegas de elenco em cena. A decisão, segundo ele, não tem relação com problemas conjugais, mas com a maneira como enxerga sua idade e o tipo de personagem que considera apropriado interpretar. Casado desde 2014 com Amal Clooney, ele explicou que não vê mais sentido em assumir papéis de galã solteiro.
“Tenho tentado seguir o caminho que o Paul Newman seguiu: ‘ok, não vou mais beijar uma garota’”, afirmou. Ele contou que a reflexão começou aos 60 anos, quando conversou com a esposa sobre o tema. “Eu disse: ‘olha, ainda jogo basquete com os caras, jogo com rapazes de 25 anos. Ainda acompanho, estou em forma. Mas em 25 anos, vou ter 85. Não importa quantas barras de cereal você coma, esse é um número real’”, disse.
A decisão de George Clooney em abandonar papéis românticos
Além da questão etária, o ator já havia mencionado em entrevista ao New York Times um antigo desconforto com cenas de beijo. Ele relembrou um episódio no início da carreira, quando foi criticado por um diretor por beijar a parceira de cena da mesma forma que faria na vida real — algo que, na tela, não funcionou.
Desde então, Clooney passou a encarar esse tipo de cena com cautela, o que ajuda a explicar por que seus beijos em filmes costumam ser mais contidos. Hoje, a decisão parece definitiva: o “galã romântico” ficou para trás, substituído por personagens que refletem melhor sua fase atual dentro e fora das telas.