20 anos atrás, um fracasso lendário da ficção científica chegou aos cinemas: a franquia só sobrevive hoje graças à determinação do protagonista
Nathalia Jesus
Nathalia Jesus
-Redatora e crítica
Jornalista apaixonada por cinema, televisão e reality show duvidoso. Grande entusiasta de dramas coreanos e tudo o que tiver o dedo de Phoebe Waller-Bridge.

Não existe ninguém mais perseverante – ou teimoso – do que Vin Diesel, que cuida com muito zelo de suas franquias.

Hollywood geralmente não dá segundas chances. Se um filme fracassa e havia planos para uma sequência, os executivos não hesitam um segundo em se reunir e cancelar esses planos. Afinal, milhões de dólares estão em jogo, e qualquer fracasso de bilheteria representa uma ameaça para o estúdio. A menos, é claro, que você tenha Vin Diesel na sua equipe, indiscutivelmente o ator/produtor mais persistente e teimoso da indústria cinematográfica americana.

A Batalha de Riddick estreou em 2004 como sequência de Eclipse Mortal, um filme americano de terror e ficção científica com um orçamento modesto para os padrões de Hollywood, em torno de 23 milhões de dólares. Quando arrecadou o dobro do investimento — mais de 53 milhões nas bilheterias — a equipe percebeu que havia sido um sucesso inesperado e decidiu preparar uma sequência, novamente estrelada por Vin Diesel e dirigida por David Twohy.

A Batalha De Riddick
A Batalha De Riddick
Data de lançamento 23 de julho de 2004 | 1h 59min
Criador(es): David Twohy
Com Vin Diesel, Thandiwe Newton, Karl Urban
Usuários
3,8
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Foi uma grande aposta para a Universal Pictures, que esperava que se tornasse sua próxima grande franquia de ficção científica e capitalizasse a enorme popularidade que Vin Diesel alcançou no início dos anos 2000 graças a Velozes & Furiosos. No entanto, a produção não foi tão lucrativa desta vez, pois o orçamento chegou a 105 milhões de dólares — quatro vezes maior que o do primeiro filme — e arrecadou apenas 115 milhões nas bilheterias.

Foi um fracasso? Depende do ponto de vista. Claramente, houve interesse do público, já que muito mais pessoas lotaram os cinemas, mas o filme mal recuperou o investimento. Além disso, teve que competir com o lançamento de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, que atraiu grande parte do público.

Os direitos de A Batalha de Riddick em troca de uma participação especial em Velozes & Furiosos

Quando todos pensavam que a saga estava morta, Vin Diesel deu um golpe de mestre que permitiu que ela continuasse. Mas havia dois problemas: primeiro, a Universal queria Diesel para o terceiro filme de Velozes & Furiosos, que não estava no auge. Ao mesmo tempo, Diesel queria fazer uma terceira aventura de Riddick e chegou a oferecer 10 milhões de dólares à Universal para adquirir os direitos da franquia, algo que o estúdio se recusou a vender.

"Um crime contra o cinema": Astro de Velozes & Furiosos, Vin Diesel ainda não atendeu a esta exigência de Steven Spielberg

Eles finalmente chegaram a um acordo, e Diesel concordou em fazer uma participação especial em Velozes & Furiosos: Desafio em Tóquio em troca dos direitos de Riddick. O ator e produtor ficou feliz, mas teve que esperar anos para realizar seu sonho e continuar as aventuras do personagem. Foi somente em 2013 que Riddick 3, o terceiro filme da saga, foi lançado. Com um orçamento de 38 milhões de dólares, mais próximo ao do filme original, arrecadou 98,3 milhões nas bilheterias.

Diesel não se contentou com isso e já está trabalhando em um quarto filme, Riddick 4, que foi filmado em agosto de 2024 e tudo indica que será lançado no próximo ano. Quem diria que um projeto considerado morto geraria tantas sequências?

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