Este filme de super-herói é um exemplo claro de como você não deve dar atenção às primeiras críticas: Eles odiaram quando foi lançado e agora tem 90%
Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Filme com Bruna Marquezine merece sua atenção!

Ter uma opinião é difícil. Embora pareça que opiniões são como bundas, que todos temos uma, ter algo a dizer é realmente complicado. Por isso a crítica é um gênero próprio no jornalismo e são necessários muitos anos e experiência para ser um profissional com argumentos fundamentados.

No cinema, como em outros âmbitos da vida, agora também é preciso lutar com o que dizem as redes sociais. Todo esse conjunto de opiniões escondidas atrás de um avatar e um nome de usuário pode chegar a influenciar muito no que temos a dizer sobre um filme. E, nesse sentido, às vezes dá a sensação de que a crítica de cinema se move por modas. De repente, todo mundo ama ou detesta um filme e é complicado encontrar vozes que saiam do discurso geral. Se um filme recebe a etiqueta de "obra-prima" ou "desastre", essa opinião se espalha e se repete sem parar, como se ninguém quisesse contrariar. É como se não houvesse espaço para os tons de cinza, e isso, no final, empobrece o debate.

Um exemplo perfeito é o cinema de super-heróis. Quando Homem de Ferro saiu em 2008, foi acompanhado por críticas muito boas e todos os filmes do Universo Cinematográfico da Marvel se contagiaram com esse entusiasmo. Com a exibição de Vingadores: Ultimato essa etapa terminou, tanto a cinematográfica quanto a de apoio da imprensa, e a franquia entrou em uma nuvem de pessimismo que a acompanha até agora. Não importa que existam histórias destacáveis como Thunderbolts, a crítica já determinou que os super-heróis não valem a pena.

Uma vítima muito clara de tudo isso foi Besouro Azul, longa-metragem da DC - antes de James Gunn e Peter Safran - que apresentou o primeiro super-herói latino da história e que foi massacrado quando, na realidade, não era para tanto.

Warner Bros.

Embora tenha contado com algumas boas notas que destacavam, principalmente, o elenco latino como um de seus valores, muitos outros críticos odiaram cada segundo que passaram diante da tela. "Besouro Azul é o último produto da linha de produção de super-heróis e resulta tão tediosamente familiar quanto as greves ferroviárias e os agostos chuvosos", escreveu Ed Potton no The Times. E Brian Lowry, da CNN, também não comprou totalmente: "poderia alcançar a estratosfera, mas parece um obstáculo que o filme simplesmente não supera".

Besouro Azul estreou em uma má época para o cinema de super-heróis, logo depois de The Flash - que também foi devorado nas redes sociais - e antes de Aquaman 2 - que, sinceramente, os maus comentários foram o menor de seus males dada a polêmica que existia com Amber Heard e seu julgamento e a suposta má relação entre protagonistas. Mas o tempo jogou a seu favor e no Rotten Tomatoes tem avaliações excelentes: 78% por parte da crítica e um impressionante 90% do público.

"Divertido, com muita ação e um elenco atraente, Besouro Azul é uma entretenida história de origem de super-herói com alguns novos elementos", reúne o consenso da plataforma. O AdoroCinema deu nota 3,5 de 5 em sua crítica sobre o filme com a brasileira Bruna Marquezine.

Besouro Azul
Besouro Azul
Data de lançamento 17 de agosto de 2023 | 2h 08min
Criador(es): Angel Manuel Soto
Com Xolo Maridueña, Bruna Marquezine, Susan Sarandon
Imprensa
3,4
Usuários
3,4
Adorocinema
3,5
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Por sorte, está disponível para assistir no catálogo da HBO.

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