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Neste fim de outubro, estreou na Netflix, Casa de Dinamite, um filme de suspense dirigido por Kathryn Bigelow. No elenco, nomes de peso do audiovisual hollywoodiano estão presentes, como Rebecca Ferguson, Greta Lee, Jared Harris e Idris Elba.
A trama acompanha as investigações norte-americanas perante a um atentado terrorista. Alvos de um míssil não identificado, os Estados Unidos precisam correr para determinar os responsáveis pelo ato, visando assim, garantir um contra-ataque eficaz e do mesmo nível.
Apenas 4 episódios e um crime real que parece mentira: Esta é a minissérie que acabou de estrear na Netflix e já está varrendo o streamingO QUE ACONTECE NO FIM DE CASA DE DINAMITE?
Com a aproximação do míssil desconhecido ao solo norte-americano, o presidente começa a sofrer certa pressão por parte de sua equipe para decidir qual decisão tomar. A primeira opção seria não agir em retaliação - no entanto, essa medida poderia ser vista como uma rendição. A segunda seria realizar um contra-ataque aos inimigos políticos dos EUA, como China, Rússia e Coreia do Norte - mas lembre-se que não há certeza sobre o ataque ter vindo dessas nações, o que poderia gerar represálias.
Com o caos instaurado, o filme mostra os efeitos sociais gerados nos Estados Unidos. A população é evacuada a fim de evitar uma gigantesca tragédia, enquanto o presidente começa a consultar pessoas de confiança para decidir o que fazer. No fim das contas, a tela fica preta e o público fica sem saber qual foi a atitude tomada - e nem mesmo é mostrado o impacto do míssil.
O final controverso chocou muitos dos espectadores, que reclamaram sobre a escolha narrativa feita pelo roteirista Noah Oppenheim. Durante uma entrevista recente para o Decider, Oppenheim, entretanto, explicou o motivo de Casa de Dinamite terminar daquela maneira.
“Há duas perguntas: o ICBM [míssil balístico intercontinental] que se aproxima detona e o Presidente dos EUA responde? Tenho respostas na cabeça para ambas, mas não são relevantes para as questões que estamos tentando levantar”, começou ele. “A primeira [questão] é: uma pessoa deve ter o poder de decidir o destino de toda a humanidade, com pouca preparação e apenas alguns minutos para decidir, enquanto corre para salvar sua vida? Isso já deveria ser assustador o suficiente, independentemente do que aconteça a seguir”, acrescentou.
Ele ainda completa:
“É um chamado à atenção e um convite para uma conversa. Não importa o resultado final que você imagine, você já viu um horror se desenrolar. E no mundo real, essas armas e todos os processos que você acabou de ver ainda estão à espreita no fundo de nossas vidas. Estamos confortáveis com essa realidade ou devemos fazer algo a respeito?”